GUIA RIO 2016 TORCEDORES.COM – SAIBA TUDO SOBRE A VELA

Sailing World Cup Weymouth and Portland is the fourth of six Sailing World Cup regattas in the 2016 series. The Weymouth and Portland National Sailing Academy, London 2012’s sailing venue, will welcome 380 Olympic sailors from 44 nations from 6-12 June. The Sailing World Cup is the final opportunity for sailors to lay down a marker before the Rio 2016 Olympic Games.

O Torcedores.com continua seu especial para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 que conta um pouco da história de cada esporte olímpico, algumas curiosidades para você contar por aí, além de informar os favoritos das provas e quem são os brasileiros nelas. Falaremos agora da Vela, o esporte que mais medalhas de ouro deu ao Brasil até hoje em Jogos Olímpicos

LEIA O GUIA RIO 2016 DE OUTROS ESPORTES:
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INTRODUÇÃO

A relação do homem com embarcações a vela é muito antiga, mas  a vela como esporte moderno começou a tomar corpo na metade do Século XIX, quando as primeiras competições começaram a ser organizada. Era para ter estado presente na primeira edição dos Jogos Olímpicos, realizada em 1896, mas por falta de condições climáticas, foi adiada para quatro anos depois, em 1900. O esporte era conhecido como iatismo até 1996, mas mudou de nome pela associação que se fazia com a palavra iate, relacionada aos grandes barcos luxuosos que não condiziam mais com as embarcações atuais utilizadas pelos atletas. Não foi só o nome que mudou: as classes disputadas nas Olimpíadas estão em constante mudança.Para se ter uma ideia, desde 19000, 47 classes de vela já foram disputadas em Jogos Olímpicos. Hoje, são 10, sendo 5 no masculino, 4 no feminino e uma classe mista.

 

VOCÊ SABIA?

  • Que em 1988, o velejador canadense Lawrence Lemieux abandonou seu barco e deixou de disputar uma possível  medalha para salvar dois atletas de Cingapura que tiveram seu barco virado devido as más condições meteorológicas?
  • Que a classe Finn tem este nome por ter origem na Finlândia mas que, apesar disto, apenas um finlandês na história conseguiu uma medalha? Esko Rechardt foi ouro em 1980.
  • Que o ex-presidente americano John Kennedy e sua mulher Jackie eram fãs de vela?
  • Que em 1984, pai e filho conquistaram medalhas de ouro em diferentes classes da vela pela primeira pela primeira vez? Os americanos Bill e Carl Buchan realizaram o feito
  • Que a vela é o esporte que mais rendeu medalhas de ouro ao Brasil na história? São 6 no total até hoje
  • Que a mulher do velejador brasileiro Robert Scheidt competirá nos jogos do Rio?

 

Sailing World Cup Weymouth and Portland is the fourth of six Sailing World Cup regattas in the 2016 series. The Weymouth and Portland National Sailing Academy, London 2012’s sailing venue, will welcome 380 Olympic sailors from 44 nations from 6-12 June. The Sailing World Cup is the final opportunity for sailors to lay down a marker before the Rio 2016 Olympic Games.

VELA MASCULINA

COMO FUNCIONA A DISPUTA?

  • São 10 classes disputadas na vela sendo 5 no masculino (RS:X Laser, Finn, 470 e 49er), 4 no feminino (RS:X, laser radial, women, 49er FX) e uma mista (Nacra 17), que estreia no programa olímpico neste ano.

Os atletas disputam 11 regatas e recebem pontos de acordo com as posições obtidas. O primeiro colocado ganha um ponto, o segundo, dois, e assim por diante. Cada atleta pode descartar seu pior resultado. Após a décima regata, os 10 melhores velejadores disputam a regata final, chamada de regata da medalha, com pontuação dobrada. Na última regata, a pontuação é dobrada. Ganha o velejador que fizer menos pontos.

 

FINN MASCULINA

  • embarcação de uma pessoa, onde o atleta fica sentado.

