GUIA RIO 2016 TORCEDORES.COM – SAIBA TUDO SOBRE O JUDÔ

O Torcedores.com continua seu especial para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 que conta um pouco da história de cada esporte olímpico, algumas curiosidades para você contar por aí, além de informar os favoritos das provas e quem são os brasileiros nelas. Falaremos agora do Judô, esporte que mais medalhas deu ao Brasil na história dos Jogos Olímpicos

LEIA O GUIA RIO 2016 DE OUTROS ESPORTES:
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Por: Erik Ullysses e Rafael Freitas

 

INTRODUÇÃO: Pretendendo criar uma técnica de auto defesa, e que ainda aliasse o desenvolvimento do físico, da alma e da mente, o professor japonês Jigoro Kano em 1882 fundou o judô. Um dos esportes mais praticadas no mundo, o judô fundiu em uma mesma arte marcial os princípios do jiu-jitsu, praticados pelos cavaleiros japoneses no período conhecido como Kamakura (1185-1333), e várias artes marciais do ocidente. Da lendária Kodokan, primeira escola fundada por Kano, para o reconhecimento como esporte oficial do Japão no final do século XIX e a sua incorporação nos treinamentos da polícia japonesa, o judô cresceu rapidamente. Em Londres no ano de 1918 foi aberto o primeiro clube europeu do esporte, o Budokway. A estreia do judô como esporte olímpico ocorreu em 1964, mas só ficou recorrente a partir de 1972. Em Barcelona 1992 teve início as disputas no feminino.

 

VOCÊ SABIA?:

Você sabia que o judô foi a primeira arte marcial introduzida nos Jogos Olímpicos?

Que judô significa “caminho suave” em japonês?

Que o judô, sendo o esporte oficial do Japão, tem a sua prática obrigatória no currículo escolar das crianças japonesas?

Que o maior nome do MMA feminino na atualidade, a americana Ronda Housey, começou no judô, tendo inclusive disputado as Olimpíadas de Pequim em 2008, quando saiu com a medalha de bronze na categoria até 70 quilos?

 

PAÍSES TRADICIONAIS

Inventor do esporte, o Japão é o maior vencedor de medalhas em Jogos Olímpicos. Carro-chefe do país oriental, o judô rendeu aos nipônicos 72 medalhas, sendo 32 delas de ouro. Brigando pelo posto de segunda força na modalidade aparecem a França, com 12 medalhas de ouro e 44 no total, e a Coréia do Sul, com 11 ouros e 40 no total. Destaque também para o judô chinês e para o judô feminino de Cuba, do lendário treinador Ronaldo Veitia. O Brasil aparece em nono lugar no quadro geral de medalhas, com 3 medalhas douradas e 19 medalhas no total.

 

MASCULINO

60 kg

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Um ciclo dominado pelo judô asiático. Assim foram os quatro anos da categoria até 60 quilos, a mais leve do judô. Os ouros em mundiais ficaram com o japonês Naohisa Takato (foto), com o mongol Boldbaatar Ganbat e com o cazaque Yeldos Smetov. Além do ouro de 2013, Naohisa ganhou o bronze em 2014 e também a vaga nos jogos de seu compatriota Toru Shishime, bronze em 2014. A briga pela vaga também foi grande na Mongólia, com o vice-campeão mundial de 2013, Amartuvishin Dashdavaa, deixando para trás o campeão mundial de 2014 e atual vice líder do ranking mundial Boldbaatar Ganbat. No Cazaquistão Yeldos assegurou sua vaga deixando para trás Rustam Ibrayev. Quem também brigará forte pelas medalhas é o sul-coreano Won Jim Kim, o russo Beslan Mudranov e ao georgiano Amiran Papinashvili.

60 tobiko 

MELHORES ATLETAS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO

Naohisa Takato (Japão) conseguiu no ciclo uma medalha de ouro e uma de bronze em mundiais. O japonês de 23 anos somou no período mais sete medalhas entre Masters, Grand Prix e Grand Slams, todas de ouro. Quarto colocado no ranking olímpico, Naohisa chega ao Rio como um dos grandes favoritos ao ouro.

Won Jin Kim (Coreia do Sul) é um dos representantes da jovem, porém forte, equipe sul-coreana. Com 24 anos e os bronzes nos mundiais de 2014 e 2015, o judoca chega ao Rio como o líder do ranking mundial. Campeão do forte continental asiático de 2015, Kim vem de dez pódios seguidos no circuito mundial, sendo cinco ouros.

 Yeldos Smetov (Cazaquistão) – O atual campeão mundial chegará ao Rio ocupando o quinto lugar no ranking mundial. Seis vezes medalhista no circuito mundial, o cazaque levou também três medalhas em campeonatos asiáticos, entre elas a medalha de ouro na competição desse ano disputada em Tashkent.

