Comitê admite falha nos cuidados com ‘piscina verde’: “Poderíamos ter feito melhor”

Após a polêmica da cor esverdeada da água nas piscinas do Centro Aquático Maria Lenk, o Comitê Organizador da Rio-2016 admitiu que cometeu erros no tratamento da área em apuração da reportagem do UOL Esporte.

Péterson Neves
Jornalista com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação, Dialoog Comunicação e Comunicale. Contato: petersongneves@gmail.com

Crédito: Foto: Reproduçao/Tom Daley/Twitter

LEIA MAIS:
“ZICO DA CHINA” PEDE SILÊNCIO APÓS VITÓRIA E É VAIADO POR TORCIDA BRASILEIRA
BRASIL E ARGENTINA LANÇAM CAMPANHA DE PAZ ENTRE AS TORCIDAS NAS OLIMPÍADAS
CAMISA “OFICIAL TORCEDOR” DA SELEÇÃO FEMININA FICA MAIS CARA DURANTE AS OLÍMPIADAS

A publicação, o Comitê assumiu a fala e promete que a água voltará a cor normal ainda nesta quinta (11). “Poderíamos ter feito melhor na manutenção da piscina quando vimos as questões alcalinas”, reconhece Mario Andrada, diretor de comunicação do Comitê. “Buscamos a perfeição porque não queríamos colocar química para afetar os atletas. É uma experiência para todos”, completa.

Em meio a polêmica nas disputas de saltos ornamentais e do polo aquático, a organização esplanou que a mudança na coloração da água era fruto de uma proliferação inesperada de algas na região.

Mesmo com a mudança da cor, maior problema identificado, o os atletas, mesmo temendo que a mudança na coloração poderia lhes trazer alguma doença, não reclamaram de cheio ou resíduos dentro da piscina.

“Não há risco aos atletas pelo estado da área, que melhorou”, afirma Mario Andrada. “Poderíamos ter melhorado com química, mas não fizemos para não ameaçar a saúde (dos competidores), e a chuva tornou o processo mais lento. Testamos com um grupo independente para que o risco seja zero e a água melhore”, completa o membro do Comitê Olímpico.