GUIA RIO 2016 TORCEDORES.COM – SAIBA TUDO SOBRE O TIRO COM ARCO

O Torcedores.com continua seu especial para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 que conta um pouco da história de cada esporte olímpico, algumas curiosidades para você contar por aí, além de informar os favoritos das provas e quem são os brasileiros nelas. Falaremos agora do Tiro com Arco, um dos esportes em que o Brasil pode surpreender em 2016

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VOCÊ SABIA?

  • Que apesar do arco teru m aspecto bem moderno, ele foi inspirado em um modelo de 3500 anos atrás
  • Que durante a ideade media, um arqueiro era capaz de atirar de 10 a 12 flechas por minuto?
  • Que o tiro com arco foi o primeiro dos esportes olímpicos a ter a participação feminina?
  • Que os arqueiros utilizam uma luneta para ver onde a flecha atingiu?

TIRO COM ARCO ALVO

INDIVIDUAL MASCULINO

COMO FUNCIONA A DISPUTA?

  • No primeiro dia de competição, os 64 atletas atiram 36 flechas em cada uma das distâncias: 30 m, 50 m e 90 m. Após o término, ocorre um ranqueamento. O primeiro colocado enfrenta o 64º, o 2º encara o 63º e assim por diante. No outro dia, iniciam-se os playoffs, com confrontos em sets de três flechas. Quem pontuar mais, ganha o set, o que equivale a dois pontos. Em caso de empate, cada atleta fica com um ponto. Aquele que chegar primeiro a seis pontos vence o confronto.

HISTÓRICO: Desde 1972, nenhum país conquistou mais ouros e medalhas do que os Estados Unidos. São 5 ouros e duas pratas, mais que qualquer outro país. O Japão é um país tradicional na modalidade, porém nunca conquistou uma medalha de ouro. A partir de 1988, a Coreia do Sul começou a destoar como grande potência. são 5 medalhas desde então, sendo uma de ouro, conquistada em Londres, há quatro anos.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A Coreia do Sul é a principal potência do tiro com arco. Chega ao Rio simplesmente com três atletas nas 6 primeiras colocações do ranking mundial, incluindo líder e vice-líder. O favorito ao ouro é o atual campeão mundial e olímpico e líder do ranking Kim Woo-Jim (foto), Abaixo dos três, podemos ver os atletas da Holanda dando trabalho. Espanha, Itália, Japão, Índia, França, México e China tem atletas entre os 20 melhores do ranking e bons resultados no ano.

tiro com arco

Abaixo, uma lista com 10 atletas que tiveram resultados expressivos no último ciclo olímpico e que podem chegar à final.

 MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Kim Woo-Jim (Coreia do Sul) –  campeão mundial 2015, vencedor do evento teste 2015, líder do ranking 2016

Ku Bonchan (Coreia do Sul) – vice-líder do ranking 2016, bronze no evento teste 2016

Lee Seungyun (Coreia do Sul) – vencedor de uma das principais competições em 2016, sexto colocado no ranking

Zach Garrett (EUA) – terceiro no ranking mundial em 2016.

Sjef Van Der Berg (Holanda) – quinto no ranking 2016,

Jean Charles Valladont (França) – quarto colocado no ranking 2016, vencedor de uma das principais competições em 2015

Rick Van der Vem (Holanda) – vice-campeão mundial 2015, oitavo no ranking em 2016

Takaharu Furukawa (Japão) – bronze no mundial 2015

Elias Malve (Venezuela) – quarto colocado no mundial 2015,

Brady Ellison (EUA) – sétimo no mundial 2015, um ouro e um quinto lugar em duas das principais competições em 2016, sétimo no ranking 2016,

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Três brasileiros disputam a prova. O primeiro Marcus Vinícius D’Almeida (foto), de apenas 18 anos. Em 2015, foi campeão mundial na categoria abaixo de 18 anos, campeão dos Jogos Pan Americanos de Toronto e sétimo colocado no mundial adulto, caindo nas quartas de final para o holandês que viria a ser vice-campeão mundial. Em 2016, ocupa a 18ª colocação.

tiro com arco marcus

Bernardo Oliveira é o segundo melhor ranqueado brasileiro e ocupa a 103ª colocação. Ele foi bronze no Pan Americano de Toronto 2015 e tem como melhor resultado um nono lugar em 2015 em uma etapa do circuito mundial. O experiente Daniel Xavier, de 33 anos e indo para a sua segunda olimpíada, completa e equipe. Ele ocupa a 105ª colocação do ranking mundial e sua melhor colocação no ano foi um 37º lugar.

