CBF pode azedar relação entre Nobre e Palmeiras

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Foto: César Greco/Ag. Palmeiras

Segundo informações do jornalista Rodrigo Mattos em seu blog no UOL, o novo código de ética da CBF pode afetar diretamente a relação entre o Paulo Nobre e o Palmeiras. Documento prevê que dirigentes não podem possuir direitos sobre os jogadores. Em resposta ao blog, Paulo Nobre negou. Confira!

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O novo código de ética da CBF está em sua fase de revisão e ajustes de redação antes de ser votado em assembleia na entidade, mas mesmo antes de ser oficializado já causa polêmica nos bastidores. O documento possui um capítulo que diz: “Um conflito de interesses pode surgir se as pessoas vinculadas a este Código tiverem, ou derem a impressão de ter, interesses particulares ou pessoais que prejudiquem a sua capacidade de exercer as suas funções com integridade, de forma independente, íntegra e resoluta”.

O texto ainda segue com outro artigo ainda mais direto na relação sobre dirigentes e jogadores: “Possuir participação em direitos de atletas, clubes, empresas, ativos e bens que possam ter vantagem, contratos ou valorização direta ou indireta através da CBF”. De acordo com o Blog do Rodrigo Mattos, “um jurista que participou do comitê de reformas confirmou que é claro que o código impedirá que dirigentes tenham direitos sobre jogadores”.

É sabido que o Palmeiras possui um fundo criado para parcelar o pagamento da dívida do clube com o seu presidente. O FIDIC – Fundos Creditórios Academia Esportiva, possui direitos sobre jogadores estrangeiros como Mendieta, Tobio, Mouche, Alione e Cristaldo. No caso deste último, por conta da negociação recente com o Cruz Azul do México, Paulo Nobre irá reaver o valor investido de forma integral (cerca de R$ 8 milhões) e o lucro na negociação ficará 100% com o Verdão.

PAULO NOBRE

Contatado por Rodrigo Mattos, Paulo Nobre – por meio de sua assessoria de imprensa – negou que o novo código de ética da CBF impeça sua ajuda ao Palmeiras. O mandatário entende que não existe conflito de interesses em sua colaboração financeira ao clube. Confira resposta do presidente ao Blog na íntegra:

“Não vejo qualquer tipo de conflito, uma vez que empresto dinheiro ao clube para ele poder fazer jus a contratações que o tornem mais competitivo. A única vantagem que eu levo é a satisfação de ver o Palmeiras forte, disputando títulos e sendo protagonista no âmbito nacional e internacional.”

“Sempre trabalho conforme as regras vigentes. Só mudo a minha conduta se as leis que regulam o assunto assim determinarem. Meu ganho financeiro vem dos meus negócios e não do futebol! Empresto recursos ao Palmeiras pelo prazer que isso me dá ao vê-lo forte, e meu retorno é emocional! Empresto dinheiro ao nível que o banco capta no mercado, e posso conseguir retornos muito maiores e mais seguros no mercado.”

Foto: César Greco / Palmeiras / Divulgação