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Em entrevista, Rogério Micale indica como o Brasil deve jogar nas Olimpíadas

A Seleção Brasileira se prepara para disputar os Jogos Olímpicos Rio 2016 e caberá a Rogério Micale comandar o time em busca da primeira medalha de ouro.

Redação Torcedores
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Crédito: Crédito da foto: Rafael Ribeiro/CBF

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A partir da entrevista concedida ao jornal “O Globo”, é possível ter uma ideia de como Rogério Micale pretende abordar não só o esquema tático, mas também a gestão dos egos de jogadores consagrados.

1 – Explorar as laterais do campo
Rogério Micale afirmou gostar de ter a bola no chão, mas que deverá apostar também em inversões de jogo. “Os times, hoje, compactam linhas e tiram espaços pelo centro. Isso abre as laterais. E a característica brasileira, neste time, é de extremas habilidosos no ‘um pra um’. É um ponto a explorar: você atrai o rival para te marcar num lado e inverte a jogada para pegar o extrema em vantagem para o drible do outro lado. Hoje, o Brasil tem laterais e extremas nos melhores clubes do mundo. Somos fortes pelos lados. O modelo de jogo deve privilegiar tal característica”, disse Micale.

2 – A importância do drible e do jogo coletivo
Douglas Costa e Neymar podem ser os expoentes máximos do drible no ataque do time a ser montado por Rogério Micale. No entanto, o técnico da Seleção Olímpica adverte que tal artifício deve ser usado em benefício da equipe. “A individualidade norteia o futebol, mas dentro de um contexto coletivo”, afirma Micale, que salienta a importância do conceito de jogo de equipe principalmente após os recentes fracassos do Brasil.

3 – Jogar sem um atacante de área
Gabriel talvez seja o único atacante convocado por Micale com características mais aproximadas a um jogador de área. Mesmo que opte por atuar com o jogador do Santos, Micale indicou que o ataque da Seleção deverá ser mais móvel, com o intuito de envolver o adversário. “A sensação de caos deve ser do adversário. Nossos jogadores devem entender que, se um jogador está num espaço, não pode haver outro ali, senão, há colisão”.

4 – Gestão de egos
Neymar se tornou o símbolo dos jovens jogadores que conquistam fama e dinheiro muito cedo. Não são raras as vezes que os atletas que seguem este estilo são criticados por suposta falta de compromisso com a Seleção Brasileira. Ainda assim, Rogério Micale diz que o seu “receio é mínimo” e aposta no respeito para gerir os egos dos jogadores. “Tratando todos como seres humanos, o resto fica pequeno”.

5 – Elogiar, mas com moderação

Tomando o atacante do Barcelona como exemplo, Rogério Micale mostrou que o equilíbrio entre o elogio e a bronca é essencial, e isso vale para todo o elenco. “Vai errar, acertar, que precisa ser elogiado, ouvir parabéns, ou uma indicação do melhor caminho. Ele e todos”, explicou Micale.

O início da disputa pela inédita medalha de ouro no futebol masculino brasileiro começa no dia 4 de agosto, frente à África do Sul, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Crédito da foto: Rafael Ribeiro / CBF