 HISTÓRICO: A classe Finn é que está a mais tempo no programa olímpico dentre as 10 disputadas atualmente. Estreou nos Jogos de Helsinki, na Finlândia, em 1952. Já foi disputada 16 vezes, com a Grã-Bretanha como maior vencedora: 4 ouros. O domínio britânico é recente e todas as medalhas douradas do país foram conquistadas de 2000 até 2012, com Bem Ainslie conquistando um tricampeonato que não ocorria desde 1952, quando o dinamarquês Paul Elvstrom atingiu o feito. Espanha e Nova Zelândia tem tradição nesta classe.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

O britânico Giles Scott (foto) é favorito absoluto ao ouro e tem tudo para dar o quinto título consecutivo a seu país. No ciclo olímpico, venceu três dos quatro mundiais e ainda foi campeão no evento teste do Rio de Janeiro. O único título mundial que não foi para o britânico veio para o Brasil. Jorge Zarif conseguiu o título em 2013 e é um que deve brigar por medalhas. O dinamarquês Jonas Christensen é outro que tem tudo para brilhar nas águas da Baía de Guanabara. Fique atento ainda para atletas da Holanda, Eslovênia e França.

 giles scott

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Giles Scott (Grã-Bretanha) – tricampeão mundial em 2016, 2015 e 2014. Campeão do evento teste no Rio em 2015

Jonas Christensen (Dinamarca) – vice no mundial 2016 e vice-campeão em Londres 2012

Jorrge Zarif (Brasil) – campeão mundial em 2013

Jonathan Lobert (França) – vice-campeão mundial 2015 e terceiro colocado em Londres 2012

Vasilij Zbogar (Eslovênia) – terceiro lugar no mundial 2015

Pieter-Jan Postma (Holanda) – terceiro colocado no mundial 2016 e 2013 e terceiro colocado no evento teste do Rio

Ivan Gaspic (Croácia) – vice-campeão mundial 2014

Tapio Nirkko (Finlândia) – medalhista em duas das principais etapas da copa do mundo em 2015

Jake Lilley (Austrália) – medalhista em uma das principais etapas da copa do mundo em 2015

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O brasileiro Jorge Zarif (foto), de 23 anos, foi campeão mundial em 2013 com apenas 20 anos de idade. Disputará sua primeira edição de jogos olímpicos. Depois do título, Jorge oscilou com altos e baixos. Não foi muito bem em 2014, mas teve um bom ano de 2015, terminando o mundial na sétima colocação. Neste ano, venceu uma etapa da Copa do mundo e ficou em sétimo na outra, mas ficou apenas na décima sétima colocação no mundial.  Porém, na vela, conhecer o local de competição é sempre um fator de vantagem em relação aos demais. Diríamos que suas chances de medalha são de médias a boas.

jorge zarif foto

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Giles Scott (Grã-Bretanha)

prata: Jonas Christensen (Dinamarca)

bronze:  Jorge Zarif (Brasil)

 

RS:X MASCULINA

  • embarcação de uma pessoa, onde o atleta fica em pé. Possui velas maiores, com 9,5 m² para homens e 8,5 m² para as mulheres. Muito similar ao windsurfe.

HISTÓRICO: A RS:X começou a ser disputada com esse nome em 2008, mas já era disputada com outros nomes desde 1984. Holanda e Nova Zelândia tem dois uros cada e são grandes nomes na modalidade. É a modalidade que deu a Israel sua única medalha de ouro na história. A Grécia e Argentina costumam ter bons atletas na categoria.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A classe é bastante equilibrada. No último ciclo olímpico, nenhum atleta conseguiu títulos mundiais consecutivos. O holandês campeão olímpico em 2012 Dorian van Rijsselbergher (foto), foi o único que conseguiu medalhas em três dos últimos 4 mundiais. O polonês Piotr Myszka, o francês Pierre Le Coq e o inglês Nick Dempsey também devem brigar por medalhas. Fique atento ainda em atletas de China, Israel, Espanha e China.

dirian vela

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Dorian Van Rijsselberger (Holanda) – vice-campeão mundial em 2016 e 2013, terceiro colocado em 2015, campeão olímpico em 2012

Piotr Myszka (Polônia) –  campeão mundial 2016

Pierre Le Coq (França) – campeão mundial 2015

Wang Aichen (China) -vice-campeão mundial 2015, campeão do evento teste 2015.

