GUIA RIO 2016 TORCEDORES.COM – SAIBA TUDO SOBRE O VÔLEI DE PRAIA

O Torcedores.com continua seu especial para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 que conta um pouco da história de cada esporte olímpico, algumas curiosidades para você contar por aí, além de informar os favoritos das provas e quem são os brasileiros nelas. Falaremos do Vôlei de Praia, uma das maiores esperanças de medalha de ouro para o Brasil na Rio 2016

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INTRODUÇÃO: o vôlei de praia surgiu de uma variação do vôlei de quadra e foi inventado nos Estados Unidos, em 1895, embora haja conflitos sobre seu local de origem. Alguns dizem que se originou no Havaí, na praia de Waikiki, enquanto outros dizem que foi originado em Santa Mônica, na Califórnia. O que se sabe é que o esporte surgiu como forma de entretenimento e que pelos seus baixos custos, rapidamente se espalhou ao redor do mundo, até a lugares “estranhos” para o esporte, como Riga (capital da Lituânia) e Sofia (capital da Bulgária). Por volta da década da de 1970, o esporte já havia se tornado profissional nos Estados Unidos e estava atraindo cada vez mais adeptos em países de culturas praianas (como Brasil e Austrália). No final dos anos 1980, muitos ex-jogadores de vôlei de quadra migraram para a praia, ajudando a difundir mais o esporte. Em 1996, o esporte foi finalmente incluído no programa dos Jogos Olímpicos. Até 2000, os jogos eram disputados em set único de 15 pontos. A Partir de 2004, os sets passaram a ter 21 pontos as duplas precisam vencer dois sets para ganhar o jogo.

volei de praia hist

VOCÊ SABIA?

  • Que na década de 1960, o Vôlei de Praia era disputado em grandes eventos nos Estados Unidos e aparecia ao lado de competições de beleza e concursos de biquíni?
  • Que apesar de possuir regras e dimensões diferentes, a altura da rede é a mesma que a do vôlei de quadra, tanto para homens (2,43m) quanto para mulheres (2,24m)?
  • Que o americano Karch Kiraly e o único jogador do mundo a ter conquistado medalhas de ouro olímpicas tanto na quadra como na praia?
  • Que qualquer toque na rede resulta em falta, a não ser que seja somente um contato feito pelos cabelos do jogador?
  • Que no torneio masculino de 2008, o Brasil colocou 3 duplas entre os 4 primeiros colocados, mesmo com a regra de cada país poder mandar duas duplas para disputar os jogos? É que dois jogadores competiram pela Geórgia e perderam a disputa do bronze para o Brasil.

 

VÔLEI DE PRAIA MASCULINO

HISTÓRICO: Desde a introdução no programa olímpico em 1996, o torneio masculino é dominado por Brasil e Estados Unidos. Os americanos possuem 3 medalhas de ouro, duas delas vencidas em cima do Brasil. Nosso país tem 3 vice-campeonatos e um título, conquistado em 2004, com Ricardo e Emanuel (foto). O outro campeão das cinco edições foi a Alemanha, em 2012.

 volei de praia emanuel

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

O Brasil mantém a tradição de chegar forte aos jogos Olímpicos. Bruno Schimidt e Alisson (foto) foram campeões em 2015 e vem se mantendo regulares em 2016, liderando inclusive o ranking mundial no ano. Pedro Solberg e Evandro, bronze no Mundial em 2015, não estavam tão bem este ano, mas se recuperaram na hora certa e levaram o último título do circuito mundial antes dos jogos olímpicos. Estão atualmente na quarta colocação no ranking. Ambos tem tudo para brilhar em casa.

A Holanda têm duas duplas muito fortes. Os holandeses Brouwer/Meeuwsen ocupam a segunda colocação do ranking em 2016 e os compatriotas Nummerdor (quarto lugar em Londres 2012) e Varenhorst foram os vice-campeões mundiais em 2015. Nos Estados Unidos, destaque para Lucena/Dalhausser (campeão olímpico em 2008), atualmente na terceira colocação lugar no ranking em 2016 e perderam o bronze no Mundial 2015 para Pedro/Evandro. A Letônia também tem uma dupla boa: Samoilovs/Smedins (bronze em Londres 2012). Espanha, Rússia e Itália podem surpreender.

volei de praia bruno alison

 

COMO É A DISPUTA?

24 duplas são divididas em seis grupos de quatro de acordo com o ranking da FIVB. Os primeiros e segundos colocados de cada grupo avançam direto às oitavas-de-final. As outras quatro vagas ficam para os seis melhores terceiros colocados. Os dois melhores avançam direto. Os outros quatro fazem dois jogos onde os vencedores avançam. Com as oitavas de final definidas, começa o mata-mata até as finais.

OS GRUPOS:  Os brasileiros Alison e Bruno Schmidt estão no grupo A, ao lado de Adrian Carambula/Alex Ranghieri (Itália), Clemens Doppler/Alexander Horst (Áustria) e Binstrock e Schchter (Canadá). Os austríacos estão na décima terceira colocação no ranking e os italianos em décimo segundo. A tendência é que passem em primeiro. Já Evandro e Pedro Solberg (foto), quartos do ranking 2016, estão no grupo D, junto com a dupla da Letônia  leksandrs Samoilovs/Janis Smedins, medalhistas de bronze em Londres 2012. As duas devem brigar pela primeira colocação. Completam o grupo Ben Saxton/Chaim Schalk (Canadá) e Nivaldo Diaz/Sergio Gonzalez (Cuba), a mais fraca das quatro.

volei de praia evando e pedro solberg

 

QUAIS AS CHANCES DO BRASIL?:  A dupla Bruno Schmidt e Alison é possivelmente a maior esperança de ouro para o Brasil dentre todos os esportes. Completos em todos os fundamentos, os dois jogadores se completam. Alison tem um dos melhores bloqueios do mundo. Bruno é extremamente habilidoso. Fizeram um 2015 perfeito e vem mantendo a regularidade neste ano.

