Guia Rio 2016 Torcedores.com – Saiba tudo sobre a Canoagem Slalom

O Torcedores.com começa hoje um especial para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. Contaremos um pouco da história de cada esporte olímpico, algumas curiosidades para você contar por aí, além de informar os favoritos das provas e quem são os brasileiros nelas. Já falamos da canoagem de velocidade, e agora falaremos da canoagem slalom.

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ESPORTE: CANOAGEM SLALOM

INTRODUÇÃO: a canoagem slalom é inspirada no esqui slalom e começou a ser disputadas na Suíça em 1933 em águas calmas. Pouco depois, foi movida para águas com correntezas. É basicamente uma corrida contra o relógio que o atleta deve fazer com obstáculos num percurso com corredeiras. Os primeiros campeonatos mundiais da modalidade foram disputados em 1949 e a primeira participação em jogos olímpicos aconteceu em 1972, como esporte de demonstração. Foi neste ano, a primeira vez que um circuito artificial de águas rápidas foi construído, modelo utilizado até hoje pela Federação Internacional de Canoagem. A modalidade demorou 20 anos para voltar ao programa olímpico e desde então, é disputada a cada quatro anos. São distribuídas quatro medalhas, sendo três para os homens (K1, C1 e C2) uma para as mulheres (K1)

 

VOCÊ SABIA?

  • Que o eslovaco Michal Martikán é um dos únicos quatro atletas da história a conquistar medalhas em cinco edições consecutivas de jogos olímpicos? Ele teve dois ouros, duas pratas e um bronze de 1996 até 2012!
  • Que os atletas devem remar em um percurso de cerca de 100 metros que conta com até 25 obstáculos?
  • Que na estreia da modalidade em 1972, a então Alemanha Ocidental gastou cerca de 17 milhões de marcos para construir as instalações para saber depois que sua vizinha Alemanha Oriental havia construído uma réplica exatamente igual em seu país? A maioria das medalhas daquele ano ficaram com a Alemanha Oriental.
  • Que os caiaques e canoas possuem uma espécie de capa protetora que impede a água das corredeiras de entrar?
  • Que o Lee Valley White Water Center, local onde foram disputadas as provas de canoagem slalom em Londres 2012, foi o único espaço que abrigaria competições a ser aberto para uso público antes do início dos jogos?
  • Que os obstáculos (chamados de portas) por onde o atleta deve passar no meio são verdes e vermelhos? Os de cor verde indicam que o atleta deve remar a favor da correnteza e os vermelhos indicam que ele deve remar no sentido contrário.

 

COMO FUNCIONA A DISPUTA?

Os atletas devem percorrer o percurso de 300m passando pelas portas sem tocar nas extremidades. A cada toque, são acrescidos dois segundos em seu tempo final. Caso perca uma das portas, 50s são somados. Na primeira fase, cada atleta faz duas descidas, os tempos são somados, e os 16 primeiros se classificam para a semifinal. Na semi, há apenas uma descida, e os dez melhores vão à final, também em uma descida, em que o tempo é somado como da fase anterior.

 

CANOAGEM FEMININA

K1 FEMININO

HISTÓRICO: A prova do k1 é a única disputada pelas mulheres desde 1972. Na primeira edição, três ouros para a dividida Alemanha: ouro para a Oriental e prata e bronze para a Ocidental. Desde 1992, vemos algo que se repte na canoa masculina: dominância de República Tcheca e Eslováquia, ambas com dois ouros cada e Alemanha e França como grandes forças, ambas com um ouro cada. Um país que se destacou mais recentemente foi a Austrália com suas três medalhas conquistadas desde 1992.

 QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A disputa do K1 feminino promete ser muito equilibrada. Nenhuma atleta foi extremamente dominante nos últimos quatro anos. A atual campeã mundial Katerina Kudejova, da República Tcheca e a campeã mundial em 2014 australiana Jessica Fox (foto) são dois nomes que devem ser observados. Espanha e Eslováquia também terão atletas com chances de medalhas. Além destas, vários países com atletas que já foram medalhistas em mundiais anteriores a 2012 estarão no Rio, como Áustria, Eslováquia, e Grã-Bretanha.

crédito: repordução facebook
crédito: reprodução facebook

 

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIAIS PARTICIPANTES:

Jessica Fox (Austrália) – campeã mundial 2014, quarta colocada no mundial 2015, vice-campeã olímpica 2012