Nick Dempsey (Grã-Bretanha) – vice-campeão olímpico em 2012, campeão mundial 2013

Byron Kokkalanis (Grécia) – terceiro colocado no mundial 2013

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O brasileiro Ricardo Winicki (foto), mais conhecido como Bimba, disputará as Olimpíadas pela quinta vez. Foi campeão mundial em 2007, quarto colocado nos Jogos Olímpicos de 2004 e quinto em 2008.  Não teve grandes resultados no ciclo olímpico. Entretanto, bateu na trave duas vezes em duas edições de Jogos Olímpicos. Em 2004, era o líder até a última regata, foi mal e ficou até sem medalhas. Entretanto, vai velejar em um local conhecido, o que faz muita diferença na Vela. Diríamos que suas chances de medalha são médias.

bimba vela

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Dorian Van Rijsselberge (Holanda)

prata: Wang Aichen (China)

bronze:  Ivan Pastor (Espanha)

 

RS:X FEMININA

  • embarcação de uma pessoa, onde o atleta fica em pé. Possui velas maiores, com 9,5 m² para homens e 8,5 m² para as mulheres. Muito similar ao windsurfe.

HISTÓRICO: A RS:X começou a ser disputada com esse nome em 2008, mas já era disputada com outros nomes desde 1992. Nunca houve um país que conseguiu duas medalhas de ouro. Nova Zelândia, Hong Kong, Itália, França, China e Espanha são as vencedoras desde 1992. A neozelandesa Barbara Kendall e a italiana Alessandra Sensini são as maiores atletas da história da classe: conseguiram um ouro, uma prata e um bronze. A China lidera o quadro de medalhas com um ouro e duas pratas.

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A prova deve ser muito disputada. 6 campeãs mundiais e 5 medalhistas olímpicas disputam a prova. A britânica Byrony Shaw (foto) já bateu na trave em 3 mundiais recentes e foi bronze em Pequim 2008. Chega ao Rio bem, tentando finalmente chegar ao lugar mais alto do pódio. A italiana Alessandra Sensini tenta conquistar sua quarta medalha olímpica. Todas as medalhistas de Londres há 4 anos tentarão repetir o feito no Rio. Fique atento também nas atletas de França, China, Polônia, Israel e Holanda.

 byrony shaw

 

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Bryony Shaw (Grã-Bretanha) – vice-campeã mundial em 2013, 2015 e 2016. Venceu duas etapas da Copa do Mundo em 2016.

Charline Picon (França) – campeã mundial 2014

Chen Pena (China) – campeã mundial 2015

Małgorzata Białecka (Polônia) – campeã mundial 2016

Lilian De Geus (Holanda) – terceira colocada nos mundiais 2015 e 2016, medalhista em duas etapas da Copa do Mundo em 2016

Marina Alabau (Espanha) –  vice-campeã mundial 2014, campeã em Londres 2012

Tuuli Petaja Siren (Finlândia) – vice-campeã em Londres 2012

Maayan Davidovich (Israel) – terceira colocada nos mundiais 2013 e 2014

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Patrícia Freitas representará o Brasil. Foi bem em 2015, quando venceu o Pan de Toronto e conseguiu manter uma regularidade entre as melhores atletas. Seu maior feito foi uma expressiva terceira colocação em uma das etapas da Copa do Mundo em 2015. Em 2016, ficou em quarto lugar em Miami, e oitavo em Hyeres, mas no Mundial ficou na décima sétima colocação.