Amartuvishin Dashdavaa (Mongólia) conquistou em 2013 a medalha de prata no mundial do Rio de Janeiro. Após travar grande batalha com o compatriota Ganba, Dashdavaa conseguiu a vaga para o Rio e também pinta como possível medalhista. Bronze no Masters de 2016, em Guadalajara, o mongol soma impressionantes treze pódios nas grandes competições da Federação Internacional, sendo cinco delas de ouro.

Amiran Papinashvili (Geórgia) ganhou nos últimos quatro anos nove medalhas no circuito mundial. Medalhista de bronze no mundial de 2014 em Chelyabinsk, Amiram foi campeão europeu em 2013, prata em 2014 e bronze em 2105.

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS AS SUAS CHANCES?

Felipe Kitadai (foto), medalhista de bronze nos jogos Olímpicos de Londres, representa o Brasil. Tem em seu currículo quatro medalhas no circuito mundial, sendo duas pratas em Grand Slams e um bronze no ciclo vigente. O bronze veio no Masters de Tyumen em 2013. Dono de cinco títulos continentais e mais um ouro em Jogos Pan Americanos, Kitadai ocupa atualmente um lugar entre os 10 primeiros no ranking olímpico, que serve como norte para o sorteio das chaves das Olimpíadas.

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PALPITE DO GUIA

Medalhista de bronze nos jogos Olímpicos de Londres, Felipe Kitadai não teve um ciclo tão destacado, alternando altos e baixos. Tetracampeão pan-americano no período, Felipe travou uma disputa acirrada com Eric Takabatake. Apesar de Eric terminar o ranking mundial na sua frente, a comissão técnica do Brasil acabou optando por Kitadai. O melhor resultado em mundiais de Kitadai foi na edição de 2015, quando foi quinto colocado. Kitadai possivelmente será um dos cabeças de chave, o que pode colocar em seu caminho adversários mais fracos até as quartas de final. A partir daí o judoca terá que surpreender os adversários na busca de sua segunda medalha, assim como fez em Londres. Nada impossível para um judoca que conhece o caminho do pódio. As chances de medalha são médias

Ouro: Naohisa Takato (Japão)

Prata: Won Jin Kim (Coreia do Sul)

Bronze: Yeldos Smetov (Cazaquistão)

Bronze: Amiran Papinashvili (Geórgia)

 

66 kg

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

As Olimpíadas podem reservar um confronto interessante na categoria até 66 quilos. De um lado o experiente bicampeão mundial, japonês Masashi Ebinuma e do outro o sul-coreano An Ba-Ul (foto), que surpreendeu a todos ao levar o ouro no mundial de 2015 com apenas 21 anos. Quem promete dar trabalho aos favoritos é o russo Mikhayl Pulyaev, duas vezes vice campeão mundial no ciclo. Correm por fora o ucraniano Georgii Zantaraia, o mongol Davaadorjiin Tömörkhüleg e o israelense Golan Pollack.

judo 66 coreia

Os melhores nos últimos quatro anos:

Campeão mundial em 2013 e 2014, Masashi Ebinuma acabou passando em branco no mundial de 2015. Medalha de bronze em Londres, Ebinuma tentará no Rio o ouro que escapou de suas mãos em 2012. Para isso se apoia em suas duas medalhas de Grand Prix e duas de Grand Slams que conquistou no ciclo.

An Ba-Ul conseguiu no ano passado um feito pelo qual muitos não esperavam. Com apenas 21 anos e uma carreira internacional recém iniciada, o sul-coreano acabou se tornando campeão mundial em Astana. An esse ano conquistou os títulos do Masters de Guadalajara e do Grand Prix de Dusseldorf, além do bronze no tradicional Grand Slam de Paris. Com tais resultados, o judoca chega ao Rio na liderança do ranking mundial.

O russo Mikhayl Pulyaev é um dos representantes do judô masculino da Rússia, muito embasado na força. Após conquistarem três medalhas de ouro nos jogos de Londres, os russos apostam em uma medalha de Pulyaev, duas vezes medalhista de prata em mundiais no ciclo. Sete vezes presente no pódio do ciclo, Pulyaev somou ainda mais duas medalhas de bronze em Europeus.

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS AS CHANCES?