Katerina Kudejova (República Tcheca) – campeã mundial 2015, terceira colocada no europeu 2015

Fiona Pennie (Grã-Bretanha) – vice-campeã mundial em 2014

Melanie Pfeifer (Alemanha) – campeã europeia 2016, terceira-colocada nos mundiais 2015 e 2014

Maialen Chorraut (Espanha) – campeã europeia 2015, terceira colocada nos jogos olímpicos 2012

Ursa Krgelj (Eslovênia) – vice-campeã europeia 2014

Jana Dukatova (Eslováquia) – terceira colocada no europeu 2016, sexta colocada no mundial 2015

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL?

Depois de Isaquias Queiroz na velocidade, a mineira Ana Sátila (foto) é a melhor atleta do Brasil na canoagem. Aos 16 anos, disputou a Olimpíada de Londres e terminou em um bom décimo-sexto lugar. Mais experiente, a atleta vem de um ciclo olímpico excelente, sendo vice-campeã do mundial em 2015 e dos jogos pan-americanos de Toronto, além de décima terceira colocada no mundial 2015. As europeias ainda estão um nível acima e uma final seria um excelente resultado (em 2014 ela ficou a apenas 6 centésimos de alcançar o feito). As chances de medalha são baixas.

canoagem slalom ana satila

PALPITE DO GUIA:

ouro: Melanie Pfeifer (Alemanha)

prata: Maialen Chorraut (Espanha)

bronze: Jessica Fox (Austrália)

 

CANOAGEM SLALOM MASCULINA

C1 MASCULINO

HISTÓRICO: A prova do C1 estreou em 1972 na Olimpíada de Munique e ouro e prata ficaram com Alemanha Oriental e Ocidental, respectivamente. A partir de 1992, quando a modalidade passou a ser frequente no programa olímpico iniciou-se um domínio absoluto de França e Eslováquia. A França conseguiu medalhas em cinco das seis últimas edições e é a maior vencedora com três ouros e três bronzes. A Eslováquia tem simplesmente o maior atleta da história da modalidade: Michal Maritkán, com cinco medalhas olímpicas consecutivas de 1996 até 2012.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

O britânico David Florence foi aos Jogos de Pequim em 2008 e conquistou uma medalha de prata. Passou a se destacar após os jogos de Londres quando Michal Matikán e Tony Esanguet, os dois maiores atletas da história do C1, deixaram de competir. Fique atento também nos atletas da Eslovênia, Alemanha Estados Unidos e nas potências Eslováquia e França.

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIAIS PARTICIPANTES:

David Florence (Grã-Bretanha) – campeão mundial 2015 e 2013, vice-campeão olímpico em Londres 2012, vice-líder do ranking 2016

Benjamin Savsek (Eslovênia) – vice-campeão mundial 2015 e 2914, terceiro colocado no mundial 2013, líder do ranking 2016

Sideris Tassiadis (Alemanhã) – vice-campeão mundial 2015 e vice-campeão olímpico 2012

Casey Eichfeld  (EUA) – quarto colocado no mundial 2015

Ander Elosegi (Espanha) – terceiro colocado no campeonato europeu 2016

Matej Benus(Eslováquia) – sexto no Mundial 2016, quarto no ranking 2016

Denis Chanut (França) – vice-campeão de uma das etapas da copa do mundo 2016 e quarto lugar no ranking 2016

Vítězslav Gebas (Rep. Tcheca) – terceiro colocado em uma das etapas da Copa do mundo 2016

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL?

O paranaense Felipe Borges (foto) foi o melhor brasileiro em 2016 e por isso garantiu a vaga. Aos 21 anos, conquistou a medalha de bronze no Pan de Toronto e também no mundial sub-23 no ano passado. Não teve resultados expressivos nas principais competições, entretanto; a trigésima segunda colocação foi sua melhor marca em 2016. Sua participação é boa para lhe dar experiência já pensando nos Jogos de Tóquio 2020. Estar entre os 16 primeiros já seria um grande resultado. As chances de mealhas são baixas.

crédito:reprodução facebook
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PALPITE DO GUIA:

ouro: David Florence  (Grã Bretanha)

prata: Benjamin Savsek (Eslovênia)

bronze Matej Benus (Eslováquia)

 

C2 MASCULINO

HISTÓRICO: A prova do C2 masculino está no programa olímpico desde a primeira participação da canoagem em Jogos Olímpicos, em 1972. República Tcheca e Eslováquia são os dos países que dominam a modalidade. A partir de 1996, quando os dois países já não competiam mais juntos como Tchecoslováquia, dividiram o pódio quatro de cinco vezes, com destaque para os gêmeos eslovacos Peter e Psvol Hochschorner, tri-campeões olímpicos de 2000 a 2008 e com mais um bronze em 2012.

