GUIA RIO 2016 TORCEDORES.COM – SAIBA TUDO SOBRE O HANDEBOL

Crédito da foto: Divulgação

O Torcedores.com continua seu especial para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 que conta um pouco da história de cada esporte olímpico, algumas curiosidades para você contar por aí, além de informar os favoritos das provas e quem são os brasileiros nelas. Falaremos agora do Handebol, esporte em que o Brasil foi campeão do mundo em 2013 no feminino

LEIA O GUIA RIO 2016 DE OUTROS ESPORTES:
ATLETISMO, BADMINTONBASQUETE MASCULINO, BASQUETE FEMININO, BOXECANOAGEM VELOCIDADECANOAGEM SLALOM, CICLISMO BMX, CICLISMO ESTRADA, CICLISMO MOUNTAIN BIKE, CICLISMO PISTA,  ESGRIMAFUTEBOL MASCULINOFUTEBOL FEMININO, GINÁSTICA ARTÍSTICA, GINÁSTICA RÍTMICA, GINÁSTICA DE TRAMPOLIM, GOLFEHANDEBOLHIPISMO, JUDÔ, LEVANTAMENTO DE PESO, LUTA, MARATONA AQUÁTICA, NADO SINCRONIZADO, NATAÇÃO, PENTATLO MODERNOPOLO AQUÁTICO, REMORUGBY DE SETE, SALTOS ORNAMENTAIS,TAEKWONDOTÊNISTÊNIS DE MESA,TIRO COM ARCOTIRO ESPORTIVO, TRIATLO, VELAVÔLEI FEMININO, VÔLEI MASCULINOVÔLEI DE PRAIA

 

ESPORTE: HANDEBOL

INTRODUÇÃO: O handebol é um esporte que surgiu na Escandinávia, mais precisamente na Dinamarca, no final do século XIX, como uma alternativa ao futebol, proibido à época nas escolas do país pelo alto índice de pernas e janelas quebradas. Por volta de 1920, os alemães decidiram que o esporte deveria ser mais “másculo” e revisaram as regras, levando o jogo de dentro dos ginásios para os campos de futebol e alterando o número de jogadores de sete para onze. Enquanto os países escandinavos e os da Europa Central preferiam a versão antiga, os alemães aproveitaram os Jogos Olímpicos de 1936, realizados em Berlin, para colocar a sua versão do esporte no programa de jogos. Ela não foi retomada nos jogos de 1948, entretanto. Entre 1938 e 1966, campeonatos mundiais das duas versões eram disputadas, até que a versão indoor entrou no programa olímpico nos Jogos de Munique 1972 com o torneio masculino, para nunca mais sair. O torneio feminino começou a ser disputado quatro anos mais tarde, em Montreal.

handebol capa 

VOCÊ SABIA?

  • Que após o futebol, o handebol é o segundo esporte mais popular na Europa?
  • Que o handebol é considerado o segundo esporte mais rápido do Mundo, atrás apenas do hóquei no gelo?
  • Que um jogador ou jogadora não pode segurar a bola por mais de 3 segundos?
  • Que os jogadores utilizam uma espécie de cola para ajudar no controle de bola?
  • Que existe um filme coreano chamado Forever The Moment inspirado na medalha de prata da Coreia do Sul no handebol feminino em 2004? O filme conta o crescimento de um esporte não popular no país que conquistou um resultado histórico
  • Que na Grécia, a famosa rivalidade futebolística entre Olympiakos e Panhatinaikos é também presente no handebol? As duas torcidas são famosas por proporcionar episódios com cenas lamentáveis

 