Charles Chibana (foto) é paulistano e atua no clube Pinheiros. Campeão dos Jogos Pan Americanos de Toronto no ano passado, o judoca começou o ciclo de forma avassaladora. Foram quatro medalhas entre Grand Slams e Grand Prix, sendo duas delas de ouro. Somado ao quinto lugar no mundial de 2013 esses resultados ajudaram Chibana a chegar a liderar o ranking mundial. Mas desde 2015 Charles não consegue botar em prática o seu melhor judô, fazendo com que ele passasse em branco no circuito mundial desde 2014. Isso fez com que Charles despencasse para 18º lugar do ranking mundial. Em casa, onde há torcida e a arbitragem às vezes ajuda, pode surpreender. As chances de medalha são de médias a baixas

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Ouro: An Ba-Um (Coreia do Sul)

Prata: Masashi Ebinuma

Bronze: Georgii Zantaraia

Bronze: Mikhail Pulyaev

 

73 kg

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Em uma categoria que teve um Japão dominante e diversos países disputando as outras medalhas, o ouro parece apontar para um favorito. O japonês Shohei Ono (foto) foi bicampeão mundial no período e parte com esse favoritismo para a medalha. O sul-coreano An Chang-rim, bronze no mundial de 2015, é o atual líder do ranking mundial e outro forte nome da categoria. Campeão do Grand Prix de Havana de 2016 e vice-líder do ranking mundial, Rustam Orujov é outro destaque da categoria. Também merecem atenção o georgiano Lasha Shavdatuashvili, campeão do Grand Prix de Tibilisi em 2016, o russo Denis Iartcev, campeão do Master de Almaty em 2015, o belga bronze no mundial de 2013 Dirk van Tichelt e o israelense Sergi Muka.

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QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS AS SUAS CHANCES?

Alex Pombo (foto) foi o escolhido pela CBJ para lutar no dia 08 de agosto na Arena Carioca 2. O judoca do Minas Tênis Clube conquistou três medalhas nas grandes competições organizadas pela IJF entre 2013 e 2016, entre elas um bronze no Grand Slam de Tyumem em 2014. Campeão continental de 2015, o judoca chega aos jogos fora dos oito primeiros colocados do ranking mundial.

Os principais resultados de Alex Pombo vieram em continentais, somando nesses torneio dois ouro e uma prata. Sem grandes resultados no ciclo, o desafio para Alex medalhar será grande. O guia aposta em uma queda do judoca antes das quartas de finais, o que o tiraria da briga por medalhas.As chances de medalhas são baixas

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PALPITE DO GUIA

Ouro: Shohei Ono (Japão)

Prata: An Chang-rim (Coreia do Sul)

Bronze 1: Lasha Shavdatuashvili (Georgia)

Bronze 2: Rustam Orujov (Azerbaijão)

 

81 kg

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Dois judocas tiveram um destaque maior nessa categoria neste ciclo olímpico do rio de Janeiro. O primeiro é o francês Loic Pietri (foto), campeão mundial em 2013, vice campeão em 2015 e medalhista de bronze em 2014. O segundo é o georgiano Avtandili Tchrikishvili, vice no mundial de 2013 e campeão no mundial de 2014. Quem também teve atuações relevantes durante o ciclo, com medalhas em torneios da IJF e outras duas em mundiais foi o canadense Antoine-Valois Fortier. Atual campeão mundial, o japonês Takanori Nagase também promete dar trabalho em agosto. Vale a pena ficar de olho também no brasileiro Victor Penalber, no norte americano Travis Stevens e no russo Khazan Khalmurzaev.

judo loic

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Único medalhista entre os homens no mundial de Astana em 2015, o carioca Victor Penalber (foto) dominou a categoria no Brasil durante todo o ciclo. Presente em todos os mundiais do ciclo,Penalber chegou até a liderar o ranking mundial entre 2013 e 2014. Conquistou quatro medalhas em Grand Slams e Grand Prix no períodos, com destaque para o bronze no tradicional torneio de Paris desse ano. Penalber também ganhou por três vezes o título Pan Americano na categoria nos últimos quatro anos.

Alternando altos e baixos durante todo o ciclo olímpico, o judoca brasileiro chega ao Rio como cabeça de chave na sua categoria. Penalber deverá encontrar os seus adversários diretos na busca pela medalha a partir das quartas de final. Entre seus adversários mais perigosos estão o japonês, o canadense e alguns atletas da Europa. Com o judô que Penalber apresentou nas últimas competições e atuando no “quintal de casa” ao lado da torcida, Penalber tem tudo para repetir o desemprenho do mundial do ano passado e sair do Rio de Janeiro no dia 09 com a medalha olímpica no peito. As chancesde medalhas são altas

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PALPITE DO GUIA:

Ouro: Avtandili Tchrikishvili (Georgia)

Prata: Loic Pietri (França)

Bronze 1: Takanore Nagase (Japão)

Bronze 2: Victor Penalber (Brasil)

 

-90 kg

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Um ciclo em que grandes nomes da categoria conseguiram se manter entre os melhores do mundo e ganharam a companhia de uma nova geração tão talentosa quanto as anteriores. Medalhistas olímpicos e mundiais como o cubano Asley Gonzalez, o grego Ilias Iliadis, o russo Kirill Denisov (foto) passaram a disputar espaço com novos nomes como o do húngaro Krisztian Toth, do japonês Machu Baker, do georgiano Varlam Liparteliani e do sul-coreano Dong-han Gwak.