Ela é uma das atletas que podem surpreender, principalmente pelo fato de que é nascida no Rio de Janeiro o que lhe dá um conhecimento único sobre a Baía de Guanabara. Diríamos que suas chances de medalha são de médias a boas.

patricia freitas vela

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Bryony Shaw (Grã-Bretanha)

prata: Lilian De Geus (Holanda)

bronze:  Alessandra Sensini (Itália)

Brasil: sexto lugar

 

LASER MASCULINA

  • A mais tradicional embarcação da vela. O barco possui 4,23 m de comprimento total e 3,81 m de comprimento na linha de água, pesando 56,7 k

HISTÓRICO: A classe laser entrou para o programa olímpico em 1996 e tem Brasil e Grã-Bretanha empatados como maiores vencedores. Ambos têm duas medalhas de ouro e uma de prata. O desempenho do Brasil é todo de Robert Scheidt, um dos maiores velejadores da história. A edição de Londres 2012 ficou marcada como a primeira vez que nenhum dos dois países conquistou o ouro nem subiu ao pódio. O ouro foi para a Austrália, a prata para o Chipre e o bronze para a Suécia. Além dos dois maiores vencedores da modalidade, apenas Eslovênia e Austrália conseguiram mais de uma medalha.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Nick Thompson (foto), da Grã-Bretanha, é o nome a ser batido. Foi bicampeão em 2016 e 2015 e terceiro colocado em 2014. Só que o britânico terá que encarar o maior atleta da história da classe laser e ainda por cima, na casa dele. O brasileiro Robert Scheidt, que em 2012 disputou por outra classe, retorna ao barco que lhe deu duas medalhas de ouro olímpicas. Há também muitos medalhistas olímpicos e mundiais, então a classe deve ser disputada. Fique atento nos atletas de Alemanha, Chipre, Austrália, França e Holanda.

nick thompson vela

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Nick Thompson (Grã-Bretanha) – bicampeão mundial em 2016 e 2015, terceiro colocado em 2014

Philipp Buhl (Alemanha) – vice-campeão mundial 2015 e terceiro colocado em 2013.

Tom Burton (Austrália) –  vice-campeão mundial 2014 e terceiro colocado em 2014.

Robert Scheidt (Brasil) – campeão mundial em 2013, vencedor de uma das etapas da Copa do Mundo 2016

Jean Baptiste Bernarz (França) – vice campeão mundial em 2016

Pavlos Kontides (Chipre) – vice-campeão em Londres 2012 e  vice-campeão mundial em 2015

Rutger van Schaardenburg (Holanda) – terceiro colocado no mundial 2016

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Robert Scheidt (43 anos), um dos maiores atletas olímpicos da história do Brasil, representará o país na classe laser. O brasileiro é o maior campeão mundial da modalidade. São 9 títulos, 2 vice-campeonatos e um terceiro lugar. Em Jogos Olímpicos, ele foi campeão em 1996 e 2004 e vice em 2000. Após o título de 2004, Scheidt (foto) decidiu mudar para a classe Star, onde conquistou uma prata em 2008 e um bronze em 2012. Voltou a disputar a classe Laser porque a Star saiu do programa olímpico após 2012. Pode conquistar sua sexta medalha olímpica no Rio de Janeiro, se tornando assim o maior medalhista da história do país em Jogos Olímpicos, ultrapassando o também velejador Torben Grael.Terá vida dura contra o britânico Nick Thompson, atual bi-campeão mundial. Mas o fator casa e o alto conhecimento da Baía de Guanabara por Scheidt, creditam-no como favorito. As chances de medalha são altas.

scheidt

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Robert Scheidt (Brasil)

prata: Nick Thompson (Grã-Bretanha)

bronze:  Philipp Buhl (Alemanha)

 

 

RADIAL LASER FEMININA

  • A mais tradicional embarcação da vela. O barco possui 4,23 m de comprimento total e 3,81 m de comprimento na linha de água, pesando 56,7 k

HISTÓRICO: A classe laser entrou para o programa olímpico apenas em 2008 e tem Estados Unidos e China como únicos vencedores. Apenas a China conquistou medalhas nas duas edições (um ouro em 2012 e um bronze em 2008 para a atleta Xu Lija). A lituana Gintarė Volungevičiūtė, esposa do brasileiro Robert Scheidt, foi medalhista de prata em 2008. Holanda e Bélgica conquistaram as outras medalhas da laser.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A prova promete ser disputada. Para se ter uma ideia, nos últimos 4 mundiais, 8 atletas conquistaram 12 medalhas. Todas estarão no Rio. Algumas delas inclusive tem medalhas em Jogos Olímpicos passados. Marit Bouwmeester, da Holanda, é uma que tem várias medalhas olímpicas e mundiais no currículo e está bem em 2016. A atual campeã mundial Alison Young, da Grã-Bretanha está muito bem no ano. A lituana Gintarė Volungevičiūtė, esposa do brasileiro Robert Scheidt, já foi campeã do mundo em 2012 e vice-campeã olímpica em 2008.Fique atento ainda nas atletas de EUA, Bélgica, Dinamarca e Suécia.