Dos três, Marcus Vinícius tem mais chances de chegar longe. Chegar até as quartas-de-final num campeonato mundial disputando com mais de 100 atletas não é para qualquer um. Precisa de uma boa pontuação (veja mais abaixo em Ajuda Para Torcer) para ficar bem ranqueado e pegar adversários teoricamente mais fáceis. Na última competição que disputou em 2016, não foi muito bem, entretanto.

Diríamos que suas chances de medalha são médias

 

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Kim Woo-Jim (Coreia do Sul)

Prata: Ku Bonchan (Coreia do Sul)

Bronze: Jayanta Takukdar (Índia)

Marcus Vinicius: sexto lugar

 

AJUDA PARA TORCER

Ao torcer para os brasileiros, lembre-se que o primeiro dia serve para ranquear os 64 atletas. Quanto melhor a pior a classificação, melhor o adversário a ser enfrentado no mata-mata. Portanto, é bom ficar bem colocado para pegar adversários teoricamente mais fracos. Se o atleta fizer mais que 690 pontos, será um dos 3 primeiros colocados. Se fizer entre 690 e 670, deve ficar entre os 10 primeiros colocados. De 670 a 660, provavelmente fica entre os 30 melhores.  Esses números podem variar de acordo com o nível da competição.

Melhores marcas no ano e na vida dos atletas: Marcus Vinícius D’Almeida–  670 na carreira, 662 em 2015. Daniel Xavier 661 na carreira, 657 no ano. Bernardo Xavier – 659, em 2015.

 MASCULINO POR EQUIPES

COMO FUNCIONA A DISPUTA?

  • O mesmo ranking estabelecido na competição individual é utilizado na competição por equipes. A pontuação dos três atletas de cada país é somada e assim cada país fica ranqueado em uma das doze posições. Os países que ficarem de primeiro a oitavo lugar já avançam direto às quartas-de-final. Na fase mata-mata, os quatro melhores avançam direto às quartas-de-final. Nas oitavas, o décimo segundo enfrenta o quinto, o décimo primeiro o sexto e assim por diante. Cada equipe atira 24 flechas, oito para cada atleta, e o vencedor avança à semifinal e depois à decisão do ouro, disputada nos mesmos moldes.

HISTÓRICO: A prova por equipes estreou em 1988 e vê um domínio espantoso da Coreia do Sul. O país medalhou em todas as edições dos jogos e venceu quatro vezes. Espanha (1992), Estados Unidos (1996) e Itália (2012) são os outros vencedores. Itália e Estados Unidos são os outros dois maiores medalhistas.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A Coreia do Sul (foto) é favorita absoluta. É líder do ranking mundial, tem os dois melhores atletas do individual e um entre os 8 melhores, é a campeã mundial em 2015 e venceu duas das três competições que disputou em 2016. Brigarão por medalhas (provavelmente pela prata e pelo bronze) Estados Unidos, Itália, China e Taipei . Os outros sete países ocupam posições próximas no ranking e podem surpreender.

 tiro com arco coreia do sul

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Coreia do Sul–  campeã mundial 2015 e vice em 2013, líder do ranking 2016, vice-campeã olímpica 2012

Itália – vice-campeã mundial em 2015, sexta colocada no ranking 2016, campeã em Londres 2012, nona no ranking 2016

EUA –quarto colocados no mundial 2015, vice-líder do ranking em 2016, bronze em uma das três etapas do circuito mundial, campeões mundiais em 2013

China – campeã do Evento-Teste em 2015, quinta colocada no mundial 2015, terceira colocada no ranking 2016 e dois bronzes em etapas do circuito mundial 2015

Taipei – bronze no mundial 2015, quinta colocada no ranking mundial em 2016

México – quarto colocado no ranking mundial 2016, vice-campeão em duas das três etapas do circuito mundial em 2016