judo kiril

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Atleta mais experiente da equipe brasileira, o paulista Thiago Camilo (foto) chega à sua quarta participação em Jogos Olímpicos buscando sua terceira medalha em três categorias distintas. Vice campeão olímpico em 2000 com apenas 18 anos, quando fazia sua estreia na competição e medalhista de bronze em 2008, Thiago busca a única medalha que lhe falta na carreira. Mas o ciclo de Thiago foi marcado por lesões que o atrapalharam bastante. Ganhador de três medalhas no circuito mundial nos últimos quatro anos, Thiago Camilo não conseguiu vencer nenhuma luta nos mundiais do ciclo, caindo sempre na estreia.

A tarefa de Thiago não será fácil nos jogos do Rio de Janeiro. Longe das primeiras posições do ranking mundial, Thiago pode começar a competição enfrentando os favoritos do torneio. Nos últimos anos Thiago conseguiu três títulos continentais e algumas medalhas em Grand Prix, mas a falta de sequência de competições devido as lesões acabaram por deixá-lo distante de seu melhor judô. Mas com toda a experiência adquirida ao longo de tantos anos, com sua ótima técnica e o apoio da torcida, Thiago pode acabar surpreendendo como foi em Londres 2012, quando, sem ser favorito, avançou até a semifinal e acabou em quinto lugar. Hoje podemos dizer que nossa aposta para Thiago é um sétimo lugar. As chances de medalha são baixas

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PALPITE DO GUIA:

Ouro: Kirill Denisov (Rússia)

Prata: Mashu Baker (Japão)

Bronze 1: Dong-han Gwak (Coreia do Sul)

Bronze 2: Varlam liparteliani (Georgia)

 

-100kg

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Uma categoria em que o judô europeu predominou de uma forma geral nos últimos quatro anos. Das doze medalhas distribuídas nos três mundiais do ciclo, apenas três não foram para em território europeu. O checo Lukás Krpálek conquistou em 2013 o título mundial e em 2014 levou mais um bronze. O azeri Elmar Gasimov (foto) chegará aos jogos como líder do ranking mundial. Outros europeus de destaque são o francês Cyrille Maret, Karl-Richard Frei, prata no mundial de 2015 e bronze no de 2014, o holandês Henk Grol medalhista de prata de 2014 e o sueco Martin Pacek. Fora da Europa, destaque para o japonês Ryunosuke Haga, atual campeão mundial, e o cubano José Armenteros.

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QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Maior surpresa entre os convocados, Rafael Buzacarini (foto) acabou crescendo no fim do ciclo e conquistando a vaga de titular na categoria que era ocupada por Luciano Corrêa desde o ciclo olímpico de 2004. Buzacarini, de 24 anos, possui no currículo sete medalhas no circuito mundial, com destaque para a medalha de prata no Grand Slam de Paris em 2015, uma das competições mais importantes do mundo.

Rafael Buzacari pinta como aquela possível zebra que sempre acontece em Olimpíadas. Não vá pensar que a zebra nesse caso seja no sentido pejorativo, é justamente o contrário. Devido ao seu bom judô e as boas campanhas alcançadas esse ano, Buzacarini pode ser a surpresa que foi Felipe Kitadai em 2012. Um pouco de sorte no sorteio das chaves pode ser um empurrão para uma medalha. No entanto, ao menos a princípio, a briga de Buzacarini é por um lugar nas quartas de final. As chances de medalha são médias

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PALPITE DO GUIA

Ouro: Elmar Gasimov (Azerbaijão)

Prata: Karl-Richard Frey (Alemanha)

Bronze 1: Ryunosuke Haga (Japão)

Bronze 2: José Armenteros (Cuba)

 

+100kg

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Maior nome do judô mundial, invicto há seis anos em lutas individuais, tricampeão mundial no período e atual campeão olímpico. É impossível não imaginar um favoritismo absoluto do francês Teddy Riner. Teddy encontrou em Rafael Silva e no e no japonês Ryu Shichinohe seus maiores adversários no atual ciclo, mas passou ileso por todos eles. Rafael Silva conseguiu duas medalhas em mundiais, 2013 e 2014, além de diversas medalhas do circuito mundial. Hisayoshi Harasawa venceu a disputa interna contra seu compatriota, terminou o ranking mundial atrás apenas de Teddy Riner e pode ser, mais uma vez, o judoca mais complicado para o francês. Outros nomes que chegam forte ao Rio em busca das medalhas são o do ucraniano Yakiv Khammo, do holandês Roy Meyer, do tunisiano Faicel Jaballah, do russo Renat Saidov e do georgiano Adam Okruashvili.

