GUIA RIO 2016 TORCEDORES.COM – SAIBA TUDO SOBRE ESGRIMA

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O Torcedores.com continua seu especial para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 que conta um pouco da história de cada esporte olímpico, algumas curiosidades para você contar por aí, além de informar os favoritos das provas e quem são os brasileiros nelas. Falaremos um pouco da Esgrima, modalidade em que o Brasil tem atletas que podem surpreender.

LEIA O GUIA RIO 2016 DE OUTROS ESPORTES:
ATLETISMO, BADMINTONBASQUETE MASCULINO, BASQUETE FEMININO, BOXECANOAGEM VELOCIDADECANOAGEM SLALOM, CICLISMO BMX, CICLISMO ESTRADA, CICLISMO MOUNTAIN BIKE, CICLISMO PISTA,  ESGRIMAFUTEBOL MASCULINOFUTEBOL FEMININO, GINÁSTICA ARTÍSTICA, GINÁSTICA RÍTMICA, GINÁSTICA DE TRAMPOLIM, GOLFEHANDEBOLHIPISMO, JUDÔ, LEVANTAMENTO DE PESO, LUTA, MARATONA AQUÁTICA, NADO SINCRONIZADO, NATAÇÃO, PENTATLO MODERNOPOLO AQUÁTICO, REMORUGBY DE SETE, SALTOS ORNAMENTAIS,TAEKWONDOTÊNISTÊNIS DE MESA,TIRO COM ARCOTIRO ESPORTIVO, TRIATLO, VELAVÔLEI FEMININO, VÔLEI MASCULINOVÔLEI DE PRAIA

 

ESPORTE: ESGRIMA

INTRODUÇÃO: A esgrima é um dos esportes mais tradicionais e um dos únicos cinco que estão presentes nos Jogos Olímpicos da Era Moderna desde a sua primeira edição, em 1896. O surgimento do esporte, entretanto, vem de muito antes do século XIX, quando o mundo ainda estava na Idade Média.

crédito: reprodução site Federação Internacional de Esgrima
crédito: reprodução site Federação Internacional de Esgrima

 

Àquela época, as espadas faziam parte da vida dos nobres europeus e eram sinônimo de status, e por muitas vezes, foram utilizadas para resolver assuntos pessoais através de duelos, muitas vezes violentos e até fatais. Na França do século XVIII, foi criado um tipo de espada mais leve, o florete, a fim de diminuir os sangrentos duelos. As máscaras protetoras foram também foram introduzidas pelo mesmo motivo, por volta de 1700. Um século mais tarde, a esgrima como esporte moderno começou a se organizar com a criação das regras básicas criadas pelo francês Camille Prevost. Nesta época também foi realizado o primeiro grande torneio internacional de esgrima, em Ilsington, Inglaterra. A primeira participação olímpica ocorreu em 1896 com a disputa do sabre e do florete para os homens. As mulheres começaram a disputar em 1924, com os torneios já supervisionados pela Federação Internacional de Esgrima, fundada onze anos antes. Na década de 1930 apareceu a espada elétrica e 20 anos mais tarde o placar eletrônico foi introduzido. Hoje em dia, são 10 provas olímpicas nas 3 armas da esgrima (sabre, florete e espada). Ao todo, são distribuídas 10 medalhas, 5 para os homens e 5 para as mulheres.

esgrima armas

 

 VOCÊ SABIA?

  • Que William Shakespeare foi um dos primeiros a utilizar o termo “fence” (esgrimar, em inglês) em sua peça “As Alegres Comadres de Windsor”?
  • Que não existe uma “luta de esgrima”? O termo correto é “jogo de esgrima”.
  • Que apenas um atleta na história conseguiu a medalha de ouro nas três armas da esgrima? Foi o italiano Nedo Nadi.
  • Que o ator americano Tom Cruise é esgrimista? Ele é tão fã do esporte que possui em sua casa uma pista própria para jogar com seus amigos. Ele inclusive ensinou o também ator americano Will Smith a praticar o esporte.
  • Que a italiana Valentina Vezzali é uma das únicas cinco atletas da história dos jogos olímpicos de verão a conquistar medalhas consecutivas em cinco edições de Jogos Olímpicos em uma única modalidade? Foram 3 ouros, uma prata e um bronze no florete individual de 1996 até 2012 para Valentina.
  • Que a cor dos uniformes dos esgrimistas é branca porque tornava mais fácil a identificação dos pontos antes do sistema eletrônico ser introduzido? Naquela época, as armas eram mergulhadas em tinta ou em giz para que o ponto ficasse visível

 

COMO FUNCIONA A DISPUTA?

