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Vôlei Olímpico: Virna fala da briga com Cuba, dentro e fora da quadra

A ex-ponteira Virna lembra bem dos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996. Com provocações e xingamentos o tempo todo, Brasil e Cuba disputavam a semifinal da competição de vôlei feminino. A seleção brasileira queria a inédita medalha olímpica e havia vencido a partida da fase de classificação, contra as rivais, por tranquilos 3 a 0.  No final, a vitória das cubanas por 3 a 2 foi o estopim para uma briga generalizada em quadra e até no caminho para os vestiários. Na disputa pela medalha de bronze, o Brasil enfrentou o abatimento pela derrota e ganhou da seleção da Rússia, de maneira dramática, por 3 a 2. Ali saiu a primeira medalha olímpica da seleção brasileira de vôlei feminino, que abriu caminho para a geração de ouro, atual bicampeã olímpica.

Sidney Pereira
Sou formado em Comunicação Social e sempre atuei com Jornalismo corporativo e Marketing. Apaixonado por esportes, com preferência para futebol, vôlei, basquete e handebol, nessa ordem. Acompanho o noticiário esportivo pela mídia tradicional/internet e procuro sempre unir duas paixões - esportes e turismo - nas minhas férias ou períodos de folga.

Crédito: Reprodução/Facebook

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Em entrevista a “O Estado de São Paulo”, Virna recordou a conquista inédita e a rivalidade com as cubanas.  A ex-ponteira, hoje com 44 anos, revelou que, mesmo passadas quase duas décadas, ainda não conseguiu assistir o vídeo daquela partida do Brasil contra Cuba. “Me dá uma angústia”, diz.  Ela tinha a certeza de que, vencendo o time cubano, o Brasil ganharia a medalha de ouro. “Brigamos dentro e fora da quadra, mas perdemos por conta da força física. Não dormimos. Parecia que tinha falecido um parente”, comenta.

Na disputa do terceiro lugar, o abatimento veio com força e a seleção superou a Rússia por 3 a 2, graças ao empenho das jogadoras reservas. Virna recorda que o jogador de basquete Oscar Schmidt cruzou com as atletas na Vila Olímpica, antes do jogo, e deu um “chacoalhão” para que o time superasse o trauma da derrota na semifinal.

Ela revelou alguns truques (ou superstições) que seguia nas Olimpíadas. “Quando a seleção ganhava, eu usava a mesma camisa, elástico de cabelo e até roupa íntima. Lavava, secava e usava no jogo seguinte”, fala.  Ouvir samba antes das partidas, no walkman, também era uma das armas da jogadora para ter energia e se acalmar.

Além de Virna, ganharam a medalha de bronze olímpica em Atlanta: Ana Moser, Ida, Ana Paula, Hilma, Leila, Márcia Fu, Filó, Ana Flávia, Fernanda Venturini, Fofão e Sandra.

Confira a matéria original do jornal em: O trauma e as superstições de Virna

Veja o documentário no Youtube “Pátria – Brasil x Cuba Atlanta 1996 – vôlei feminino” sobre a rivalidade das seleções: Documentário “Pátria”

 

Foto: Página oficial de Virna no Facebook