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QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Titular da categoria mais forte do Brasil nos últimos anos, Rafael Silva (foto) teve os quatro anos que antecederam aos jogos cariocas quase perfeitos. Vindo do bronze olímpico, Rafael conseguiu diversas medalhas, venceu vários continentais e conseguiu uma medalha de prata no mundial de 2013 e uma de bronze no mundial de 2014. Mas o que vinha muito bem quase desmoronou em 2015. Rafael teve uma grave lesão em um musculo peitoral, passou por uma cirurgia, perdeu o Pan de Toronto e o mundial daquele ano. Nesse período viu David Moura crescer e ameaçar a sua vaga até a última competição.

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Rafael Silva 100% em forma é um dos grandes nomes da categoria que tem como dono absoluto Teddy Riner. Também brigam pelas medalhas judocas como o japonês Hisayoshi Harasawa, o ucraniano Iakiv Khammo. Pelo que se desenha a chave olímpica de Rafael, seria justamente o francês que ele enfrentaria nas quartas de finais do torneio. Missão dura para o atleta do Pinheiros. Com esse cenário o mais provável é uma derrota nas quartas e uma medalha de bronze para Rafael Silva no final do dia. Se não cruzar com o francês, uma medalha de prata é possível. As chances de medalha são altas

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Teddy Riner (França)

Prata: Hisayoshi Harasawa (Japão)

Bronze 1:Iakiv Khamo (Ucrânia)

Bronze 2: Rafael Silva (Brasil)

 

FEMININO

Categoria -48 kg

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Em uma categoria marcada pelo equilíbrio, os jogos acontecerão sem uma grande favorita. Destaques para as campeãs mundiais no período, a argentina Paula Pareto (foto), a mongol Urantsetseg Monkhbatyn e a japonesa Ami Kondo. Fique de olho também na brasileira Sarah Menezes, na belga Charline Van Snick e na mongol naturalizada pelo Cazaquistão, Otgontsetseg Galbadrakh.

 

judo pareto

AS MELHORES NOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS:

A mogol Urantsetseg Monkhbatyn chega ao Rio como a líder do ranking mundial. Além do ouro no mundial de 2013, a judoca teve diversos resultados importantes nos últimos quatro anos, como os títulos do Grand Slam de Paris em 2015, o Masters de Rabat também em 2015 e o bicampeonato no forte continental asiático.

Paula Pareto, medalhista de bronze nas Olimpíadas de Pequi em 2008, tentará seu segundo pódio em agosto. Finalista dos dois últimos mundiais, tendo conquistado uma prata e um bronze, a argentina também foi constante durante o ciclo. Campeã do Pan-Americano de Toronto em 2015, Pareto também se destacou com os títulos dos Grand Prix de Samsun e Budapeste, ambos em 2015.

Ami Kondo teve que vencer a forte concorrência interna no Japão contra Haruna Asami para estar nos jogos. Campeã mundial de 2014, Ami soma ainda um bronze no mundial de 2015 e o tri campeonato consecutivo do tradicional Grand Slam de Tóquio (2013/2014 e 2015).

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES? 

Sarah Menezes (foto) se tornou em 2012 a primeira judoca brasileira a conquistar a medalha de ouro em uma Olimpíadas. A medalha encerrou um jejum de 20 anos do país sem ouros na categoria. A última havia sido de Rogério Sampaio em Barcelona 1992. Sarah tem ainda no currículo três medalhas de bronze em mundiais (2010/2011 e 2013), quatro títulos continentais e outras 18 medalhas entre Masters, Grand Slams e Grand Prix.

Após conquistar o bronze no mundial do Rio de Janeiro em 2013, Sarah Menezes entrou em uma má fase que a manteve longe das primeiras colocações nas principais competições em 2014 e 2015. Ano olímpico, vida nova para Sarah, que reencontrou a boa forma e subiu ao pódio em todas as competições em que participou no ano de 2016. Campeã do Grand Prix de Havana e do Pan-americano derrotando a atual campeã mundial, Paula Pareto, Sarah vem forte para manter seu título. As chances de medalha são altas

judo sarah

PALPITE DO GUIA

Ouro: Ami Kondo (Japão)

Prata: Sarah Menezes (Brasil)

Bronze 1: Paula Pareto (Argentina)

Bronze 2: Urantsetseg Munkhbat (Mongólia)

 

52kg

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A categoria meio leve chegará ao Rio de Janeiro com suas favoritas bem definidas. Presentes no pódio em quase todas as competições durante o ciclo, Majlinda Kelmendi do Kosovo, Andreea Chitu da Romênia (foto), a japonesa Misato Nakamura (foto) e a brasileira Érika Miranda deverão brigar pelo ouro. Também podem surpreender a russa Natalia Kuziutina e a francesa Priscilla Gneto.

judo chitu

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO

Grande nome da categoria, Majlinda Kelmendi representará o Kosovo naquela que será a primeira participação do país em Olimpíadas. Dona de nove ouros em Masters, Grand Prix e Grand Slams nesse ciclo, além de dois continentais, Majlinda foi também bicampeã mundial em 2013 e 2014. Majlinda retomou o caminho dos pódios e tentará conquistar a medalha que lhe escapou em 2012.

