Marta abre o jogo e diz pensar em gol na final das Olímpiadas

Crédito da foto: Reprodução\ Facebook oficial da Marta

A Seleção feminina de futebol estreia nos Jogos Olímpicos na próxima quarta-feira dia 3 de agosto diante da China ás 16h no estádio Nilto Santos no Rio de Janeiro, e em entrevista ao Globoesporte.com a Marta falou de tudo: Olimpíadas, sonho do ouro, parte tática do futebol feminino, Neymar e muito mais.

Leia mais:

> PAPO TÁTICO: MOVIMENTAÇÃO E EQUILÍBRIO, OS TRUNFOS DA SELEÇÃO FEMININA NOS JOGOS OLÍMPICOSTORCIDA BRASILEIRA JÁ ELEGEU ‘VILÃ’ DA RIO 2016: HOPE SOLO

Sobre os Jogos Olímpicos no Rio 2016 ela diz imaginar e pensar como seria a final, ela sonhar como seria seu gol na decisão das Olimpíadas a Marta disse é o que mantem o sonho vivo.

“A gente sempre pensa. Isso sempre vem à cabeça. Não é uma constante, mas volta e meia a gente está no treino e fica imaginando e lembrando do jogo: “Nossa, eu imagino a final e a bola sobrar e eu fazer o gol. Acabou o jogo 1 a 0 e a gente ganhou”. A gente pensa. É o que mantém o nosso sonho vivo. É uma coisa que a gente tem que perseverar. Eu penso. Eu penso sim. Eu olho também para minha companheira: “Nossa, imagina você na final fazer aquele gol, defender aquela bola lá e no final ganhar”. É uma forma de manter motivada. Eu penso eu fazendo, mas eu penso também em minhas companheiras marcando. Meu, quantas vezes tivemos essa chance e ainda não aconteceu” disse Marta.

Ela também falou que a responsabilidade tem que ser divido entre todas:

“Acho que isso parte mais do público, dos torcedores. As pessoas quando falam de seleção feminina já destacam o nome Marta, Cristiane, Formiga. Esse fardo existe e ele está sendo dividido entre a gente. As meninas sabem da responsabilidade e sabem que todas têm papel importantíssimo na equipe e isso o professor Vadão também trabalha muito isso, lembrando a todas essa responsabilidade de todas. Se a gente pegar e dividir entre a gente fica bem mais fácil para conseguirmos o objetivo. Dividir essa responsabilidade não vai pesar nem mais para uma e nem mais para outra. Vai ficar em um nível igual. Isso é o que a gente procura fazer”. comentou a estrela da Seleção.

A craque do Brasil disse também da idade, parte tática:

“Eu estou bem, estou me sentindo bem. É lógico que você com 30 anos não sente o mesmo vigor que sente quando tinha 20 anos de idade quando você corria até rindo”.

“A gente não conversou sobre isso. Na Seleção, treinei pelos lados. Também é uma posição que estou acostumada. Venho jogando nessa posição na minha equipe. Algumas vezes sou mais exigida lá do que aqui na questão de marcação. O nosso treinador lá é meio que militar mesmo nesse sentido. Por conta disso eu não senti tanto no treino. Não tem nada de especial em relação a uma ou outra atleta. A gente vai trabalhar em conjunto, marcar junto, atacar junto. Esse é o nosso objetivo. Se ele sentir que não estou dando conta é hora de talvez mudar e colocar outra que possa fazer esse papel de maneira mais positiva. Não tem nada de tão especial até porque nós temos lá na frente Bia, Cris, que estão muito bem. São atletas fortes e rápidas e também estão dispostas a ir, voltar, marcar, enfim. É muito do jogo. Se você percebe que a ala foi lá na frente, ficou e não está dando para voltar naquele momento, faz a dela e assim a gente vai encaixando”

“O pensamento é esse. Se a gente conseguir defender bem, primeiramente pensar em defender bem, a gente vai conseguir superar os objetivos, chegar ao que a gente quer que é um time bem compacto e sair nos contra-ataques em velocidade”.

“Hoje em dia, é 1-2, 1-2 e ligação direta. A gente tem que estar atenta a isso. Se a gente conseguir definir bem isso no time. Sempre sair no contra-ataque com quantidade maior de atletas. É impressionante porque o futebol
feminino hoje é totalmente diferente de vários anos atrás. Todo mundo super preparado. Não tem aquela atleta que você vê a diferença tão enorme em relação a outra na parte física. Isso abrilhanta mais a modalidade. Mostra que a coisa está crescendo, progredindo, andando para frente e as meninas estão se tornando mais profissionais”, complementou a Marta.

Além disso a rainha do futebol feminino comentou sobre o Neymar, adversários nas Olimpíadas e que apesar de tudo que conquistou, sua batalha é a próxima, e que sua história no futebol serve de orgulho e exemplo para as demais, porém para Marta ela tudo isso já passou.

“Aquilo que ganhei já passou. É inspiração para as outras pessoas, para quem gosta de futebol, para quem quer chegar a um objetivo. É uma inspiração. Eu me orgulho muito, mas eu procuro não misturar as coisas. Até porque a minha batalha não acabou. Tenho que continuar na luta”

“Acho que é aquela coisa. As pessoas colocam muito peso em um ou outro atleta. Antigamente, a gente tinha nomes no futebol masculino do goleiro ao atacante e mais os que ficavam no banco. Hoje, a gente não tem aqueles nomes de peso. Então, é um Neymar, um Douglas Costa. Se um joga e o outro não joga, um joga e o outro se esconde, aí ficam: “Ó não foi bem, se escondeu”. Essa não é a questão. É muita pressão em um só atleta. O Brasil infelizmente não é o Brasil de 2002, 98, mesmo perdendo aquela Copa, dos anos que consegui ver. Mesmo assim, é um Brasil diferente, de uma nova geração que tem talento, mas precisa ser trabalhada e as pessoas têm que cobrar, óbvio, mas saber cobrar na hora certa”

“Tem várias equipes fortes. Estados Unidos por serem os atuais campeões mundiais, olímpicos e toda essa história, todos imaginam que seja o grande rival. Mas nosso grande rival é sempre o próximo adversário e temos que começar bem a partir do dia 3”, explicou Marta.

A capitã da Seleção brasileira tem no currículo 5 conquistas como melhor jogadora do mundo no futebol feminino, nos anos de 2006,2007,2008,2009 e 2010. Agora ela junta com as meninas busca o ouro inédito nos Jogos Olímpicos no Rio 2016.

Crédito da foto: Reprodução\ Facebook oficial da Marta



Apaixonado pelo futebol que é a melhor invenção do homem, atualmente setorista do Santos e Futebol Feminino pelo Torcedores.com