GUIA RIO 2016 TORCEDORES.COM – SAIBA TUDO SOBRE O TÊNIS

O Torcedores.com continua seu especial para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 que conta um pouco da história de cada esporte olímpico, algumas curiosidades para você contar por aí, além de informar os favoritos das provas e quem são os brasileiros nelas. Falaremos agora do Tênis, esporte em que o Brasil tem chance de conquistar sua primeira medalha na história.

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ESPORTE: TÊNIS

INTRODUÇÃO: assim como o futebol, o tênis é um dos esportes que mais gera polêmica por fazer parte dos Jogos Olímpicos. Muitos utilizam o argumento de que uma medalha de ouro olímpica deve ser o ápice da carreira de um atleta, o que não acontece na modalidade, uma vez que qualquer tenista trocaria a medalha olímpica por um título dos quatro maiores torneios do mundo, chamados de grand slams. De qualquer forma, o esporte está no programa e conta com a participação dos maiores atletas do mundo. Suas raízes estão ligadas a um outro esporte chamado de tênis real, praticado pelos reis da Idade Média. No século XIX, o esporte moderno começou a tomar corpo e o primeiro clube de tênis foi fundado em 1874. Poucos anos depois, os quatro principais torneios do mundo (Australian Open, Wimbledon, Roland Garros e US Open) começaram a ser disputados. O esporte foi introduzido no programa olímpico na primeira edição dos jogos da era moderna, em 1896, mas foi retirado em 1924 devido a atritos entre a Federação Internacional de Tênis e o Comitê Olímpico Internacional. Após muitas discussões, decidiu-se voltar com o esporte a partir de Seul 1988, com quatro disputas de medalhas. Em 2012, o torneio de duplas mistas foi disputado pela primeira vez em quase 90 anos.

 

VOCÊ SABIA?

  • Que somente um atleta na história conseguiu conquistar o chamado Golden Slam (vencer no mesmo ano os 4 maiores torneios do circuito mundial de tênis – Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open – e também a medalha de ouro olímpica) ? A alemã Steffi Graff atingiu o feito em 1988
  • Que a palavra raquete deriva do árabe rakhat, que significa “palma da mão”?
  • Que nos jogos de Londres 2012, apesar do torneio olímpico ter sido disputado nas quadras de Wimbledon, a tradicional regra que proíbe os atletas de entrarem em quadra com qualquer tipo de vestimenta que não seja branca não foi utilizada?
  • Que o torneio de duplas masculino já viu atletas de diferentes países ganharem juntos uma medalha de ouro? Em 1896, o britânico John Pius Boland e o alemão Firedrich Traun foram campeões. Hoje, isso não é mais permitido em Olimpíadas
  • Que neste ano, o torneio olímpico não contará pontos para o ranking do circuito mundial? Nas últimas edições, isso aconteceu

 

INDIVIDUAL MASCULINO

 

HISTÓRICO: A disputa individual começou nos jogos de 1896 e foi disputada por 7 edições consecutivas até 1924. A Grã-Bretanha foi a maior vencedora do período (três ouros, uma prata e dois bronzes) seguida por Estados Unidos (dois ouros, uma prata e dois bronzes) e África do Sul (dois ouros, uma prata e um bronze). A partir da volta do tênis em 1988 já com a presença dos profissionais, nunca houve um país com dois títulos. Os Estados Unidos lideram novamente (um ouro, duas pratas e um bronze), seguidos pela Espanha (um ouro e duas pratas). O Chile em 2004 conseguiu o melhor resultado de um país no tênis desde 1988, ao conquistar o ouro e o bronze.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Os quatro melhores tenistas do mundo estarão no Rio de Janeiro. O sérvio Novak Djokovic (foto), atual número 1 do mundo, venceu dois dos três principais grand slams do circuito de tênis em 2016. Em Wimbledon, caiu mais cedo do que se esperava, alegando uma lesão na coxa. Se chegar ao Rio em forma, é o grande favorito, sem a chance de se tornar o primeiro tenista a conquistar o golden slam, entretanto. O britânico Andy Murray vem embalado após o título em Wimbledon para ser o primeiro bicampeão olímpico da era pós-88. O espanhol Rafael Nadal, campeão em 2008, está um pouco abaixo neste ano, mas também é outro adversário difícil de ser batido. Apenas o suíço Roger Federer não estará no Rio dos quatro primeiros do ranking. No final de julho, ele informou através de suas redes sociais que não disputará mais torneios no ano devido a lesão que sofreu. Fique ligado nos outros atletas que vem bem em 2016: Stan Wawrinka (Suíça), Kei Nishikori (Japão), Jo-WIlfried Tsonga e Richard Gasquet (França), David Goffin (Bélgica) e Mairian Cilic