A romena Andreea Chitu é dona de três medalhas mundiais, duas pratas conquistadas em 2014 e 2015 e um bronze em 2011. A forte judoca do leste europeu teve ainda 18 medalhas conquistadas no circuito mundial durante os últimos quatro anos.

Atual campeã mundial, Misato Nakamura tentará levar para o Japão a medalha de ouro olímpica de 2016. Dona de quatro medalhas mundiais, sendo três de ouro, Misato que teve o auge da carreira entre 2008 e 2011, voltou a crescer no final desse ciclo. Entre 2014 e 2016 foram sete medalhas no circuito mundial, entre elas o ouro do mundial do ano passado.

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS AS SUAS CHANCES? 

Após ficar no quase em 2007 e 2010 (foi quinta nos dois), Érika Miranda (foto) conseguiu sua primeira medalha em mundiais, uma prata, diante da torcida brasileira no mundial de 2013. Nas duas edições seguintes vieram mais dois bronzes. Judoca brasileira mais presente em pódios nos últimos quatro anos, Érika ainda tem no currículo cinco títulos continentais e 16 medalhas nas grandes competições como Grand Prix e Grand Slams, sendo três delas de ouro.

judo erika miranda

Outro grande nome da forte equipe feminina do Brasil, Érika Miranda teve um ciclo olímpico quase perfeito. Foi a única judoca da categoria que subiu ao pódio nos três mundiais do período, tendo conquistado a prata em 2013 e dois bronzes em 2014 e 2015. Será uma surpresa negativa se Érika nãos estiver presente no pódio da Arena Carioca 2 no dia 07 de agosto. As chances de medalha são altas

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Majlinda Kelmendi (Kosovo)

Prata: Érika Miranda (Brasil)

Bronze 1: Andreea Chitu (Romênia)

Bronze 2: Misato Nakamura (Japão)

 

57kg

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Outra categoria que teve um ciclo olímpico muito equilibrado. Apenas a francesa Automne Pavia conseguiu medalhar em dois mundiais (dois bronzes). Chegam fortes na disputa pelas medalhas a japonesa Kaori Matsumoto, atual campeã olímpica, a romena Corina Caprioriu, a brasileira Rafaela Silva e a mongol Sumiya Dorjsuren. Fique de olho também na americana Marti Malloy e na portuguesa Telma Monteiro.

AS MELHORES NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO

Atual campeã olímpica, a japonesa Kaori Matsumoto (foto) teve nos últimos quatro anos quatro medalhas no circuito mundial, sendo três delas de ouro. Matsumoto é também a atual campeã mundial, título conquistado em Astana no ano passado em cima da medalhista de prata na última Olimpíada, Corina Caprioriu. A romena conseguiu nesses quatro anos, 11 medalhas no circuito mundial, além da prata no mundial de Astana no ano passado.

Sumiya Dorjsuren chega aos jogos Olímpicos liderando o ranking mundial e como a primeira cabeça de chave. Atual medalhista de bronze do mundial, Sumyia conseguiu sete medalhas de ouro no circuito mundial nos últimos quatro anos, inclusive os Masters de 2013 e 2015. Automne Pavia foi a única judoca da categoria que conseguiu medalhar em dois mundiais desse ciclo. Bronze nos mundiais de 2013 e 2015, a representante do forte judô francês venceu esse ano o Campeonato Europeu.

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QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS AS SUAS CHANCES?

Rafaela Silva (foto) conquistou em 2013 o primeiro título mundial do judô feminino do Brasil. Nascida e criada na Cidade de Deus, Rafaela Silva foi descoberta no projeto social “Reação” do judoca Flávio Canto. Rafaela se destacou desde cedo no judô e justamente no dia em que completava 19 anos, conseguiu sua primeira medalha em um mundial, a prata em Paris no ano de 2011. A judoca tem ainda dois títulos continentais, além de uma prata e um bronze em Jogos Pan-Americanos.