Ocorrem disputas nas três armas no masculino e feminino e quatro competições por equipes, sendo duas na espada (masculino e feminino) uma no sabre (feminino) e uma no florete (masculino). São portanto, 10 medalhas distribuídas

Na disputa individual, ganha aquele que chegar primeiro a 15 pontos ou quem estiver ganhando após o término do tempo estipulado (três tempos de três minutos, com o cronômetro parando a cada interrupção dos juízes). Os oito primeiros colocados do ranking são cabeça de chave e já entram na rodada de 32. A partir daí,o atleta precisa vencer três partidas para chegar nas semifinais.

Na disputa por equipes (formadas por 3 atletas), troca-se o atleta a cada cinco minutos. O atleta que entra herda a pontuação do que saiu. A disputa vai até 45 pontos. Oito equipes disputam e as vencedoras dos quatro duelos avançam à semifinal.

 

ESPADA

DIFERENÇA PARA AS OUTRAS DUAS ARMAS:

A espada é a maior e mais pesada das três armas – mede 110 cm e pesa por volta de 770 g – e tem a ponta retrátil. Qualquer toque no adversário, dos pés à cabeça, é valido como pontuação. Dentre as três armas, é a mais adequada aos jogadores altos.

Amanda Simeão, reperesentante do Brasil na Espada
Amanda Simeão, representante do Brasil na Espada

 

ESPADA FEMININA INDIVIDUAL

HISTÓRICO: a espada feminina só entrou para o programa olímpico em 1996. A França é a maior medalhista da prova, com cinco medalhas (dois ouros, uma prata e um bronze) no total. Venceu a primeira medalha de ouro e ainda fez uma dobradinha. Em 2004 e 2008, a húngara Tímea Nagy foi bi-campeã olímpica. Seu país é o segundo maior medalhista na modalidade com quatro medalhas no total (dois ouros e dois bronzes). Em 2008, a Alemanha ficou com o ouro, marcando a primeira vez que o primeiro lugar do pódio não ficou com França ou Hungria. Quatro anos mais tarde, nenhum dos dois tradicionais países sequer chegou ao pódio pela primeira vez em cinco edições.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Itália (foto) e Rússia chegam fortes na espada feminina. Ambas têm 3 atletas ranqueadas entre as 30 melhores do mundo. A França, curiosamente, não tem nenhuma, apesar da tradição. A China cresceu muito nos últimos anos, conseguindo um inédito bronze em 2012. Em 2016, a líder é chinesa e deve dar trabalho também. Hungria, Tunísia, Romênia, Estônia e Estados Unidos também podem surpreender.

Rosella Flamingo, uma das favoritas ao ouro na espada. Crédito: reprodução facebook
Rosella Flamingo, uma das favoritas ao ouro na espada. Crédito: reprodução facebook

 

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Rossella Fiamingo (Itália) – bicampeã mundial 2014 e 2015

Xu Anqi (China) – terceira colocada no mundial 2015 e líder do ranking mundial em 2016

Tatiana Logunova (Rússia) – terceira colocada no ranking mundial 2016

Sarra Besbes (Tunísia) – terceira colocada no mundial em 2015

Yana Shemyakina (Ucrânia) – terceira colocada no mundial 2014 e campeã olímpica 2012