HANDEBOL FEMININO

HISTÓRICO: O torneio feminino de handebol completa 40 anos em Jogos Olímpicos e chega no Rio a sua décima primeira edição. Ao longo de todas as edições, vemos que o número 3 é um número “cabalístico” na modalidade. Sempre vemos “tris” ou “quase-tris” acontecendo. Isso porque a partir de Seul 1988, virou moda no handebol feminino alcançar 3 finais olímpicas consecutivas. A Coreia do Sul foi a primeira a atingir o feito, vencendo em casa em 1988 e também em Barcelona 1992. O tri campeonato foi perdido em 1996 para a Dinamarca, que viria a conquistar a marca nas duas edições seguintes dos jogos, se tornando a primeira tri-campeã olímpica do handebol feminino, ao vencer os Jogos de 2000 e 2004. A partir de 2008, outro país nórdico começou a dominar o handebol feminino: a Noruega, campeã em Pequim e também em Londres 2012. As norueguesas chegam ao Rio em busca de se tornar o terceiro país a atingir 3 finais olímpicas consecutivas e o segundo a conquistar o tri.

 

ATLETAS QUE BRILHARÃO NO RIO

A romena Cristina Neagu (foto), após algumas lesões, voltou com tudo em 2015, sendo a artilheira e melhor jogadora do Mundial da Dinamarca 2015, onde levou a Romênia ao terceiro lugar.

Fique atento também nas norueguesas Nora Mork, Heide Loke, Stine Bredal, grandes responsáveis pelo super time da Noruega. Todas as seleções têm pelo menos uma jogadora fora série, então fique de olho na sueca Isabella Gulden, na montenegrina Jovanka Radicevic, na russa Anna Vyakhireva, na goleira holandesa Tess Winter, na francesa Alexandra Lacrebere, na espanhola Nerea Pena e na coreana Eun Hee Ryu

No Brasil, destaque para Duda Amorim e Alexandra Nascimento, já eleitas como melhores do mundo, Ana Paula Rodrigues e a goleira Maysa Pessoa (campeãs da Liga dos Campeões em 2016, principal competição de clubes do mundo) e também na goleira Babi.

 handebol cristina neagu

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO: O handebol feminino é um dos esportes mais disputados de todos. Dos doze países que disputam o torneio em 2016, dez tem reais chances de medalhar. A Noruega (foto), dominante no cenário europeu e mundial nos últimos anos, está um degrau acima das demais, mas não é uma seleção imbatível. Montenegro, Espanha, Holanda, Suécia, Romênia, França, Rússia, Brasil e Coreia do Sul farão grandes confrontos no Rio de Janeiro e brigarão por medalhas. Argentina e Angola não tem chances de ir longe.

 handebol feminino noruega

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PARTICIPANTES:

Noruega – Campeã Olímpica 2012, vice-campeã europeia 2012, campeã europeia 2014, Campeã Mundial em 2015,

Montenegro – vice-campeã olímpica 2012, campeã europeia 2012, quarto lugar no europeu 2014

Espanha – terceiro lugar nos Jogos Olímpicos 2012, vice-campeã europeia 2014

Holanda – vice-campeã mundial 2015

Suécia – terceiro lugar europeu 2014

Romênia – terceiro lugar no mundial 2015

Brasil – campeão mundial 2013

França –  quinto lugar no europeu 2014

Rússia – quinto lugar no Mundial 2015

Coreia do Sul – quarto lugar nos Jogos Olímpicos 2012

 

COMO É A DISPUTA?

Doze países, divididos em duas chaves de seis times, disputarão a tão sonhada medalha de ouro. Os quatro primeiros de cada grupo se classificam e enfrentam adversários do outro grupo nas quartas-de-final (sendo o primeiro colocado de um grupo contra o quarto colocado do outro e o segundo colocado de um contra o terceiro colocado de outro). A partir daí, saem os semifinalistas e finalistas.

