Torcida do Tigre entrega donativos a haitianos que vivem em São Bernardo

Crédito da Foto: Arquivo Pessoal

Em 2010, o Haiti foi devastado por um terremoto que provocou a morte de cerca de 300 mil pessoas e deixou mais de 300 mil desabrigados. Desde então, o Brasil passou a receber um grande número de sobreviventes, que buscam no país um recomeço para suas famílias. Na última sexta-feira (13), torcedores do Movimento Popular Febre Amarela, entregaram alimentos aos haitianos que estão abrigados no bairro Baeta Neves, em São Bernardo do Campo.

 

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Atualmente, o Brasil abriga cerca de 45 mil haitianos, que possuem um visto especial humanitário, que permite que os desabrigados do terremoto permaneçam no país.

Na sexta-feira (13), membros de uma torcida do São Bernardo foram até a Paróquia São José no Baeta Neves, para entregar alimentos a um grupo de 22 haitianos, hospedados próximo à igreja.

Fundado em 2012, o Movimento Popular Febre Amarela há tempos estuda a necessidade de se criar ações sociais para contribuir com a comunidade.

O vice-presidente da torcida, Lucas Guerino contou que a iniciativa tomou forma, quando a torcida Gaviões da Fiel do Corinthians convocou as demais torcidas, para doarem alimentos aos alunos da rede estadual de ensino.

“Quando eles pediram ajuda, por causa do desvio de dinheiro da merenda escolar, que deixou muitas crianças sem alimentos, resolvemos contribuir, porém por causa da burocracia do governo, não conseguimos doar. Decidimos então, ajudar os haitianos que estão morando no bairro da nossa sede”, explicou Guerino.

Como os alimentos das escolas são selecionados a partir de licitação com a prefeitura ou estado, não se pode usar alimentos de fora, pois as doações são de diversas marcas, o que impediu a doação de ser aceita.

Lucas revelou que a diretoria já está planejando outras ações para a comunidade, como doação de sangue e entrega de donativos no Dia das Crianças.

Para o diretor de marketing e comunicação da Febre Amarela, Caio Pouza, a torcida organizada precisa pensar muito além das quatro linhas e não se limitar apenas em cantar e fazer festa dentro do estádio.

“É de suma importância a participação da torcida em atividades extracampo, pois a nossa comunidade é necessitada em diversos aspectos. Mesmo aos poucos sabemos que podemos ajudar muito. A torcida não pode apenas ficar nas arquibancadas”, destacou Caio.

Além de contribuir com as pessoas que precisam de ajuda, o diretor acredita que as ações sociais servem para mostrar que nem todas as organizadas são formadas por gente mal-intensionada, que usa a camisa do clube para brigar e promover violência.

“Sentimos muita felicidade em colaborar com a nossa comunidade, mostramos que somos uma torcida diferente. É bom ajudar quem realmente precisa”, completou Caio.