Julia Beijajeva (Estônia) – campeã mundial em 2013

Erika Kirpu (Estônia) – terceira colocada no mundial 2014

Emese Szasz-(Hungria) –  terceira colocada no mundial 2013

Sun Yujie (China) –  terceira colocada na Olimpíada 2012

Ana Maria  Popescu (Romênia) sexta colocada no ranking mundial 2016

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

crédito: reprodução facebook
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Três atletas representam o Brasil. Amanda Simeão ( 68º do ranking) , Rayssa Costa ( 62º do ranking) e Nathalie Moellhausen (foto). Destas, a última é a maior esperança do Brasil. A italiana naturalizada brasileira já foi campeã europeia pelo seu país de nascença em 2007 e campeã mundial por equipes em 2009. Além disso, tem mais quatro medalhas em grandes competições: bronze no campeonato mundial individual em 2010, bronze por equipes no mundial em 2011, prata no campeonato europeu por equipes em 2009 e bronze no campeonato europeu individual em 2011. Ela foi a única brasileira a se classificar sem o sistema de cotas para o país sede. Na vigésima terceira colocação do ranking, consegue encarar as principais atletas do mundo de igual para igual. Não entra como favorita a medalha, mas pode surpreender. Diríamos que as chances de medalhas de Nathalie são médias.

 

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Rossella Fiamingo (Itália),

prata: Tatiana Lugonova (Rússia)

bronze: Sarra Besbes (Tunísia)

Nathalie Moellenhausen: chega às quartas-de-final

 

ESPADA POR EQUIPES FEMININA

HISTÓRICO: A prova por equipes da espada feminina é disputada desde 1996 e apenas ficou de fora dos jogos de Pequim 2008. A França foi a primeira campeã, com Itália e Rússia ficando com prata e bronze. As russas conseguiram em 2000 e 2004 um bicampeonato. Após um hiato de 8 anos, a espada feminina por equipes voltou e teve uma dobradinha asiática, com China e Coreia do Sul vencendo ouro e prata. Com o bronze indo para os Estados Unidos, esta edição ficou marcada como a primeira da história da esgrima feminina em que nenhum país da Europa subiu ao pódio.

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QUEM CHEGA BEM AO RIO/ MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO

São apenas 8 países disputando a medalha, incluindo o Brasil. A China, atual campeã olímpica e mundial chega muito forte para tentar o bi-campeonato olímpico. Em um nível abaixo, estão Romênia (foto), vice-campeã mundial em 2015, terceira colocada em 2013 e atual líder do ranking mundial, Rússia (campeã mundial em 2013 e 2014), Estônia (vice-campeã mundial em 2014) e Ucrânia (terceira colocada no mundial 2015). Coreia do Sul e Estados Unidos, países que conquistaram há quatro anos as medalhas de prata e bronze nas olimpíadas também participam, mas estão um pouco abaixo. França e Brasil não devem ter muitas chances.

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QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Nathalie Moellhausen, Rayssa Costa (foto) e Amanda Simeão, as três atletas que competirão no individual, representarão o Brasil na prova por equipes.. Nathalie Moellhausen até pode deixar o Brasil na frente em seu duelo, mas as outras duas estão um nível abaixo das outras atletas. Entretanto, como o esporte as vezes é imprevisível e como são apenas 8 equipes na disputa, uma surpreendente vitória das brasileiras no primeiro confronto já as colocaria na semifinal. As chances de medalha Brasil são baixas.

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PALPITE DO GUIA

Ouro: Romênia; prata: China; bronze: Estônia

 

ESPADA MASCULINA INDIVIDUAL

HISTÓRICO: a espada masculina é a prova mais “recente” dentre as três do programa olímpico. Entrou no programa na segunda edição dos jogos, em 1900, quatro anos depois do sabre e do florete. Assim como nas outras categorias, os países da Europa Central dominam as medalhas. Para se ter uma ideia, das 78 medalhas entregues até hoje, apenas 26 não foram para países do centro europeu. A Itália lidera com 7 ouros, seguida pela França, com 5. Os franceses têm o maior número de medalhas, entretanto (21 contra 16). Desde 1996, porém, a espada ficou mais democrática. França e Itália só medalharam 3 vezes nas últimas cinco edições dos jogos, com apenas um ouro para os italianos. Destaques para Rússia, Cuba, Coreia do Sul, Espanha e para a Venezuela, que conseguiu a primeira medalha olímpica da esgrima para a América do Sul em mais de 100 anos de disputas ao vencer quatro anos atrás, nos Jogos de Londres.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Em qualquer prova da Esgrima, fique atento sempre aos atletas da França e da Itália, maiores potências do esporte. Na espada, o francês Gauthier Gruimier (foto) é o líder do ranking em 2016, seguido de perto pelo italiano Enrico Garozzo. O atleta da Hungria chega ao Rio com a faixa de campeão mundial . Fique atento ainda em Coreia do Sul, Rússia, Suíça e Estônia.