Espanha – bronze em uma das três etapas do circuito mundial 2016, sétima no mundial 2015

Índia – bronze em uma das etapas do circuito mundial 2016

Brasil – quarto colocado em uma das três etapas do circuito mundial 2016, décimo sétimo no ranking

Austrália – oitava colocada no mundial 2015, décima-nona no ranking 2016

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Marcus Vinicius D’Almeida, 18 anos, Bernardo Oliveira, 23, e o experiente Daniel Rezende, 33, representarão o Brasil (foto). No Mundial 2015, conseguiram classificar o Brasil para as oitavas-de-final na décima segunda colocação. Nas oitavas, perderam para a Austrália num duelo disputado. Em 2016, sem a presença de Marcus Vinícius que não foi bem na fase classificatória, conseguiram um excelente quarto lugar na última etapa do circuito mundial antes dos Jogos Olímpicos, realizada em Antalya, Turquia. Na ocasião, o Brasil deixou para trás a Índia e a algoz do Mundial 2015 Austrália, dois adversários diretos que competirão com a equipe brasileira no Rio. Na semifinal, os brasileiros perderam para os favoritos sul-coreanos e na disputa do bronze caíram para os EUA.

O Brasil consegue competir de igual para igual com a maioria dos onze adversários. Seria importante se classificar em oitavo para ir direto às quartas-de-final. Se os atletas repetirem as melhores marcas que tiveram no ano, isso é possível (veja qual é uma pontuação boa para ficar em quarto e quanto os brasileiros fizeram no ano logo abaixo em AJUDA PARA TORCER).

Desse modo, a equipe enfrentaria um adversário teoricamente mais frágil e vencível, podendo assim sonhar com às semifinais e fugir da Coreia do Sul. Diríamos que as chances de medalha são de médias.

 

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Coreia do Sul prata: Taipei bronze: Itália

Brasil: oitavo

 TIRO COM ARCO BRASIL HOMENS

AJUDA PARA TORCER

Na prova por equipes, as quatro equipes melhores ranqueadas avançam direto às quartas-de-final. É interessante, portanto, terminar a fase classificatória na quarta colocação. Para que isso ocorra, a equipe tem que obter cerca de 2000 pontos. Isso significa dizer que cada um dos 3 atletas tem que fazer mais ou menos 667 pontos.

Esse número é uma média com as pontuações dos quartos colocados nas 3 principais competições de 2016. É claro que tudo dependerá do nível da prova. O corte do quarto lugar da etapa1 do circuito mundial, por exemplo, foi de 2010. Na etapa2, 2008. Na última etapa, o nível foi mais fraco e o corte foi com 1996. Ou seja, com 2000 pontos, a equipe ficaria em quarto lugar apenas uma vez.

Melhores resultados do Brasil:

mundial 2015: 12º na qualificatória, apenas a 25 pontos da quarta colocação.

Etapa de Medelin, 2016 – 1943 pontos, 14ª colocação de 20 possíveis. Perdeu para o Japão nas oitavas-de-final

Etapa de Andalya, 2016 – 1975 pontos, 13ª colocação de 55 possíveis (Sem Marcus Vinícius, melhor ranqueado do país). Venceu Índia e Austrália nas oitavas e quartas de final, perdeu para Coreia do Sul na semi e para os EUA na decisão do bronze.

Melhores marcas no ano e na vida dos atletas: Marcus Vinícius D’Almeida–  670 na carreira, 662 em 2015. Daniel Xavier 661 na carreira, 657 no ano. Bernardo Xavier – 659, em 2015.

 

INDIVIDUAL FEMININO

COMO FUNCIONA A DISPUTA?