OS GRUPOS: No final de abril, foram decididos os grupos do torneio olímpico de handebol. O Brasil, por ser o país sede da competição, pode escolher em qual grupo ficar. Optou por jogar no mais difícil e que conta com algozes de competições passadas. O Brasil (foto) ficou no grupo A e irá encarar Espanha (que eliminou o Brasil do Mundial de 2011, realizado em São Paulo), Noruega (que eliminou o Brasil nas Olimpíadas de 2012), Romênia (que eliminou o Brasil nas oitavas-de-final do Mundial de 2015), Montenegro (um país que sempre costuma figurar entre os quatro primeiros em grandes competições) e Angola (equipe mais fraca do grupo).  O grupo B conta com Holanda, Rússia, Suécia, França, Argentina e Coreia do Sul.

handebol intro 2

QUAIS AS CHANCES DO BRASIL?: O Brasil é um dos países candidatos a uma medalha no Rio em 2016. O País elevou seu status no handebol feminino perante as principais potências após o histórico título mundial conquistado em 2013. A maioria das jogadoras joga em grandes clubes europeus. As experientes Alexandra Nascimento e Eduarda Amorim já foram eleitas as melhores jogadoras do mundo. A armadora Ana Paula vive grande fase na seleção e foi campeã da principal competição de clubes no mundo ao lado da goleira Maysa, que brilhou na final ao pegar dois sete metros do time onde joga Eduarda. Jogadoras importantes para o time do dinamarquês Morten Soubak voltam de lesão, como é o caso de Fernanda, Samira e até a própria Duda, que não disputou o Mundial de 2015 100% fisicamente. Além disso, a torcida no handebol é uma peça fundamental.

O Brasil 100% fisicamente, com o apoio da torcida (que é fundamental no handebol) e com sua forte defesa e jogo coletivo, deve encarar de igual para igual todos os adversários do grupo A. Em todas as últimas grandes competições que disputou, o Brasil terminou a fase de grupos em primeiro lugar, o que nos leva a crer que a equipe terminará a primeira fase no Rio de Janeiro em primeiro ou em segundo, enfrentando assim um adversário teoricamente menos forte (Coreia do Sul ou Suécia) nas oitavas-de-final para chegar a uma inédita semifinal. A partir daí, o coração falará mais forte e a torcida terá que jogar junto.

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Noruega

Prata: Brasil

Bronze: Holanda

 

HANDEBOL MASCULINO

HISTÓRICO: O handebol masculino é muito forte nos países do Leste Europeu, principalmente nos países que pertenciam a antiga Iugoslávia, nos países nórdicos e nos países da Europa Central. A Croácia e a França foram as únicas dos países atuais que ganharam ouro mais de uma vez. Os franceses cresceram muito a partir de 2008, quando conquistaram um bicampeonato.A Rússia tem um título nos anos 1990 e mais 3 títulos herdados da União Soviética. A Suécia é muito tradicional e conseguiu o inédito feito de alcançar quatro finais, mas perdeu todas elas.

 

ATLETAS QUE BRILHARÃO NO RIO

Fique atento à presença do francês Nikola Karabatic (foto), bi-campeão olímpico e eleito duas vezes como melhor jogador do mundo (2007 e 2014). Além dele, preste atenção no goleiro Thierry Omeyer (eleito o melhor jogador do Mundial 2015), no artilheiro alemão Tobias Reichmann, e no dinamarquês Mikkel Hensen. No Brasil, destaque para o goleiro Mayke, um dos principais responsáveis pelo título pan-americano em Toronto e para o ponta Chiuffa,  uma das principais armas brasileiras no ataque.

handebol masculino nicola karabatic

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A França (foto) chega ao Rio como grande candidata à medalha de ouro. É a atual bi-campeã olímpica, campeã mundial em 2015, tem o jogador eleito o melhor do mundo em 2015 e um dos melhores goleiros que existem. Mesmo com um resultado não tão bom no campeonato europeu em 2016, é o time a ser batido. Croácia, Suécia, Dinamarca, Alemanha e Catar devem brigar por medalhas. Eslovênia, Polônia e Brasil podem surpreender. Argentina, Tunísia e Egito não devem ter muitas chances.

