Desvendando Michael Phelps, maior medalhista da história das Olimpíadas

O mundo se despede, na noite deste sábado (13), do maior medalhista olímpico da história: Michael Phelps. Isso porque o nadador reafirmou que a final do revezamento 4×100 metros livres será sua última prova nas Olimpíadas e que ele está pronto para se aposentar. Em homenagem a essa lenda do esporte, o Torcedores.com selecionou uma série de fatores que o levaram a ser um dos maiores atletas de todos os tempos.

Gabriela Maruyama
Jornalista, assessora de imprensa e pós-graduada em Jornalismo Esportivo e Multimídias. Amante dos esportes desde sempre e apaixonada por futebol inglês. Contato: gamaruyama@gmail.com

Crédito: Foto: Reprodução/Facebook oficial Michael Phelps

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1 – Talento: É irrefutável o talento de Phelps na água. O atleta já foi chamado de sobre-humano, Aquaman e Poseidon (deuses do mar) e até mesmo de extraterrestre. Ele se destacou desde muito cedo: começou a nadar aos sete anos de idade e, com 10 anos, já havia quebrado o recorde da natação americana para a sua idade. Aos 15, tinha conquistado uma vaga para as Olimpíadas de Sidney 2000, em que se classificou para a final dos 200m borboleta e ficou em quinto lugar. Depois dos Jogos, se tornou o nadador mais novo da história a bater um recorde mundial nessa prova.

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Foto: Reprodução

2 – Dedicação: De nada adianta um esportista ser talentoso se não tiver dedicação e comprometimento. No começo deste ano, a Under Armour produziu um comercial mostrando o outro lado da vida de Michael, e que poucas pessoas imaginam: os treinos pesados, a dieta para manter o físico, os sacrifícios feitos em prol da realização profissional, as noites mal dormidas, além dos tratamentos dolorosos pelos quais ele é submetido.

Em sua autobiografia, Phelps inclusive relata um parte do trabalho duro: “Às vezes, quando estou dormindo, eu literalmente sonho com minha prova da largada à chegada. Outras noites, visualizo o ponto exato que quero fazer: mergulho, transição, braçada, batida de mão, para bater o tempo em um centésimo, e então volto quantas vezes eu precisar para terminar a prova.”

Assista à propaganda da Under Armour, sob o lema: “É o que você faz no escuro que te coloca na luz.”

https://www.youtube.com/watch?v=hEXl4UCNY9U

Michael Phelps

Phelps apareceu na Rio 2016 com manchas roxas no corpo, causadas por um tratamento para reduzir as dores musculares. Foto: Getty Images

3 – Estrutura física e ‘virada de golfinho’: Em 2008, a agência de notícias Reuters publicou um artigo ressaltando as vantagens dos ombros largos, do torso e dos braços comprido do nadador, além da envergadura, das pernas curtas e dos quadris estreitos, que favorecem sua movimentação na água. Isso sem contar, claro, no famoso impulso de golfinho do atleta. “Phelps tem usado isso como arma. A lógica diria que ele não deveria ir tão para baixo, mas ele deixa os outros para trás nessa última virada. Por enquanto, ainda não temos nenhuma explicação científica sobre a efetividade dessa trajetória”, declarou à Reuters o coordenador de biomecânica da Federação Americana de Natação, Russell Mark.

4 – Estrutura psicológica: Também à Reuters, o treinador de Phelps, Bob Bowman, afirmou que a estrutura psicológica do americano é um dos seus pontos mais fortes. “Uma série de coisas fizeram de Phelps o nadador que ele é hoje, mas acredito que ele deva isso principalmente à parte psicológica. Ele consegue relaxar e focar no que está fazendo sob pressão. Na verdade, esse tipo de condição faz com que ele renda ainda mais”, disse Bob na ocasião.

Recentemente, em entrevista ao jornal americano The Washington Post, Bowman ainda contou que o segredo de Michael é visualizar todos os tipos de cenários, o que o deixa preparado para imprevistos. “Ele é o melhor também em termos de visualização de prova”, explicou.

Um exemplo da facilidade do esportista para lidar com situações não planejadas aconteceu na última terça-feira (9), na final do revezamento 4×200 metros livres. Antes de cair na água, a lenda do esporte rasgou, acidentalmente, a touca, mas isso não foi um problema: ele pediu emprestado a de um colega e, para não se complicar com seus patrocinadores, nadou com a touca do avesso.

5 – Técnica de respiração: Outro aspecto notável em Michael Phelps é a maneira como ele respira na água e a forma como abre a boca ao fazer isso (de um modo muito parecido com o de um tubarão). Prova disso é uma declaração dada por Manso, ex-técnico de Fernando Scherer, para a Globo.com, que explicou que o nadador americano aproveita todo o oxigênio na hora de respirar, o que gera menos ácido lático (molécula responsável por causar a dor muscular) e, consequentemente, ele fica menos cansado que os adversários.

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