  • São dois dias de competições. No primeiro ocorre a fase de classificação, onde as 64 atletas atiram 36 flechas em distâncias de 30m, 50m, 60m e 70m. Ao final do processo, seu número de pontos a faz ocupar uma das 64 posições no ranking. No segundo dia, inicia-se a fase de mata-mata, com chaveamento baseado no ranking do dia anterior. A primeira colocada enfrenta o sexagésimo quarto, o segundo disputa com o sexagésimo terceiro e assim por diante. O confronto é disputado em sets de 3 flechas. Quem tiver melhor pontuação leva o set e 2 pontos no placar geral. Em caso de empate, cada um fica com um ponto. Quem atingir 6 pontos no geral primeiro vence o confronto e avança para a próxima fase.

 tiro com arco mulheres

HISTÓRICO:  A prova por equipes feminina ocorre desde 1972 e assim como no masculino, é dominada pela Coreia do Sul. O domínio não ocorre desde o início, entretanto. De 1972 a 1980, boas batalhas foram travadas entre Estados Unidos e União Soviética, com as americanas conseguindo dois ouros e as soviéticas um ouro, duas pratas e dois bronzes. A partir de 1984, A Coreia do Sul emergiu como potência. As coreanas ganharam 16 das últimas 24 medalhas olímpicas distribuídas e sete das últimas oito medalhas de ouro (só perderam em 2008 para a China). Em 2012, o México conseguiu colocar duas atletas no pódio.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A Coreia do Sul é favorita também no feminino. Tem a atual campeã mundial e líder do ranking mundial Ki Bo Bae (foto). A briga com Taipei deve ser boa. Para se ter uma ideia, os dois países juntos têm 6 atletas entre as 10 melhores no ranking em 2016 e dominaram os pódios das principais competições no ano. As duas mexicanas medalhistas de prata e bronze em Londres 2012 prometem brigar para repetir o feito neste ano. A campeã mundial de 2013 dinamarquesa não está tão bem no ranking quanto as adversárias, mas pode surpreender. Rússia e Índia tem atletas que costumam figurar entre as 10 melhores das competições. EUA, Estônia e Ucrânia tem atletas que estão bem em 2016.

tiro com arco ki bo bae

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Ki Bo Bae (Coreia do Sul) – campeã mundial 2015 e quinta em 2013, terceira no ranking 2016. Campeã olímpica em 2012.

Choi Misun (Coreia do Sul) –  terceira colocada no mundial 2015, líder do ranking 2016

Lin Shih-chia (Taipei) – vice-campeã mundial 2015, décima no ranking 2016

Tan Ya Ting (Taipei) – vice-líder do ranking mundial 2016, medalhou nas três principais etapas de 2016

Ksenia Perova (Rússia) – campeã de uma das etapas do circuito em 2016 e quinta no ranking

Laxmirani Majhi (Índia) – quarta colocada no mundial 2015 e décima terceira no ranking 2016

Alejandra Valencia (México) – quinta colocada no mundial 2015, medalha de bronze em Londres 2012

Meja Jaeger (Dinamarca) – campeã mundial 2013, quarta colocada em uma das etapas do circuito em 2018

Wu Jiaxin (China) – vice-campeã de uma das etapas da copa do mundo em 2013

Mackenzie Brown (Estados Unidos) – quarta colocada do ranking 2016

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Ane Marcelle, Sarah Nikitin (foto) e Marina Canetta Gobbi representarão o Brasil. Elas ocupam, respectivamente, as 66ª, 129ª e 111ª posições no ranking.

Ane conseguiu como melhor resultado um 33º lugar na fase de classificação. Sarah obteve um resultado excelente no Mundial de 2013 ao chegar nas quartas-de-final, terminando na oitava colocação. Desde então, não conseguiu repetir os bons resultados. Neste ano, seu melhor foi uma 33ª colocação. A melhor brasileira no ano é Ane Marcelle, que conseguiu um nono lugar em uma das etapas do circuito mundial, perdendo nas oitavas-de-final.

Se qualquer uma chegar às quartas-de-final, já seria um grande resultado. As chances de medalha são baixas.

TIRO COM ARCO SARAH

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Ki Bo Bae (Coreia do Sul),

prata: Tan Ya Ting (Taipei)

bronze: Alejandra Valencia (México)

 

FEMININO POR EQUIPES

COMO FUNCIONA A DISPUTA?

O mesmo ranking estabelecido na competição individual é utilizado na competição por equipes. A pontuação dos três atletas de cada país é somada e assim cada país fica ranqueado em uma das doze posições. Os países que ficarem de primeiro a oitavo lugar já avançam direto às quartas-de-final. Na fase mata-mata,  os quatro melhores avançam direto às quartas-de-final. Nas oitavas, o décimo segundo enfrenta o quinto, o décimo primeiro o sexto e assim por diante. Cada equipe atira 24 flechas, oito para cada atleta, e o vencedor avança à semifinal e depois à decisão do ouro, disputada nos mesmos moldes.