handebol franca

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PARTICIPANTES:

França– Campeã Mundial 2015, Campeã Europeia 2014, Campeã Olímpica 2012

Croácia– Bronze no Campeonato Europeu 2016, Bronze no Campeonato Mundial 2013, Bronze nos Jogos Olímpicos de 2012

Catar– Vice-campeão Mundial em 2015

Dinamarca –Vice-campeã europeia em 2014, vice-campeã mundial em 2013

Suécia – Vice-campeã olímpica 2012

Alemanha – Campeã Europeia 2016

Polônia –  Bronze no Mundial 2015

 

COMO É A DISPUTA?

Doze países, divididos em duas chaves de seis times, disputarão a tão sonhada medalha de ouro. Os quatro primeiros de cada grupo se classificam e enfrentam adversários do outro grupo nas quartas-de-final (sendo o primeiro colocado de um grupo contra o quarto colocado do outro e o segundo colocado de um contra o terceiro colocado de outro). A partir daí, saem os semifinalistas e finalistas.

OS GRUPOS: No final de Abril, foram decididos os grupos do torneio olímpico de handebol. O Brasil (foto), que não tem a mesma força da seleção feminina, optou pelo grupo teoricamente mais fraco para tentar uma inédita classificação à segunda fase, nunca alcançada pelo país em 4 participações em Jogos Olímpicos. Os brasileiros enfrentarão o Egito (seleção mais fraca dentre as 12, mas que tem um time competitivo) e mais quatro seleções europeias: Alemanha (campeã do continente em 2016), Eslovênia (que eliminou a tradicional Espanha), Suécia (quatro vezes vice-campeã olímpica, sendo a atual vice de 2012) e Polônia (terceira colocada no Mundial 2015).

O outro grupo tem a favorita França, a tradicional Croácia, a sempre consistente Dinamarca, a legião estrangeira vice-campeã mundial em 2015 do Catar, a Argentina, desfalcada de seu principal jogador e a Tunísia

handebol masculino brasil masc

QUAIS AS CHANCES DO BRASIL?:  A seleção brasileira masculina (foto) ainda está um passo atrás da feminina, que já foi campeã do mundo em 2013. Há algum tempo, o Brasil deixou de ser saco de pancadas das principais potências do esporte e atualmente consegue vencer países considerados do segundo escalão ou perder por pouca diferença de gols dos grandes favoritos. No último mundial, por exemplo, o Brasil foi eliminado nas oitavas-de-final para a tradicional Croácia por apenas um gol de diferença. Na fase de grupos, perdeu para Espanha e Catar (que viriam a conquistar respectivamente a segunda e terceira colocação no torneio) em jogos onde poderia ter vencido. Recentemente, venceu a Suécia e a Polônia, adversários dos jogos do Rio e empatou com a Dinamarca.

A presença da torcida a favor conta como ponto positivo. Entretanto, lesões sérias tirarão jogadores importantes do time, como Arthur Patrianova e Guilherme Valadão e o Brasil ainda peca em momentos decisivos para as grandes forças. Portanto, as chances do Brasil conquistar uma medalha são de médias para baixas.

 

PALPITE DO GUIA: O Brasil deve vencer o Egito e precisaria vencer pelo menos um dos quatro europeus para chegar a uma inédita segunda fase. Nosso palpite é que a seleção terminará a primeira fase com duas vitórias e três derrotas, classificando assim para as quartas de final na quarta colocação do grupo. O problema é que aí o Brasil provavelmente enfrentará a França e não terá condições de vencer. Se conseguir duas vitórias diante de dois adversários europeus na primeira fase e passar na terceira colocação do grupo, o Brasil precisará estar num dia inspirado para vencer Dinamarca, Croácia ou Catar para alcançar às semifinais.

Ouro: França;

Prata: Croácia;

Bronze: Dinamarca.

Brasil: oitavo lugar

 



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.