tenis djoko

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Thomas Belucci e André Sá (foto) representarão o Brasil no torneio individual. Os dois ocupam respectivamente a 49ª e a 91ª posição no ranking da ATP (foi o vigésimo primeiro em 2010). Em 2016, porém, não está muito bem e até agora venceu 11 partidas e perdeu 17. Se qualquer um dos dois chegar entre os 16 melhores, já será um grande resultado. As chances de medalha são baixas

tenis andre sa

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Novak Djokovic (Sérvia)

Prata: Andy Murray (Grã-Bretanha)

Bronze: Jo Wilfred Tsonga (França)

 

MASCULINO DUPLAS

COMO FUNCIONA A DISPUTA?

  • 32 duplas com atletas do mesmo país disputam o torneio olímpico. Diferentemente do que ocorre nos grand slams, os principais atletas de torneios de simples se juntam a compatriotas para tentar ganhar mais uma medalha para o país. Isso faz com que o nível dos jogos melhore e torna a disputa mais interessante.
  • As 8 duplas que tiverem pelo menos um atleta entre os melhores ranqueados no ranking de DUPLAS, serão cabeças-de-chave. Por exemplo, se o Sérvio Novak Djokovic, número 1 do mundo no ranking de simples decidir se juntar a um tenista sérvio que está em sexto no ranking de duplas, eles serão cabeças-de-chave. Agora, se seu companheiro estiver na décima colocação, eles não estarão entre os cabeças-de-chave. Se uma dupla é formada por dois atletas presente entre os 8 primeiros no ranking de duplas, a vaga de cabeça-de-chave passa para o nono e assim sucessivamente.

 

HISTÓRICO: O torneio de duplas estreou na primeira edição dos jogos olímpicos em 1896 e esteve presente por sete edições consecutivas, até o tênis sair do programa olímpico em 1924. Neste período, Estados Unidos, Grã-Bretanha e França foram os grandes nomes do tênis em dupla. Foram 4 ouros para os britânicos e 2 para os americanos. Após 1989, quando o tênis voltou ao programa olímpico, apenas os americanos mantiveram a força. Foram 2 ouros (1988 e 1992). Grandes tenistas simplistas já conquistaram o ouro em dupla, como por exemplo o alemão Boris Becker e o suíço Roger Federer.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A França tem a dupla Nicolas Mahut e Pierre Herbet, campeões em Wilbledon em 2016. No ranking de duplas, os dois ocupam respectivamente a primeira e a segunda colocação. O britânico Jamie Murray, parceiro do brasileiro Bruno Soares no circuito mundial, jogará ao lado de seu irmão Andy, um dos maiores tenistas da atualidade. Os tradicionais duplistas americanos Bob e Mike Bryan tentarão a terceira medalha olímpica consecutiva (foram bronze em 2008 e ouro em 2012). Bruno Soares e Marcelo Melo, do Brasil, não jogam juntos normalmente, mas são dois grandes duplistas que se juntarão para tentar uma inédita medalha para o Brasil. Não se pode descartar o campeão de 2012, Jean Wilfred Tsonga. Fique de olho ainda nas duplas da Romênia, Índia e a qualquer uma que tenha os principais atletas de simples do mundo, como Djokovic e Nadal .

