Esgrima Rio 2016: ajuda para torcer nas provas do sabre e florete

Hoje, na esgrima, ocorrem as provas do sabre e florete. Os homens competem na primeira enquanto que os homens na segunda. Saiba aqui quem são os brasileiros que competem, os favoritos para ganhar medalhas e como funciona a disputa. As eliminatórias das provas começam a partir das 8:30hs da manhã do horário de Brasília e as finais começam a partir das 17:30hs

Redação Torcedores
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SABRE

DIFERENÇA PARA AS OUTRAS DUAS ARMAS:

Dentre as três armas, o sabre é a mais ágil. É a menor e mais leve – tem cerca de 88 centímetros e pesa cerca de 500 gramas – e tem a lâmina mais flexível de todas as três. Qualquer toque acima da cintura do adversário já é considerado como ponto. Seus lados também são válidos para tocar o corpo do adversário.

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SABRE MASCULINO INDIVIDUAL

HISTÓRICO: A prova do sabre masculino individual é a mais antiga da esgrima juntamente com o florete. Está presente no programa olímpico desde 1896 e já foi disputada 27 vezes. Nas primeiras edições, o grande destaque foi a Hungria com 11 ouros conquistados em 12 disputados de 1908 até 1964. A partir de 1968, a União Soviética cresceu, conquistando um tri-campeonato de 1972 até 1980. Na década de 1980 e 1990, França, Itália, Hungria e Rússia dominaram as medalhas. A partir de 2000, a modalidade se “globalizou”, com Romênia, China, Ucrânia e Alemanha vencendo medalhas.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A prova do sabre promete ser bem equilibrada. Nenhum dos atletas foi extremamente dominante no último ciclo. A Rússia tem dois atletas que devem brigar pelas medalhas: Alexey Yakimenko (foto), atual campeão mundial e Nikolay Kovalev, campeão mundial em 2014. O húngaro campeão olímpico Aron Szilagyi e o italiano vice-campeão olímpico Diego Occhiuzzi também estarão no Rio e estão bem em 2016. O romeno Tiberiu Dolniceanu foi o único que conseguiu medalhas nos três últimos mundiais. Além deles, os coreanos devem chegar bem.

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MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Alexey Yakimenko (Rússia) – campeão mundial 2015, terceiro colocado no mundial 2014, líder do ranking mundial 2016

Daryl Homer (EUA) – vice-campeão mundial 2015

Max Hartung (Alemanha) – terceiro colocado no mundial 2015

Nikolay Kovalev (Rússia) – campeão mundial 2014, vice-campeão mundial em 2013 e terceiro colocado na Olimpíada 2012

Tiberiu Dolniceanu (Romênia) – terceiro colocado nos mundiais 2013, 2014 e 2015

Tiberiu DolniceanuBongil Gu (Coreia do Sul) – vice-campeão mundial 2014 e número 4 do ranking

Aron Szilagyi (Hungria) – terceiro colocado no mundial 2013, campeão olímpico 2012

Kim Junghwan (Coreia do Sul) – número 2 do ranking mundial 2016.

Diego Occhiuzzi (Itália) – vice-campeão olímpico em 2012

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil será representado pelo melhor esgrimista do Brasil Renzo Agresta (foto)que disputará sua quarta olimpíada. Ele está na vigésima posição do ranking (posição que lhe assegurou a vaga ao Rio) e vem bem em 2016. Foi campeão Pan-Americano de Esgrima vencendo atletas que figuram entre os melhores do mundo. Em Londres, ficou na vigésima segunda colocação. Experiente, Renzo pode surpreender. São 32 atletas. Para chegar às quartas-de-final, é preciso vencer duas vezes. Se isso acontecer, já será um grande resultado. Ele pode ir mais longe, entretanto. Diríamos que as chances de medalhas são médias.

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FLORETE FEMININO INDIVIDUAL

HISTÓRICO: o florete individual é a prova mais antiga por equipe dentre as mulheres  e acontece de 1924. A Itália domina a modalidade com 7 ouros, três a mais que a segunda maior vencedora, Hungria. Diferentemente do que ocorre em outras armas, entretanto, o domínio italiano não vem desde o início. Hungria, Dinamarca, Alemanha e Grã-Bretanha foram as potências do esporte até 1960. Durante a Guerra Fria, a Soviética e a China também tiveram boas participações. A partir de 1992, começou a supremacia italiana, muito em virtude de Valentina Vezalli, tri-campeã de 2000 até 2008 e dona de 5 medalhas em cinco edições de jogos olímpicos disputadas. Em Londres, inclusive, a Itália conseguiu a façanha de conquistar ouro prata e bronze no florete, além do ouro na competição por equipes.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A Itália é favoritíssima às medalhas novamente. Arianna Errigo (foto) teve um ciclo olímpico quase perfeito é a melhor em 2016 e muito favorita ao título no Rio. A atual campeã olímpica Elisa di Francisca também chegará forte para defender o título. A Rússia chega com o a campeã e a vice-campeã mundial de 2015. Vale lembrar que o mundial de 2015 aconteceu em Moscou. Fique atento também nas americanas, bem colocadas no ranking, nas coreanas que já foram medalhistas em mundiais e olimpíadas no passado do mundo no passado e nas chinesas.

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MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIAIS PARTICIPANTES:

Arianna Errigo (Itália) – campeã mundial em 2013 e 2014, terceira colocada no mundial 2015 e líder do ranking mundial, vice-campeã olímpica 2012 e líder do ranking em 2016.

Inna Deriglazova(Rússia) – atual campeã mundial e bronze em 2013. Número 2 do ranking em 2016

Elisa di Francisca (Itália) – campeã europeia 2015, 2014, 2013, campeã olímpica em 2012

Aida Shanayeva (Rússia) – vice-campeã mundial em 2015

Nzingha Prescod (Estados Unidos) –  terceira colocada no mundial 2015, quarta colocada no ranking mundial 2016

Lee Kiefer (Estados Unidos) – terceira colocada no ranking 2016

Ines Boubakri (Tunísia) -terceira colocada no mundial 2014

Carolin Golubytskyi (Alemanha) – vice-campeã mundial 2013

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL?

Bia Bulcão (foto) e Tais Rochel serão as duas atletas brasileiras que defenderão o brasil. Ambas gnaharam as vagas que o país sede tem. As duas ocupam quase a mesma colocação no ranking. Bia é a número 87, cinco posições abaixo de Taís. As duas não tiveram resultados expressivos no ciclo. Se conseguirem vitórias, já será um grande resultado. Chegar entre as 16 seria um resultado excelente. As chances de medalha são baixas.

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PALPITE DO GUIA:

ouro: Arianna Errigo (Itália)

prata: Elisa di Francisca (Itália)

bronze Inna Deriglazova (Rússia)