holandesa vela

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Marit Bouwmeester (Holanda) – Campeã mundial e 2014 e vice em 2015, vice-campeã olímpica em 2012, campeã em uma das etapas da Copa do Mundo

Paige Railey (EUA) –  vice-campeã mundial em 2016, terceira colocada em 2013

Alison Young (Grã-Bretanha) – campeã mundial 2016 e terceira colocada em uma das etapas da Copa do Mundo neste ano

Anne Marie Rindom (Dinamarca) – campeã mundial em 2015 e terceira colocada em 2016

Evi Van Acker (Bélgica) – terceira colocada em Londres 2012 e nos mundiais 2014 e 2015. Medalhista em todas as provas importantes de 2015.

Josefin Olsson- (Suécia) – vice-campeã mundial em 2014. Vice-campeã em uma das etapas da Copa do Mundo neste ano

Tina Mihelic (Croácia) – campeã mundial em 2013

Tuula Tenkanen (Finlândia) – vice-campeã mundial 2013

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

A brasileira Fernanda Decnop, carioca de 29 anos, representa o Brasil. Em 2016, na etapa do mundo de Miami, ela terminou na vigésima quarta colocação. Além disso, ela conquistou uma medalha de bronze no Pan de Toronto 2015. Está abaixo das principais competidoras. A torcida é para que seu conhecimento da Baía de Guanabara a ajude a conseguir alguma surpresa.. As chances de medalha são baixas.

fernanda decnop vela

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Marit Bouwmeester (Holanda)  

prata: Evi Van Acker (Bélgica)

bronze:  Anne Marie Rindom (Dinamarca)

 

470 MASCULINA

  • Embarcação composta por duas pessoas, com a vela medindo é 4,70 m (daí o nome da classe). Era aberta aos dois sexos até os Jogos de Seul-1988, quando passou a ser dividida em masculino e feminino

 

HISTÓRICO: A classe 470 entrou para o programa olímpico em 1976, já foi disputada 10 vezes e tem os Estados Unidos como maiores medalhistas (5 no total, sendo uma de ouro, quatro de prata e uma de bronze). Nas primeiras cinco edições, a Espanha dominou com dois ouros e uma prata. O Brasil venceu em 1980 com Marcos Soares e Eduardo Penido. A partir de 1996, Grã-Bretanha e Austrália viraram potências. Os britânicos venceram 4 medalhas de pratas e os australianos 3 de ouro, incluindo as duas últimas.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A classe 470 masculina deve ver uma boa briga entre australianos e croatas. Matt Belcher e Will Ryan (foto) bateram Sime Fantela e Igor Marenic nos mundiais de 2014 e 2015, mas os croatas finalmente conseguiram dar o troco em 2016. Nesse ano, ganharam outra prova da dupla australiana. Dois lugares do pódio devem ficar com essas duas duplas. Para o outro, briga boa entre França, Grécia e Nova Zelândia. A dupla argentina pode surpreender.

 australia 470 vela

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Matt Belcher e Will Ryan (Austrália) – tricampeões mundiais em 2013, 2014 e 2015, terceiros colocados no mundial 2016. Duas medalhas em importantes competições em 2016

Sime Fantela e Igor Marenic (Croácia) – campeões mundiais em 2016, vice-campeões mundiais em 2014 e 2015. Vencedores em uma das principais competições do ano

