Como a Guerra do Vietnã tirou um título de Muhamaad Ali

Divulgação/Facebook Oficial Ali

O ano era 1967. No auge da Guerra Fria, um pequeno país asiático passava a ser o centro das atenções, o Vietnã. Para os americanos, servir ao US Army é uma questão de honra e patriotismo. Não para Muhamaad Ali, que se preocupava com os direitos humanos, em um mundo que pregava o amor livre, o feminismo e o fim da segregação racial.

Ali foi convocado para a guerra e foi a primeira figura notória dos EUA a se posicionar contra o conflito, dizendo:

“Eu sei onde quero chegar e sei a verdade. Não tenho que ser o que querem que eu seja, sou livre para ser o que eu quero”, falou em seu discurso de renuncia. Mas, essa rebeldia lhe custou a perda do título mundial de 1964 e mais cinco anos de punição sem poder lutar.

A punição durou até 1971, quando voltou a lutar em Atlanta contra Jerry Quarry, depois subiu ao ringue contra Oscar Bonavena no Madson Square Garden, e para encerrar essa série de lutas, a ‘batalha do século’ contra Joe Freizer. Ele perdeu todos os combates, mas a sua maior vitória, naquele período, ainda viria quando a Suprema Corte dos Estados Unidos revogou seu risco de prisão e lhe devolveu o cinturão de 64.

A Partir dali, Cassius Clay (seu verdadeiro nome) dava um ‘soco’ na cara da sociedade e mostrava que a liberdade de expressão era um título inalienável para ele.

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