esgrima gauthier

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIAIS PARTICIPANTES:

Gauthier Grumier (França) – Líder do ranking mundial em 2016, vice-campeão mundial em 2015 e terceiro colocado em 2014.

Enrico Garozzo (Itália) – vice-líder do ranking mundial em 2016. Terceiro colocado no mundial 2015

Geza Imre (Hungria) – campeão mundial em 2015

Bogdan Niksin (Ucrânia) –  quarto colocado no ranking mundial 2016

Yannick Borel (França) – Quinto colocado no ranking mundial 2016

Daniel Jerent (França) – sexto colocado do ranking mundial 2016

Ruben Limardo (Venezuela) vice-campeão mundial em 2013 e campeão olímpico

Park Kyoung-doo (Coreia do Sul) – vice-campeão mundial 2014

Jung Seung-hwa (Coreia do Sul) – terceiro colocado no mundial 2015

Nikolai Novosjolov-(Estônia) –  campeão mundial em 2013

Pavel Sukhov (Rússia) –  terceiro colocado no mundial  2013

Fabian Kauter (Suiça) – terceiro colocado no mundial 2013

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL?

3 brasileiros representam o país na espada masculina, todos classificados através das cotas para o país-sede. O melhor ranqueado é o paranaense Athos Schwantes, 65º do ranking mundial. Guilherme Melaragno (111º no ranking) e Nicolas Ferreira ( 132º do mundo) também disputam. As chances são baixas, entretanto. É possível que vençam a primeira luta, mas a partir daí, fica difícil para os brasileiros. Chegar entre os 16 melhores será um grande resultado.  As chances de medalha são baixas.

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PALPITE DO GUIA:

ouro: Enrico Garozzo (Itália)

prata: Bogdan Nishkin (Ucrânia)

bronze Geza Inre (Hungria)

 

SABRE

DIFERENÇA PARA AS OUTRAS DUAS ARMAS:

Dentre as três armas, o sabre é a mais ágil. É a menor e mais leve – tem cerca de 88 centímetros e pesa cerca de 500 gramas – e tem a lâmina mais flexível de todas as três. Qualquer toque acima da cintura do adversário já é considerado como ponto. Seus lados também são válidos para tocar o corpo do adversário.

esgrima sabre

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SABRE MASCULINO INDIVIDUAL

HISTÓRICO: A prova do sabre masculino individual é a mais antiga da esgrima juntamente com o florete. Está presente no programa olímpico desde 1896 e já foi disputada 27 vezes. Nas primeiras edições, o grande destaque foi a Hungria com 11 ouros conquistados em 12 disputados de 1908 até 1964. A partir de 1968, a União Soviética cresceu, conquistando um tri-campeonato de 1972 até 1980. Na década de 1980 e 1990, França, Itália, Hungria e Rússia dominaram as medalhas. A partir de 2000, a modalidade se “globalizou”, com Romênia, China, Ucrânia e Alemanha vencendo medalhas.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A prova do sabre promete ser bem equilibrada. Nenhum dos atletas foi extremamente dominante no último ciclo. A Rússia tem dois atletas que devem brigar pelas medalhas: Alexey Yakimenko (foto), atual campeão mundial e Nikolay Kovalev, campeão mundial em 2014. O húngaro campeão olímpico Aron Szilagyi e o italiano vice-campeão olímpico Diego Occhiuzzi também estarão no Rio e estão bem em 2016. O romeno Tiberiu Dolniceanu foi o único que conseguiu medalhas nos três últimos mundiais. Além deles, os coreanos devem chegar bem.