Paul Snow-Hansen e Daniel Wilicox (Nova Zelândia) – vice-campeão mundial 2016

Sofian Bouvet e Jeremie Mion- (França) – terceiros colocados no mundial 2016

Pavel Sozykin e Denis Gribanov (Rússia) – terceiros colocados no mundial 2015

Panagiotis Mantis e Pavlos Kagialis (Grécia) –  terceiros colocados nos mundiais 2013 e 2014. Duas medalhas em importantes competições em 2016

Lucas Calabrese e Juan de La Fuente (Argentina) – terceiros colocados em Londres 2012, terceiros colocados em uma das principais competições em 2016

Stuart Mcnay e David Hughes (EUA) – Duas medalhas em importantes competições em 2016

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil será representado pela dupla carioca Bruno Bethlem e Henrique Haddad (foto). Os dois não tiveram grandes resultados no ciclo e estão abaixo dos principais competidores. As mulheres da 470 estão melhores e possuem mais chances. As chances de medalha são baixas.

bruuno bethlem vela

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Matt Belcher e Will Ryan (Austrália)

Prata: Sime Fantela e Igor Marenic (Croácia)

Bronze: Panagiotis Mantis e Pavlos Kagialis (Grécia)

 

470 FEMININA

  • Embarcação composta por duas pessoas, com a vela medindo é 4,70 m (daí o nome da classe). Era aberta aos dois sexos até os Jogos de Seul-1988, quando passou a ser dividida em masculino e feminino

HISTÓRICO: A classe 470 feminina entrou para o programa olímpico em 1988 e já foi disputada 7 vezes. A Espanha venceu duas das primeiras três edições e ainda conquistou uma prata na edição de 2004. É portanto, a maior vencedora da modalidade. Os países da Oceania se tornaram duas potências da 470 feminina ao longo do tempo. Austrália e Nova Zelândia tem 3 ouros nas últimas 4 edições, sendo dois deles australianos. Estados Unidos (1988) e Grécia (2004) são os outros vencedores. Em 2008, as brasileiras Isabel Swan e Fernanda Oliveira surpreenderam e conquistaram uma medalha de bronze para o Brasil.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Nos últimos 4 mundiais, 3 países dominaram os pódios na 470 feminina: Nova Zelândia, Áustria e França. Das 12 medalhas distribuídas, só três não foram para o trio, sendo uma de bronze para a China em 2013 e uma prata e um bronze para a Grã-Bretanha. As austríacas foram bicampeãs mundiais, as francesas são as atuais campeãs mundiais e as neozelandesas são atuais campeãs olímpicas e tem 5 medalhas em mundiais desde 2010. A briga entre estes 3 países deve ser boa. A surpresa é que o Brasil pode surpreender. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (foto) são as mais regulares em 2016.

 MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Jo Aleh e Olivia Powrie (Nova Zelândia) – campeãs mundiais em 2013, vice-campeãs em 2014 e 2016, campeãs em Londres 2012

Camile Lecointre e Helene Defrance (França) – campeãs mundiais em 2016, terceiras colocadas em 2015., medalhistas em uma das competições importantes em 2016

Lara Vadlau e Olanta Ogar (Áustria) – bicampeãs mundiais 2014 e 2015. Vice-campeãs mundiais em 2013 e terceiras colocadas em 2016. Prata na etapa de Miami 2016

Hannah Mills e Saskia Clark (Grã-Bretanha) – vice-campeãs mundiais em 2015 e bronze em 2014. Vencedoras  em uma das competições importantes em 2016

Huang Lizhu e Wang Xiaoli (China) –  Wang foi terceira colocada no mundial 2013 com outra parceira

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (Brasil) – medalhistas em todas as competições importantes em 2016

 fernanda oliveira ana barbachan

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

As gaúchas Fernanda Oliviera (35 anos) e Ana Barbachan (26 anos) representam o Brasil. Fernanda disputará a sua quinta Olimpíada e tem em seu currículo olímpico uma inédita medalha de bronze para o Brasil conquistada em Pequim 2008 ao lado de Isabel Swan. Com Ana, disputou a Olimpíada de Londres e ficou na sexta colocação, a poucos pontos da medalha de bronze. Pela regularidade e pelo fato de navegar em águas bastante conhecidas, diríamos que as chances de medalha são altas.