Pedro Solberg e Evandro, medalhistas de bronze no Mundial 2015, não vinham mantendo a mesma regularidade em 2016. Nos últimos meses,entretanto, fizeram duas excelentes participações nos dois últimos torneios do circuito. Perderam nas quartas-de-final em um deles para Bruno e Alison e venceram o outro, em cima dos favoritos americanos. Vale lembrar que jogarão em casa, conhecendo as areias de Copacabana como ninguém, além de contarem com o apoio massivo da torcida. Devem ir longe. As chances de medalha do Brasil são  altas.

 

 

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Bruno Schmidt e Alison (Brasil)

Prata: Brouwer/Meeuwsen (Holanda)

Bronze: Evandro e Pedro Solberg (Brasil)

 

VOLEI DE PRAIA FEMININO

HISTÓRICO: Assim como no masculino, o vôlei de praia feminino é dominado por Estados Unidos e Brasil. Das 15 medalhas distribuídas até hoje, 5 são do Brasil, 5 dos Estados Unidos (3 de ouro), 3 da Austrália, uma da China e uma do Japão. Na primeira edição do torneio, o Brasil fez uma dobradinha no pódio conquistando ouro e prata. Em 2004, apareceu pela primeira vez a maior dupla de vôlei de praia da história: Kerri Walsh e Misty May (foto), que conseguiu o feito de ser tri-campeã olímpica consecutivamente (2004, 2008 e 2012). Em Londres, os Estados Unidos fizeram o que o Brasil havia feito em 1996: a tão sonhada dobradinha. O curioso é que em quatro edições, nenhum país europeu conseguiu chegar entre os quatro melhores.

volei de praia kerri walsh

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Brasil e Estados Unidos novamente devem dominar o cenário. A parceria Walsh e May terminou, mas isso não significa que elas não estarão presentes no Rio de Janeiro. Walsh agora forma dupla com April Ross e vem ao Rio tentar o tetra-campeonato. Em 2016, ela mostrou estar recuperada de uma lesão que a tirou de quadra por bastante tempo e venceu ao lado de sua parceira etapas importantes do Circuito Mundial.

As duas duplas brasileiras chegam fortíssimas para tentar trazer o ouro em casa. No Campeonato Mundial de 2015, o Brasil conquistou um feito histórico ao ficar com as três primeiras colocações. Bárbara e Ágatha foram as campeãs mundiais e tentarão ser campeãs novamente no Rio. A outra dupla brasileira, Larissa e Talita (foto), foi a mais regular depois do Mundial e  vem mantendo a regularidade em 2016, liderando o ranking mundial. As alemãs Ludwig/Walkenhorst, terceiras do ranking,também estão muito bem em 2016, conquistando diversas etapas do circuito. Fique atento também nas duplas da Suíça, Holanda, Canadá e Itália.

 volei de praia larissa e talita

COMO É A DISPUTA?

Doze países, divididos em duas chaves de seis times, disputarão a tão sonhada medalha de ouro. Os quatro primeiros de cada grupo se classificam e enfrentam adversários do outro grupo nas quartas-de-final (sendo o primeiro colocado de um grupo contra o quarto colocado do outro e o segundo colocado de um contra o terceiro colocado de outro). A partir daí, saem os semifinalistas e finalistas.

OS GRUPOS:

24 duplas são divididas em seis grupos de quatro de acordo com o ranking da FIVB. Os primeiros e segundos colocados de cada grupo avançam direto às oitavas-de-final. As outras quatro vagas ficam para os seis melhores terceiros colocados. Os dois melhores avançam direto. Os outros quatro fazem dois jogos onde os vencedores avançam. Com as oitavas de final definidas, começa o mata-mata até as finais.

Talita Nunes e Larissa França estão no grupo A com Monika Brzostek/Kinga Kolosinska (Polônia), Lauren Fendrick/Brooke Sweat (Estados Unidos) e Ekaterina Birlova/Evgenia Ukolova (Rússia). Dessas, as melhores no ranking 2016 são as polonesas, atualmente na décima quarta colocação.

Ágatha e Bárbara (foto), atualmente quintas no ranking mundial, encaram Elisa Baquerizo e Liliana Fernandez (Espanha), Ana Gallay e Georgina Klug (Argentina) e Barbora Hermannová e Marketa Slukova (República Tcha). As melhores ranqueadas são as espanholas, na décima quinta colocação.

volei de praia barbara e aghata

 

QUAIS AS CHANCES DO BRASIL?

As chances de medalha são altas. Como já dissemos, as duplas brasileiras chegam muito forte ao Rio. Bárbara e Ágatha foram as campeãs mundiais em 2015 e Larissa e Talita lideram o ranking mundial em 2016. Barbara e Ágatha não fazem um ano tão bom quanto em 2015 e estão abaixo das rivais estrangeiras, mas não podem ser desconsideradas. O problema será tirar a “zica” de Walsh. Desde 2004, nenhuma dupla brasileira conseguiu vencer a tri-campeã olímpica. Quem sabe em casa isso possa acontecer.

 

PALPITE DO GUIA:

Palpite: Ouro: Larissa/Talita (Brasil)

Prata: Ludwig/Walkenhorst  (Alemanha)

Bronze: Walsh/Ross (EUA)

Bárbara e Ágatha: quarto lugar



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.