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MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Alexey Yakimenko (Rússia) – campeão mundial 2015, terceiro colocado no mundial 2014, líder do ranking mundial 2016

Daryl Homer (EUA) – vice-campeão mundial 2015

Max Hartung (Alemanha) – terceiro colocado no mundial 2015

Nikolay Kovalev (Rússia) – campeão mundial 2014, vice-campeão mundial em 2013 e terceiro colocado na Olimpíada 2012

Tiberiu Dolniceanu (Romênia) – terceiro colocado nos mundiais 2013, 2014 e 2015

Tiberiu DolniceanuBongil Gu (Coreia do Sul) – vice-campeão mundial 2014 e número 4 do ranking

Aron Szilagyi (Hungria) – terceiro colocado no mundial 2013, campeão olímpico 2012

Kim Junghwan (Coreia do Sul) – número 2 do ranking mundial 2016.

Diego Occhiuzzi (Itália) – vice-campeão olímpico em 2012

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil será representado pelo melhor esgrimista do Brasil Renzo Agresta (foto)que disputará sua quarta olimpíada. Ele está na vigésima posição do ranking (posição que lhe assegurou a vaga ao Rio) e vem bem em 2016. Foi campeão Pan-Americano de Esgrima vencendo atletas que figuram entre os melhores do mundo. Em Londres, ficou na vigésima segunda colocação. Experiente, Renzo pode surpreender. São 32 atletas. Para chegar às quartas-de-final, é preciso vencer duas vezes. Se isso acontecer, já será um grande resultado. Ele pode ir mais longe, entretanto. Diríamos que as chances de medalhas são médias.

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SABRE FEMININO INDIVIDUAL

HISTÓRICO: o sabre feminino só começou a ser disputado em jogos olímpicos em 2004 e é dominado pelos Estados Unidos. Das doze medalhas, cinco foram para as americanas. A atleta Mariel Magunis foi bi-campeã olímpica em 2004 e 2008. Em 2008, inclusive, as americanas conquistaram ouro prata e bronze, algo que nunca havia acontecido até então. Em Londres, entretanto, as americanas não conquistaram medalhas. O ouro ficou com a Coreia do Sul, a prata com a Rússia e o bronze com a Ucrânia.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A Rússia chega com Sofiya Velikaya, campeã mundial em 2015, e ainda com mais duas atletas muito bem ranqueadas. A ucraniana Olga Kharlan, terceira colocada em Londres 2012, teve um início de ciclo olímpico primoroso, sendo campeã mundial em 2013 e 2014. Em 2016, é a vice-líder do ranking. A bi-campeã olímpica em 2004 e 2008 Mariell Zagunis (foto), dos Estados Unidos também vem bem em 2016 e promete brigar pelo tri campeonato. Fique atento ainda para a francesa Cecília Berder e a húngara Anna Marton.

 

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MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIAIS PARTICIPANTES:

Sofiya Velikaya (Rússia) -campeã mundial 2015, vice-campeã olímpica 2012 e líder do ranking mundial em 2016.

Olga Kharlan (Ucrânia) – campeã mundial em 2013 e 2014 e terceira colocada na Olimpíada 2012

Mariel Zagunis (EUA) – vice-campeã mundial 2014 e terceira colocada no ranking em 2016

Yekaterina Dyachenko (Rússia) – terceira colocada no mundial 2014 e vice-campeão mundial em 2013

Cecília Berder (França) -vice-campeã mundial 2015

Anna Marton (Hungria) – terceiro colocado no mundial 2015

Chen Shen (China) – terceira colocada no mundial 2015

Kim Jiyeon- (Coréia do Sul) – terceira colocada no mundial 2013 e campeã olímpica em 2012

Yana Egorian (Rússia) – terceira colocada no mundial em 2014

Irene Vecchi (Itália) – terceira colocada no mundial 2013

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil terá Marta Baeza (foto), sexagésima quarta colocada no ranking mundial. A atleta disputará sua primeira edição de jogos olímpicos. Vem evoluindo bastante. De 2014 para cá, subiu quase setenta posições no ranking. Não tem resultados expressivos, entretanto. Se conseguir chegar entre as 16, será um grande resultado. As chances de medalha são baixas.