 

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Jo Aleh e Olivia Powrie (Nova Zelândia)

Prata: Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (Brasil)

Bronze: Lara Vadlau e olanta Ogar (Áustria)

 

49er MASCULINA

  • Embarcação rápida, composta por duas pessoas, com a vela medindo é 4,90 m (daí o nome da classe). Era aberta aos dois sexos até os Jogos de Pequim 2008, quando passou a ser disputada somente pelo masculino. Única classe com 16 regatas ao invés de 10, o mais comum na vela.

 

HISTÓRICO: A classe 49er entrou para o programa olímpico em 2000, já foi disputada 4 vezes e tem Espanha e Dinamarca como maiores medalhistas. A dupla espanhola Iker Martínez e Xabier Fernández foi a única que conseguiu subir ao pódio olímpico duas vezes, em 2004 (ouro) e 2012 (bronze). A Dinamarca conquistou ouro em 2008 e bronze em 2012. Finlândia (2000) e Austrália (2012) são os outros vencedores.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A medalha de ouro na 49er é uma das mais fáceis de prever. Perter Burling e Blair Tuke (foto),da Nova Zelândia, só não perdem se uma catástrofe acontecer. Depois da medalha de prata em Londres em 2012, a dupla foi campeã mundial quatro vezes seguidas. Os australianos e austríacos são os que tem mais condições de surpreender. A dupla australiana é atual campeã olímpica e a austríaca é a atual vice-campeã mundial. O campeão olímpico em 2008 Jonas Warrer, da Dinamarca, está com um novo parceiro e também deve brigar pelo pódio. Fique atento ainda para as duplas de Portugal e Grã-Bretanha.

 peter burling vela

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Peter Burling e Blair Tuke (Nova Zelândia) – tetracampeões mundiais de 2013 a 2016 e vice-olímpicos em Londres 2012. Vencedores de uma das etapas mais importantes competições em 2016

Nathan Outteridge e Iain Jensen (Austrália) –  campeões em Londres 2012. Terceiros colocados  no mundial 2014 e prata em 2015. medalhas em uma das importantes competições em 2016

Nico Delle e Nikolaus Resch (Áustria) –  vice-campeões mundial 2016 e do evento teste 2015

Jonas Warrer e Christian Peter (Dinamarca) – medalhistas em uma das importantes competições em 2016

Fletcher Scott/ Alain Sign- Grã-Bretanha:  bronze no mundial 2016

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil será representado pela dupla carioca Marco Grael (26 anos) e Gabriel Borges (23 anos). Marco é filho do multi medalhista olímpico Torben Grael e irmão de Martine Grael, favorita ao ouro na classe 49er FX.  Com Gabriel no mundial deste ano, ficou na 49ª colocação. Em uma das etapas da Copa do Mundo alcançaram um bom décimo terceiro lugar. Se terminarem entre os 10 primeiros já será um bom resultado. As chances de medalha são baixas.

marco grael

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Matt Belcher e Will Ryan (Austrália)

Prata: Sime Fantela e Igor Marenic (Croácia)

Bronze: Panagiotis Mantis e Pavlos Kagialis (Grécia)

 

49er FX FEMININA

  • Embarcação rápida, composta por duas pessoas, com a vela medindo é 4,90 m (daí o nome da classe). Era aberta aos dois sexos até os Jogos de Pequim 2008, quando passou a ser disputada somente pelo masculino. A classe faz a sua estreia em Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

 

HISTÓRICO/QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A classe 49er FX estreia no programa olímpico em 2016. 20 duplas tentarão se tornar as primeiras medalhistas de ouro da classe. E uma das candidatas é brasileira. A dupla Martine Grael e Kahena Kunze (foto) foi campeã do Mundial de 2013 e ainda foi prata em 2014 e 2015. São muito regulares e grandes candidatas. As duplas de Espanha, Itália, Nova Zelândia e Dinamarca são as principais adversárias.