 

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIAIS PARTICIPANTES:

Jan Benzien e Franz Anton  (Alemanha) –  campeões mundiais 2015 e vice-campeões europeus em 2015

Gautier Klauss e Matthieu Péché (França) –  terceiros-colocados no mundial 2015.

Ladislav Skantar e Peter Skantar (Eslováquia) –  terceiros colocados nos mundiais 2011, 2013 e 2014

David Florence e Richard Hounslow (Grã-Bretanha)- campeões mundiais em 2013, vice-campeões olímpicos em 2012

Luca Bozic e Saso Taljat- (Eslovênia) –  campeões mundiais em 2014 e vice-campeões europeus em 2016

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL?

Os paulistas Charles Correa e Anderson Oliveira (foto) disputam a prova pelo fato do Brasil ser o país sede. A prova tem apenas 12 atletas, mas os europeus estão em um nível superior. Os dois foram medalha de bronze no mundial sub 23 em 2015 e medalha de prata no Pan Americano em Toronto 2016 e são apostas para daqui a quatro anos. Um oitavo lugar já seria um bom resultado para os brasileitos As chances de medalha são baixas

canoagem slalom charles correa 2

PALPITE DO GUIA:

ouro: David Florence e Richard Hounslow (Grã-Bretanha)

prata: Jan Benzien e Franz Anton (Alemanha)

bronze: Ladislav Skantar e Peter Skantar (Eslováquia)

 

K1 MASCULINO

HISTÓRICO: A prova do K1 está no programa olímpico desde a primeira participação da canoagem slalom em Jogos Olímpicos, em 1972. Desde então, é amplamente dominado pelos países da Europa Central. República Tcheca e Eslováquia, tão fortes na canoa, não tem a mesma força no caiaque. A Alemanha só ficou fora do pódio uma vez na história e lidera com 3 ouros (quatro se contarmos a Alemanha Oriental em 1972). Itália (dois ouros- 1992 e 2012, França (um ouro e dois bronzes) e Grã-Bretanha (duas pratas) também tem tradição.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

O atleta da República Tcheca Jiri Prskavec (foto) foi dominante nos campeonatos europeus de 2013 a 2016, mas sempre batia na trave nos campeonatos mundiais. Conseguiu superar o trauma, venceu em 2015 e chega embalado para 2016. Enfrentará atletas que tem mais experiência em olimpíadas, entretanto. O alemão Hannes Aigner, bronze em Londres 2012, é um que pode atrapalhar os planos do tcheco. O esloveno Peter Kauzer é bi-campeão mundial e deve chegar bem. Estados Unidos, Polônia, França e Eslováquia também podem surpreender.

canoagem slalom jiri prskavec

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIAIS PARTICIPANTES:

Jiri Prskavec  (República Tcheca) – campeão europeu 2016, 2014 e 2013, campeão mundial 2015,

Mateusz Polaczyk (Polônia) – vice-campeão mundial 2015,

Michal Smolen (Estados Unidos) – terceiro colocado no mundial 2015,

Hannes Aigner (Alemanha) – terceiro colocado no europeu 2016, terceiro colocado olímpico em 2012, quinto no mundial 2015

Sébastien Combot (França) – vice-campeão mundial 2014

Peter Kauzer (Eslovênia) – quarto no europeu 2016, quarto no mundial 2015

Andrej Malek (Eslováquia) –  bronze no europeu 2015

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL?

O paulista de 23 anos Pedro Gonçalvez (foto) é mais um dos nomes da boa geração de canoístas do Brasil. Prata no Pan de 2015, o atleta chega ao Rio tentando ao menos chegar à segunda fase da competição. As chances de medalha são baixas

 

crédito: reprodução facebook
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PALPITE DO GUIA:

Ouro: Jiri Prskavec (Rep. Tcheca);

prata: Peter Kauzer (Eslováquia)

bronze: Mateusz Polaczyk (Polônia)



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.