Corinthians 106 anos: O dia que o Timão venceu a Parmalat

Nos anos 90, Corinthians e Palmeiras tiveram confrontos extremamente disputados e brigaram por muitos títulos, fazendo partidas memoráveis. Neste especial dos 106 anos do Timão, contaremos a história de uma vitória histórica do time em cima do maior rival, e de quebra, a primeira em decisões sobre o supertime da chamada ‘Era Parmalat’: o Campeonato Paulista de 1995.

Victor Martins
Um homem que acredita ser jornalista, escritor e 'chato'. Decidam vocês qual será a opção escolhidaFormado na Universidade Metodista de São Paulo. No Torcedores desde 2016 ou algo pareciod.

Crédito: Reprodução/Youtube

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Até aquele momento, foram três decisões contra o Palmeiras e três derrotas (Paulista e Rio-São Paulo em 1993 e o Brasileirão de 1994), todas partidas memoráveis e que demonstravam que o rival havia formado um dos maiores times da história recente do futebol brasileiro. Como vencer aquele time? Como parar o time das estrelas trazidas pela multinacional italiana?

Eis que 1995 chegou e a oportunidade se apresentou para uma ‘vingança’. O Palmeiras havia perdido alguns de seus principais jogadores e passou a se reconstruir durante o primeiro semestre, no qual era disputado o Campeonato Paulista. O Corinthians, treinado por Eduardo Amorim, vinha com uma equipe também reestruturada e forte, com craques como Ronaldo, Marcelinho Carioca, Viola e Zé Elias, outros jogadores importantes como Souza, Tupãzinho, Célio Silva, André Santos e Sylvinho, para citar alguns.

Os dois times fizeram campanhas conciliando o Paulistão com outras competições (Copa do Brasil e Libertadores), mas ambos conseguiram chegar a final. O rival, reforçado pelos Nílson e Müller durante a competição havia trocado de técnico (Valdir Espinosa por Carlos Alberto Silva) e estava disposto a buscar o tri. E o Timão desejava parar a equipe que vinha lhe impedindo de conquistar títulos importantes nos últimos anos.

As finais

As duas finais do Campeonato Paulista daquele ano foram diferentes. Morumbi e Pacaembu ou estavam em reformas ou interditados para grandes jogos. A solução foi sediar a decisão no interior. No caso, Ribeirão Preto receberia as duas partidas, no estádio Santa Cruz.

A primeira partida terminou empatada por 1 a 1, e em meio a toda a repercussão pela final, o Palmeiras havia sido eliminado da Libertadores pelo Grêmio em duas partidas ‘malucas’. De volta ao Paulistão, o jogo vinha carregado de tensão e de esperança por ambos os lados.

O primeiro tempo foi disputado, mas não viu gols. Na segunda etapa, Nílson tratou de colocar o Alviverde na frente do placar mas o Timão rapidamente reagiu no famoso gol de falta de Marcelinho Carioca. Aquele mesmo em que Mülller, debaixo das traves palmeirenses, quase tentou afastar.

A tensão aumentou e os dois times pressionavam para o desempate, mas nada acontecia. Com a igualdade, semelhante a do primeiro jogo, a partida foi para a prorrogação, igual ao que aconteceu em 1993. Mas ao contrário de dois anos atrás, as coisas seriam diferentes.

A primeira etapa foi de intensa pressão corintiana, com muitas finalizações e boas defesas do goleiro Velloso. O Palmeiras equilibraria o tempo extra na segunda etapa e teve a chance de marcar o gol. Mas aos 12 minutos, falta cobrada, bola desviada e que ficou com Elivélton, da entrada da área. O gol. Do título. Corinthians 2 a 1.

Foi a primeira vitória em finais do Corinthians contra o Palmeiras da ‘Era Parmalat’. Muitas viriam de ambos os lados no futuro, mas esta foi, vamos dizer, a ‘forra corintiana’. Do jeito mais épico possível.

(Crédito da foto: Reprodução/Youtube)