 

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Martine Grael e Kahena Kunze (Brasil) – campeãs mundiais em 2014, vice-campeãs em 2013 e 2015, medalhistas em uma das etapas importantes da Copa do Mundo 2016

Giulia Conti e Francesca Clapcich (Itália) – campeãs mundiais em 2015, terceiras colocadas em 2016 e vice-campeãs do evento teste 2015

Tamara Echegoyen e Berta Betanzos (Espanha) – campeãs mundiais em 2016

Alexandra Maloney e Molly Meech (Nova Zelândia) – campeãs mundiais em 2013, vencedoras de uma das etapas importantes da Copa do Mundo 2016

Victoria Jurczok e Anika Lorenz (Alemanha) – terceiros colocadas no mundial 2016

Sarah Steyaert e Aude Compan (França) – Sarah foi terceira colocada no mundial 2013 com outra parceira

Jena Mai Hansen e Katja Iversen (Dinamarca) medalhistas em duas das etapas importantes da Copa do Mundo 2016, quartas colocadas no mundial 2015

Charlotte Dobson e Sophie Ainsworth (Grã-Bretanha) – vencedoras de uma das etapas importantes da Copa do Mundo 2016

 martine e kahena vela

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

A carioca Martine Grael (25 anos) e a paulista Kahena Kunze (25 anos) representam o Brasil. Martine é filha do multi medalhista olímpico brasileiro Torben Grael. A dupla é uma das candidatas ao ouro na categoria. Foram campeãs mundiais em 2014, vice-campeãs em 2013 e 2015 e ficaram em sexto em 2016, muito próximas ao pódio. Em 2016, chegaram em segundo em uma das principais etapas da Copa do Mundo. No evento-teste realizado em 2015, as duas foram campeãs, mostrando que tem conhecimento elevado sobre a Baía de Guanabara. As chances de medalha são altas.

PALPITE DO GUIA:

Ouro:  Martine Grael e Kahena Kunze (Brasil)

Prata: Jena Mai Hansen e Katja Iversen (Dinamarca)

Bronze: Giulia Conti e Francesca Clapcich (Itália)

 

NACRA 17 MISTA

  • Embarcação grande do tipo catamarã, pesa 141kgs e é composta por duas pessoas. É a única das classes do programa olímpico de 2016 em que a participação é mista. Faz a estreia em jogos olímpicos em 2016

 

HISTÓRICO/QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Os franceses Billy Besson e Marie Riou (foto) são os favoritos absolutos ao ouro. Venceram os 4 campeonatos mundiais no último ciclo olímpico. Para a prata e bronze, a briga deve ser acirrada. Austrália, Dinamarca, Áustria e Holanda devem são candidatos. A Argentina pode surpreender.

nacra

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Billy Besson e Marie Riou (França) – campeãs mundiais de 2013 a 2016

Jason Waterhouse e Lisa Darmanin (Austrália) – vice-campeões mundiais em 2015 e terceiros colocados em 2014

Allan Norregaard e Anette Andreasen (Dinamarca) – vice-campeões mundial 2016

Mandy Mulder e Coen De Koning (Holanda) – terceiros colocados no mundial 2015. Medalhistas em duas das principais competições em 2016

Vittorio Bissaro e Silvia Sicouri (Itália) – terceiros colocados no mundial 2016 e medalhistas em uma das principais competições em 2016

Santiago Lange e Cecilia Carranza (Argentina) – vice-campeões mundiais em 2014

Fernando Echavarri e Tara Pacheco (Espanha) – campões em uma das principais competições em 2016

Matias Buhler e Nathalie Brugger (Suíça) – terceiros colocados no mundial 2013

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil terá o gaúcho Samuel Albrecht (34 anos) e a carioca Isabel Swan (32 anos).Os dois participaram da Olimpíada de 200, onde Isabel conseguiu uma medalha de bronze na classe 470, ao lado de Fernanda Oliveira. A dupla vem evoluindo. Neste ano, disputaram duas competições, ficando na 22ª colocação em uma e na 9ª colocação na outra. As chances de medalha são baixas

 samuel vela

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Billy Besson e Marie Riou (França)

Prata: Santiago Lange e Cecilia Carranza (Argentina)

Bronze:Jason Waterhouse e Lisa Darmanin (Austrália)



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.