Ela passou por um ciclo olímpico de altos e baixos. Título em casa no mundial de 2013, fora dos pódios nos mundiais de 2014 e 2015. Em 2016, assim como Sarah Menezes, Rafaela parece ter reencontrado o seu judô, mas ainda sofre com a inconsistência, tendo perdido confrontos para judocas com níveis técnicos inferiores ao seu. Conhecida por sua garra, a menina prodígio da Cidade de Deus lutará em casa e pode tirar da torcida a força necessária para chegar ao pódio. As chances de medalha são médias

rafaela silva

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Kaori Matsumoto (Japão)

Prata: Corina Caprioriu (Romênia)

Bronze 1: Rafaela Silva (Brasil)

Bronze 2: Sumya Dorjsuren (Mongólia)

 

63 kg:

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A categoria chega aos jogos com a eslovena Tina Trstenjak (foto) liderando o ranking mundial, sendo a atual campeã do mundo, além de um bronze na competição de 2014.Ainda somou oito medalhas de ouro no circuito entre 2014 e 2016. Quem promete dar trabalho para Trstenjak é a francesa Clarrise Agbegnenou, que conseguiu um ouro e duas pratas em mundiais no ciclo e ocupa a segunda colocação no ranking. Não perca de vista a israelense Yarden Gerbi, campeã mundial de 2013, a japonesa Miku Tachiro, duas vezes bronze, e a mongol Munkhzaya Tsedevsuren.

judo tina

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS AS SUAS CHANCES?

Titular da equipe pela segunda Olimpíada seguida, Mariana Silva (foto) tem como principal título o Pan-Americano disputado esse ano em Havana, Cuba. Também em continentais, Mariana soma ainda duas pratas e três bronzes, incluindo a medalha conquistada nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. No circuito mundial Mariana Silva conta duas pratas em Grand Prix, conquistas no atual ciclo olímpico.  Completam o currículo da judoca paulista oito medalhas em Copas do Mundo e Abertos continentais.

judo mariana silva

 Durante os anos em que antecederam os jogos do Rio, a titular da categoria Mariana Silva chegou a perder o seu posto e ter sua vaga ameaçada. Mariana teve participações discretas nas principais competições do ciclo, com quedas nas primeiras lutas em mundiais e raros pódios em Grand Prix ou Grand Slams. Embora os prognósticos apontem para uma queda de Mariana Silva antes das lutas por medalha, o ano de 2016 pode trazer alguma esperança. O título de campeã do Pan-americano de Havana e o vice do Grand Prix da Turquia permitem que Mariana sonhe com voos mais altos no Rio. As chances de medalha são baixas, entretanto.

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Clarisse Agbegnenou (França)

Prata: Yarden Gerbi (Israel)

Bronze 1: Miku Tashiro (Japão)

Bronze 2: Tina Trstenjak (Eslovênia)

 

70kg:

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

O ciclo teve início com a despedida durante o mundial de 2013 de um dos grandes nomes da categoria, Lucie Decossé, duas vezes medalhista olímpica. Despedida com passagem de bastão para a colombiana Yuri Alvear (foto), um dos grandes destaques dos últimos quatro anos que conquistou em sua carreira três medalhas de ouro em mundiais  Quem também promete chegar forte durantes os jogos é a francesa Gévrise Émane. A francesa é a atual campeã mundial e chegará ao Rio como vice líder do ranking mundial. Quem também promete brilhar é a holandesa Kim Polling, atual líder do ranking e medalhista de bronze no mundial do Rio em 2013. É bom manter os olhos atentos também na espanhola María Bernabéu, que surpreendeu ao conquistar a medalha de prata no mundial passado, na canadense Kelita Zupancic e na alemã Laura Vargas Koch.

judo yuri alvear

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Titular da categoria por dois ciclos olímpicos consecutivos, Maria Portela soma em sua carreira 11 medalhas no circuito mundial, duas delas de ouro. No atual ciclo, Portela trouxe para o Brasil seis medalhas, com destaque para o bronze no Grand Slam de Tóquio em 2015, o bronze no Grand Prix de Havana em 2016 e a prata no Grand Slam de Baku também em 2016. A judoca gaúcha teve um começo  de ciclo olímpico promissor. Com uma boa chave no mundial do Rio de Janeiro, a judoca gaúcha chegou até a repescagem para a medalha de bronze, mas em uma luta polêmica com a multi-campeã francesa Lucie Decossé, Portela foi eliminada no Golden Score e saiu sem a sonhada medalha da competição. Alterando entre altos e baixos, Portela não conseguiu se colocar entre as cabeças de chave das Olimpíadas, tornando assim uma missão difícil chegar até as quartas de final, e por consequência brigar por uma medalha.As chances de medalha são baixas

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Yuri Alvear (Colômbia)

Prata: Gévrise Émane (França)

Bronze 1: Kim Polling (Holanda)

Bronze 2: Maria Bérnabeu (Espanha)

 

78 kg:

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

O ciclo foi dominado pelo trio formado pela norte americana Kayla Harrison (foto), pela brasileira Mayra Aguiar (foto) e pela francesa Audrey Tcheumeo. Assim, as três surgem como grandes apostas para as medalhas em agosto. Atrás delas aparecem a holandesa Marhinde Verkerk, a japonesa atual campeã mundial Mami Umeki e a eslovena Anamari Velensek.

judo kayla

AS MELHORES DOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS

Apesar de não ter levado nenhuma medalha de ouro em mundiais no ciclo, a atual campeã olímpica Kayla Harrison aparece mais uma vez como uma das grandes apostas para o ouro. Líder disparada do ranking mundial, a americana e grande rival de Mayra Aguiar tem assombrosos 16 pódios conquistados nesse ciclo olímpico. Em apenas uma ocasião a campeã olímpica não conseguiu ficar entre as primeiras colocadas. São nove medalhas de ouro, três medalhas de prata e quatro de bronze.

