Rio 2016: Polícia Federal prende grupo que armava atentado na Olimpíada

A Polícia Federal prendeu um grupo extremista na manhã desta quinta-feira (21) que planejava atos de terrorismo no Brasil, a 15 dias de iniciar os Jogos Olímpicos do Rio 2016. A ação sigilosa, denominada “Operação Hashtag”, aconteceu em dez Estados do país e dez brasileiros foram detidos na operação. Segundo o Ministério da Justiça, eles teriam ligação com o Estado Islâmico.

Márcio Donizete
Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade de TV. Foi repórter colaborador, líder de colaboradores e editor no Torcedores.com. Apresenta o Lente Esportiva ABC em lives no Facebook e Youtube.

Crédito: Crédito da foto: Divulgação/Rio 2016/ Fernando Soutello

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O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, destacou que houve quebras de sigilo telefônico para que se tivessem as informações necessárias para as prisões. Em nota, a PF diz que esses grampos “revelaram indícios de que os investigados preconizam a intolerância racial, de gênero e religiosa, bem como o uso de armas e táticas de guerrilha para alcançar seus objetivos.”

De acordo com as autoridades, esse grupo também já tinha em mente comprar armas de fogo no Paraguai, e que essas negociações estavam sendo feitas por mensagens em aplicativos de conversa, como WhatsApp e Telegram. Um dos itens desejados pelos supostos terroristas era um AK-47, porém não há a confirmação da aquisição do fuzil.

Nesta semana, os Exércitos de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo fizeram simulações de atentados para preparação viando à Olimpíada do Rio de Janeiro.

Confira um resumo da “Operação Hashtag” no Twitter oficial do Ministério da Justiça: 

Confira a nota completa da Polícia Federal:

O Juízo da 14ª Vara Federal de Curitiba, por meio da Seção de Comunicação Social Da Seção Judiciária do Paraná, esclarece que:

A Operação “Hashtag”, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (21/7), investiga possível participação de brasileiros em organização criminosa de alcance internacional, como uma célula do Estado Islâmico no país. Foram expedidos 12 mandados de prisão temporária por 30 dias podendo ser prorrogados por mais 30.

Informações obtidas, dentre outras, a partir das quebras de sigilo de dados e telefônicos, revelaram indícios de que os investigados preconizam a intolerância racial, de gênero e religiosa, bem como o uso de armas e táticas de guerrilha para alcançar seus objetivos.

Os artigos 3º e 5º da Lei 13.260, de 16 de março de 2016, que disciplina o terrorismo prevêem como crime:

Art. 3º: “Promover, constituir, integrar ou prestar auxílio, pessoalmente ou por interposta pessoa, a organização terrorista” e art. 5º: Realizar atos preparatórios de terrorismo com o propósito inequívoco de consumar tal delito”.

Para assegurar o êxito da Operação e eventual realização de novas fases, os nomes dos presos, atualmente sob custódia da Polícia Federal, não serão divulgados neste momento. O processo tramita em segredo de Justiça.