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Bruno Soares e Marcelo Melo (foto) tentarão uma medalha para o Brasil que nunca veio no tênis. Os dois não costumam disputar torneios juntos, mas jogando com outros atletas do circuito mundial, já conseguiram grandes resultados. Bruno Soares tem dois títulos de duplas masculina em sua carreira (venceu o US Open de 2015 e o Aberto da Austrália em 2016). Em 2015, Marcelo Melo foi campeão de duplas em Roland Garros. Quando disputam juntos a Copa Davis, em casa, costumam obter bons resultados diante da torcida.

tenis bruno soares marcelo melo

Em Londres 2012, os dois chegaram até as quartas-de-final, após uma batalha épica nas oitavas contra os tchecos Thomas Berdych Radan Stepanek. Na ocasião, cada dupla venceu um set e no terceiro, que pela regra não poderia terminar no tiebreak, os brasileiros venceram por 24 games a 22. Nas quartas, perderam para a dupla francesa que acabou sendo campeã

O que pode dificultar muito a dupla brasileira é a presença dos maiores tenistas de simples. Se fossem apenas duplas formadas por atletas que já jogam o torneio de simples, as possibilidades de conquistar algo seriam muito maiores. As chances de medalha são de médias a boas

 

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Nicolas Mahut e Pierre Herbet (França)

prata: Andy Murray e Jamie Murray (Grã-Bretanha)

bronze: Bruno Soares e Marcelo Melo (Brasil)

 

INDIVIDUAL FEMININO

HISTÓRICO: A disputa individual começou a ser disputada nos jogos de 1900, não foi disputada em 1904 e teve mais quatro disputas até 1924. Neste período, a França e a Grã-Bretanha conseguiram dois ouros e duas pratas cada. A Partir de 1988, os Estados Unidos passaram a dominar o torneio olímpico feminino. Jennifer Capriati, Lindsay Davenport e as irmãs Vênus e Serena Williams foram campeãs. A alemã Steffi Graff foi a única a fazer duas finais consecutivas, conquistando um ouro e uma prata, além de ter sido a única na história a vencer os 4 títulos e grand slams e o torneio olímpico no mesmo ano. Em 2008, a Rússia dominou, colocando 3 atletas no pódio.

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A americana Serena Williams tem tudo para se tornar a primeira bicampeã olímpica. A segunda maior vencedora de Grand Slams da história do tênis e líder do ranking em 2016 vem de uma vitória no tradicional torneio de Wimbledon e chega com tudo no Rio. Das 10 primeiras colocadas no ranking, apenas a romena Simona Halep (quinta colocada) e a a bielorrussa Victoria Azarenka (sexta colocada) não estarão aqui. A alemã Angleique Kerber (vencedora do Australian Open 2016) e a espanhola Gabriela Muguruza (vencedora de Roland Garros em 2016) são duas que tentam impedir o título de Serena. As outras 7 melhor ranqueadas em 2016 são Agnieszka Radwanska (Polônia), Roberta Vinci (Itália), Belinda Bencic (Suíça), Venus Williams (EUA) e Timea Bacsinsky (Suíça).

  tenis serena williams

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

A pernambucana Teliana Pereira (foto) representará o Brasil em 2016. Ela ocupa a 97ª colocação no ranking em 2016. Apesar de ser um jovem talento, Teliana terá muita dificuldade no Rio. Provavelmente enfrentará uma atleta melhor ranqueada, o que diminui as suas chances. De todas as atletas top 10 que já enfrentou, a brasileira venceu apenas 5 vezes e perdeu 15. Ficar entre as 16 já será um grande resultado. As chances de medalha são baixas

tenis teliana

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Serena Williams (Estados Unidos)

Prata: Angelique Kreber (Alemanha)

Bronze: Roberta Vinci (Itália)  

 