HISTÓRICO

A Coreia do Sul tem o domínio de todas as provas do tiro com arco no masculino e no feminino, mas em nenhuma delas ele é tão acentuado como na disputa por equipes feminina. As coreanas simplesmente ganharam todas as sete medalhas de ouro distribuídas desde 1988. Sua maior freguesa é a China, que já perdeu 4 destas finais, incluindo as 3 últimas. Indonésia, Alemanha e Ucrânia perderam a outra. Japão, França, Taipei, Polônia e Rússia tem os bronzes.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

As coreanas (foto) novamente são favoritas absolutas. Para se ter uma ideia, desde 1995 ocorreram 14 campeonatos mundiais e a Coreia do Sul foi campeã 10 vezes neles. Porém, foram surpreendidas na semifinal do último mundial, em 2015, para a Índia, que segue bem em 2016 e pode surpreender novamente. O título naquele ano acabou com a Rússia, outra que também vem forte para o Rio. Taipei, Estados Unidos, China e Geórgia podem surpreender.

tiro com arco korea do sul

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIAIS PARTICIPANTES:

Coreia do Sul – campeão mundial 2013, bronze no mundial 2015, líder do ranking 2016  campeã em uma das 3 principais etapas do circuito em 2016

Rússia – campeã mundial 2015, vice-líder do ranking 2016, vice-campeã em uma das 3 principais etapas do circuito em 2016 e vice na outra

Índia  –  prata no mundial 2015, quarta no ranking mundial 2016, vice-campeã em uma das 3 principais etapas do circuito em 2016

Taipei  – campeã em uma das 3 principais etapas do circuito mundial 2016, terceira do ranking 2016, sexta no mundial 2013

Geórgia – quinta colocada no mundial 2015

China – vice-campeã em uma das 3 principais etapas do circuito em 2016, sexta no ranking 2016

EUA – quinta colocada do ranking em 2016

México – quarta colocada no mundial 2013

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Ane Marcelle, Sarah Nikitin e Marina Canetta Gobbi representarão o Brasil (foto). Na última etapa do circuito mundial de 2016, as três conquistaram tiveram como melhor resultado um décimo terceiro lugar na fase de classificação e não avançaram à final. Nos Jogos Olímpicos, são apenas 12 equipes. As três precisarão melhorar suas marcas pessoais para conseguir uma classificação melhor (veja abaixo quantos pontos são necessários para obter uma boa classificação em AJUDA PARA TORCER). Ficar entre as oito já seria um bom resultado. As chances de medalha são baixas.

tiro com arco brasil equipe

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Coreia do Sul prata: Índia bronze: Taipei

 

AJUDA PARA TORCER

Na prova por equipes, as quatro equipes melhores ranqueadas avançam direto às quartas-de-final. É interessante, portanto, terminar a fase classificatória na quarta colocação. Para que isso ocorra, a equipe tem que obter 1962 pontos. Isso significa dizer que cada uma das 3 atletas tem que fazer mais ou menos 654 pontos.

Esse número é uma média com as pontuações das quartas colocadas no mundial 2015 e nas 3 principais competições de 2016. É claro que tudo dependerá do nível da prova. O corte do quarto lugar do Mundial 2015, por exemplo foi de 1943. Na etapa1 de 2016, foi 1969. Na etapa2, 1952. Na última etapa, o nível foi mais forte e o corte foi com 1986. Ou seja, com 1962, a equipe ficaria em quarto lugar apenas uma vez.

O Brasil no mundial 2015 fez 1864 pontos e ficou em vigésimo quinto lugar. Em uma das etapas de 2016, fez 1843, ficando em 11º de 14 posições possíveis. Na última etapa antes dos jogos olímpicos, fez 1899, ficando em 22º lugar de 37 possíveis.

Melhores marcas no ano e na vida: Anne Marcelle –  635, em 2015. Marina Canetta – 625, em 2016.  Sarah Nikitin – 649, em 2015.



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.