Audrey Tcheumeo foi medalhista de bronze nos jogos de Londres. Quatro anos depois, a francesa aparece novamente como uma das favoritas ao pódio na categoria. No atual ciclo olímpico, Audrey soma dois pódios em mundiais, o bronze no Rio de Janeiro em 2013 e a prata do mundial de 2014, quando perdeu a final para Mayra Aguiar. Segunda colocada no ranking olímpico, a francesa é a atual campeã europeia e somou no ciclo quatorze medalhas.

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS AS SUAS CHANCES?

Mayra Aguiar é outra judoca brasileira que teve um ciclo olímpico quase perfeito. Campeã mundial em 2014 e bronze em 2013, Mayra é o maior destaque do judô brasileiro no Rio. Em oito torneios do tour da IJF disputados por Mayra nesses quatro anos, apenas em um ela saiu sem medalha. Em dois desses torneios, Mayra enfrentou Kayla na final. No primeiro, o Grand Slam de Paris, deu vitória da Mayra com um ippon. No segundo, no Masters de Guadalajar, vitória da americana com uma chave de braço na brasileira.

judo mayra aguiar

Boas colocações nos maiores torneios garantiram à gaúcha entrar nos jogos entre as quatro primeiras do ranking, o que em teoria facilita no chaveamento e na busca por seu segundo pódio olímpico. A expectativa de todos é que Mayra chegue na final das Olimpíadas e enfrente sua eterna rival Kayla Harrison. Se tudo acontecer como o programado esse combate acontecerá. Para muitos essa pode ser considerada a maior rivalidade do judô mundial, seja no masculino ou feminino. São incríveis 17 lutas entre as duas, com nove vitórias para Kayla e oito para Mayra. As chances de medalha são altas

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Mayra Aguiar (Brasil)

Prata: Kayla Harrison (EUA)

Bronze 1: Audrey Tcheumeo (França)

Bronze 2: Marhinde Verkerk (Holanda)

 

+78kgs:

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Bicampeã mundial, atual campeã olímpica e uma das grandes estrelas do judô no Rio de Janeiro. Essa é Idalys Ortiz (foto), a cubana detentora de vários títulos ao longo da carreira e que tem como marca registrada o seu bom humor e seus cabelos coloridos. Uma das principais rivais da cubana na briga pelo ouro é a chinesa Yu Song, atual campeã mundial e líder do ranking mundial. Kanae Yamabe representa o Japão e é outra bem cotada para o pódio olímpico. A brasileira Maria Suelen Altheman é outra judoca que está de olho nas medalhas, e as duas medalhas de prata que conseguiu nos mundiais do ciclo a credenciam a sonhar. Também merecem sua atenção a francesa Emilie Andeol, a ucraniana Svitlana Iaromka e a alemã Jasmin Kulbs.

 maria suelen idaylis

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Maria Suelen Altheman (foto acima) começou o ciclo olímpico em ascensão. Com boas campanhas durante o ano de 2013, Sussu, como é conhecida, chegou ao mundial como a segunda favorita ao título. Na final acabou perdendo para a cubana Idalys Ortiz. Final que se repetiu no mundial de 2014, e com a mesma ordem no pódio. Mas aquela disputa teve um final diferente. Durante a queda que resultou em sua derrota, Sussu rompeu os ligamentos do joelho direito e acabou ficando de fora das competições por quase um ano. Hoje, Maria Suelen está recuperada e com bom ritmo de luta. Desde os jogos de Londres, a judoca de Santos conquistou sete medalhas no circuito mundial e se coloca como uma das grandes atletas da categoria mais pesada do esporte.

Com o tempo afastada das competições, Maria Suelen acabou caindo no ranking mundial e não chegará ao Rio como cabeça de chave. Durante todo o ciclo, teve em Idalys Ortiz sua grande pedra no sapato. A brasileira nunca venceu a judoca cubana em toda sua carreira. Em forma e com um bom chaveamento, preferencialmente escapando de Ortiz até as quartas de final, as chances de conquistar a medalha que bateu na trave em Londres 2012 são grandes

Ouro: Idalys Ortiz (Cuba)

Prata: Kanae Yamabe (Japão)

Bronze 1: Maria Suelen Altheman (Brasil)

Bronze 2: Yu Song (China)

 

Créditos das imagens: reprodução facebooks dos atletas/Federação Internacional de Judô



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.