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PALPITE DO GUIA:

Ouro: Olga Kharlan (Ucrânia) 

prata: Mariel Zagunis (EUA)

bronze: Sofiya Velikaya (Rússia)

 

FLORETE

DIFERENÇA PARA AS OUTRAS DUAS ARMAS:

O florete é a arma mais comum entre os esgrimistas por ser uma arma de lâmina mais flexível. É menor e mais leve do que a espada – mede cerca de 90 cm e pesa cerca de 500 g – e para obter pontuação, é necessário acertar o torso do adversário.

 esgrima florete

FLORETE MASCULINO

HISTÓRICO: A prova do florete masculino individual é a mais antiga da esgrima juntamente com o sabre, ficando fora do calendário olímpico apenas em 1908. É dominado por França e Itália desde 1896. Para se ter uma ideia, os dois países têm 17 medalhas de ouro somadas (9 da França e 8 da Itália) e 44 medalhas num total de 78 medalhas distribuídas até hoje.

 

QUEM CHEGA BEM AO RIO

Apesar do domínio de França e Itália no florete, os grandes favoritos para levar o ouro no Rio não são destes países. Os asiáticos chegam muito bem. O japonês Yuki Ota é o atual campeão mundial e o chinês Ma Jianfei é o terceiro colocado no ranking 2016. Fique ligado nos russos, também. Os três atletas que disputam tiveram resultados expressivos no último ciclo e devem brigar. Fique de olho ainda no egípcio Alaaeldin Abouelkasem, medalha de prata na última olimpíada e no americano Alexander Massialas, líder do ranking mundial em 2016.

esgrima yuki ota

 

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO

Yuki Ota (Japão) -campeão mundial 2015

Alexander Massialas (EUA) – vice-campeão mundial em 2015 e líder do ranking mundial em 2016

Ma Jianfei (China) –  vice-campeão mundial em 2014 e terceiro colocado no ranking mundial em 2016

Aleksey Cheremisinov (Rússia) – campeão mundial em 2014

Miles Chamley Watson (EUA) – campeão mundial em 2013

Artur Akhmatknuzin (Rússia) – terceiro colocado no mundial 2015 e vice-campeão mundial em 2013

Lei Sheng (China) – campeão olímpico em 2012

Alaaeldin Abouelkasem (Egito) – vice-campeão na última Olimpíada

Gerek Meninhardt (EUA) -terceiro colocado no mundial 2015 e quarto colocado no ranking 2016

Enzo Lefort (França) – terceiro colocado no mundial 2014

Timur Safin (Rússia) – terceiro colocado no mundial 2014

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Três brasileiros conseguiram vaga para os jogos através das cotas do país sede. O mais bem ranqueado é o Ghislain Perrier, na quadragésima sexta colocação. Em 2014, ele surpreendeu ao conquistar uma medalha de bronze em uma das etapas da Copa do Mundo. Além dele, disputam também o gaúcho de 23 anos Guilherme Toldo (foto), 66º no ranking mundial e o paulista de 19 anos Henrique Marques, 79º do ranking. Apesar do bom resultado de Ghislain, as chances de medalhas são baixas. Os outros 32 atletas são os maiores do mundo e tem mais chances que os brasileiros. Qualquer vitória deve ser comemorada.

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PALPITE DO GUIA

Ouro: Yuki Ota (Japão)

prata: Artur Akhmatknuzin (Rússia)

bronze: Ma Jianfei (China)

 

FLORETE POR EQUIPES MASCULINO

HISTÓRICO: Assim como o florete individual, a prova por equipes é uma das mais antigas, sendo disputada pela primeira vez em 1904. O domínio também é de Itália e França, ambas com 7 ouros cada. De 1920 até 1956, só os dois países conquistaram a medalha de ouro. A partir de 1960, União Soviética (dois ouros), Alemanha e Polônia ajudaram a diversificar mais a distribuição de medalhas. As edições de 1988 até 1996 não viram os dois países mais tradicionais do esporte no pódio em nenhuma vez. A partir de 2000, entretanto, os dois voltaram ao topo do pódio, com a França vencendo em 2004 e a Itália em 2004 e 2012 (Não houve disputa em 2008). O novo século viu também o surgimento dos países asiáticos com as medalhas de China e Japão.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO/MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO

A Itália chega como favorita absoluta para conquistar o terceiro título olímpico consecutivo. Foi campeã mundial em 2015, 2013 e 2011, perdendo apenas em 2014 para sua rival França. A Rússia chega em 2016 como líder do ranking mundial e vice-campeã mundial em 2015 e deve dar trabalho aos italianos e aos franceses. China (vice-campeã mundial em 2014 e terceira colocada em 2013) e Estados Unidos (vice-campeões mundiais em 2013) também devem brigar. Egito e Grã-Bretanha tem bons esgrimistas, mas estão abaixo dos outros. O Brasil é o mais fraco dos oito participantes e não deve ter muitas chances.

 

PALPITE DO GUIA

Ouro: Itália

Prata: Rússia

Bronze: China

 

FLORETE FEMININO INDIVIDUAL

HISTÓRICO: o florete individual é a prova mais antiga por equipe dentre as mulheres  e acontece de 1924. A Itália domina a modalidade com 7 ouros, três a mais que a segunda maior vencedora, Hungria. Diferentemente do que ocorre em outras armas, entretanto, o domínio italiano não vem desde o início. Hungria, Dinamarca, Alemanha e Grã-Bretanha foram as potências do esporte até 1960. Durante a Guerra Fria, a Soviética e a China também tiveram boas participações. A partir de 1992, começou a supremacia italiana, muito em virtude de Valentina Vezalli, tri-campeã de 2000 até 2008 e dona de 5 medalhas em cinco edições de jogos olímpicos disputadas. Em Londres, inclusive, a Itália conseguiu a façanha de conquistar ouro prata e bronze no florete, além do ouro na competição por equipes.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A Itália é favoritíssima às medalhas novamente. Arianna Errigo (foto) teve um ciclo olímpico quase perfeito é a melhor em 2016 e muito favorita ao título no Rio. A atual campeã olímpica Elisa di Francisca também chegará forte para defender o título. A Rússia chega com o a campeã e a vice-campeã mundial de 2015. Vale lembrar que o mundial de 2015 aconteceu em Moscou. Fique atento também nas americanas, bem colocadas no ranking, nas coreanas que já foram medalhistas em mundiais e olimpíadas no passado do mundo no passado e nas chinesas.

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MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIAIS PARTICIPANTES:

Arianna Errigo (Itália) – campeã mundial em 2013 e 2014, terceira colocada no mundial 2015 e líder do ranking mundial, vice-campeã olímpica 2012 e líder do ranking em 2016.

Inna Deriglazova(Rússia) – atual campeã mundial e bronze em 2013. Número 2 do ranking em 2016

Elisa di Francisca (Itália) – campeã europeia 2015, 2014, 2013, campeã olímpica em 2012

Aida Shanayeva (Rússia) – vice-campeã mundial em 2015

Nzingha Prescod (Estados Unidos) –  terceira colocada no mundial 2015, quarta colocada no ranking mundial 2016

Lee Kiefer (Estados Unidos) – terceira colocada no ranking 2016

Ines Boubakri (Tunísia) -terceira colocada no mundial 2014

Carolin Golubytskyi (Alemanha) – vice-campeã mundial 2013

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL?

Bia Bulcão (foto) e Tais Rochel serão as duas atletas brasileiras que defenderão o brasil. Ambas gnaharam as vagas que o país sede tem. As duas ocupam quase a mesma colocação no ranking. Bia é a número 87, cinco posições abaixo de Taís. As duas não tiveram resultados expressivos no ciclo. Se conseguirem vitórias, já será um grande resultado. Chegar entre as 16 seria um resultado excelente. As chances de medalha são baixas.

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PALPITE DO GUIA:

ouro: Arianna Errigo (Itália)

prata: Elisa di Francisca (Itália)

bronze Inna Deriglazova (Rússia)



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.