FEMININO DUPLAS

HISTÓRICO: o torneio de duplas femininas foi disputado pela primeira vez em 1920. Depois dessa e de mais uma edição, ficou fora do torneio olímpico. A volta ocorreu em 1988 e desde então, os Estados Unidos tem total domínio. Nas últimas 6 edições, as americanas só não venceram o ouro em 2004. Naquele ano, inclusive, elas sequer chegaram a conquistar uma medalha. A Espanha foi a segunda que mais medalhas ganhou desde 1988: três pratas e um bronze. As irmãs Serena e Venus Williams estarão no Rio com o objetivo de conquistar o quarto título olímpico, sendo o terceiro de maneira consecutiva.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Venus e Serena Williams (foto) chegam com tudo para conquistar o tetra campeonato olímpico. As duas chegam embaladas após terem vencido o torneio de duplas em Wimbledon. A melhor dupla do circuito mundial não é do mesmo país. Martina Hings (Suiça) e Sania Mirza (Índia), se estivessem juntas, poderiam dar muito trabalho às americanas. As duas jogarão com compatriotas, e tem grandes chances irem longe no torneio. A dupla francesa composta por Caroline Garcia e Kristina Mladenovic foi campeã em Roland Garros em 2016 e é uma das mais afiadas. Outra dupla que costuma ir bem nos grandes torneios da ATP é a italiana composta por Sara Erani e Roberta Vinci. Fique atento ainda para as duplas de Rússia, Taipei, República Tcheca e Cazaquistão.

 tenis venus e serena

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Teliana Pereira e Paula Gonçalves representarão o Brasil. Paula costuma disputar mais torneios de duplas e está na 179ª posição no ranking. Teliana costuma disputar mais torneios de simples. Das 32 duplas, elas são a pior ranqueada. Qualquer vitória será um grande resultado. As chances de medalha são baixas

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Venus e Serena Williams (EUA)

prata: Elena Vesnina e Ekatarina Makarova (Rússia)

bronze: Sara Erani e Roberta Vinci (Itália)

 

DUPLAS MISTAS

HISTÓRICO: o torneio de duplas mista é o que foi disputado menos vezes em jogos olímpicos. Até hoje, foram apenas 5 disputas, sendo 4 delas entre 1900 e 1924. Na primeira vez em que a prova ocorreu, era permitido que atletas de dois países diferentes ficassem juntos. Grã-Bretanha, Estados Unidos e França foram as maiores medalhistas nas primeiras edições. Após 88 anos, as duplas mistas voltaram a ser disputadas em Londres 2012. O ouro ficou coma Bielorrússia, a prata com a Grã-Bretanha e o bronze com os Estados Unidos.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

As duplas que melhor se saem no circuito mundial não costumam jogar juntas com atletas do mesmo país. Então, fica difícil apontar um favorito. Entretanto, vários atletas que disputam as duplas mistas se juntarão para competir no Rio. É o caso dos indianos Leander Paes e Sania Mirza. Sania (foto) tem 3 títulos de grand slams na carreira (incluindo um com o brasileiro Bruno Soares) e o experiente Leander faz a melhor dupla mista do momento ao lado da suíça Martina Hingis (foto) Esta, inclusive, jogará ao lado de ninguém mais e ninguém menos que Roger Federer. Além deles, a dupla americana composta por Bethanie Mattek-Sands e Mike Bryan deve ir bem. Os grandes nomes do

 tenis sania martina

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Teliana Pereira e Bruno Soares representarão o Brasil em casa.  Bruno Soares é um excelente jogador de duplas mistas. Possui 3 títulos de grand slams (US Open 2012 e 2014 e Australian Open 2016). Teliana não costuma jogar partidas de duplas, mas é uma tenista em grande evolução e bastnte capacitada. Ao lado do experiente Bruno, devem dar trabalho aos adversários. O ponto positivo é que são apenas 16 duplas na disputa. Com uma vitória jogo, fica-se a apenas mais um triunfo de uma disputa de medalha. Isso, aliado ao fato de estarem jogando com a torcida a seu favor, pode favorecer a dupla mista brasileira. As chances de medalha são de médias para altas

 

 



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.