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Em nota, Gaviões da Fiel repudia comparação de Elias com torcida rival

A comparação que Elias fez dos corintianos com são-paulinos, que inclusive já pediu desculpas, ainda repercute e dessa vez chegou principal organizada do Corinthians: os Gaviões da Fiel. Em nota, eles repudiaram a declaração do volante em que assemelha ambas torcidas, mas concordaram com o restante do discurso.

Roberto Junior
Jornalista. Como todo torcedor também gosto de dar meus pitacos. Fã da seleção italiana, do Milan e do Arsenal.

Crédito: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

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Na publicação por meio de suas redes sociais feita nesta manhã, os Gaviões da Fiel enfatizaram a história de fidelidade da torcida com o clube e colocou que “rechaça toda e qualquer comparação – tenha ela o intuito que for – com qualquer torcida que seja”, já que isso é uma falta de respeito e eles não aceitam o que foi dito por Elias.

Na segunda parte da nota, a organizada também explica que concorda com o restante do discurso, já que Elias reclamou de vaias durante o jogo e os Gaviões relataram que “nunca fomos adeptos das vaias e críticas durante o jogo, pois consideramos que o papel fundamental e indispensável da nossa torcida é apoiar e incentivar o Corinthians”.

Confira a nota oficial dos Gaviões da Fiel na integra: 

NOTA OFICIAL SOBRE DECLARAÇÃO DO JOGADOR ELIAS

Em 1969, jovens amigos idealizaram o que viria a ser a maior torcida organizada do País e decidiram reforçar no nome da entidade a fama que há tempos a torcida já havia conquistado: a de ser Fiel.

Desde então, os Gaviões levam a sério tal fidelidade, tendo não apenas como um orgulho, mas acima de tudo como um compromisso. Onde quer que o Corinthians jogue, fazemo-nos presentes, até mesmo quando tentam nos proibir e/ou censurar (vide jogos recentes).

Tendo esse princípio em mente, nossa diretoria rechaça toda e qualquer comparação – tenha ela o intuito que for – com qualquer torcida que seja. Comparar-nos é um desrespeito para com a única torcida publicamente reconhecida por uma fidelidade inigualável.

E, nesse sentido, o jogador Elias errou feio. Não aceitamos o que foi dito de jeito nenhum!

Em compensação, estamos de acordo com o restante do discurso.

Nós, dos Gaviões da Fiel, que tanto lutamos pelas festas populares e apaixonadas nos estádios, lamentamos que, ano após ano, dirigentes, emissoras e federações estejam mercantilizando nossa paixão e criando uma espécie de neo-torcida.

Nunca fomos adeptos das vaias e críticas durante o jogo, pois consideramos que o papel fundamental e indispensável da nossa torcida é apoiar e incentivar o Corinthians. Dentro da nossa fidelidade pública, sempre houve a unânime opinião de que nossa torcida era capaz de ganhar jogos com a forma que inflamamos os jogadores dentro do campo.

Em relação a isso, a ordem natural das coisas sempre foi (e deveria continuar sendo) uma só: quem está dentro de campo, se inflama por quem está fora. Jamais o contrário, como vem acontecendo nos últimos anos.

Sabemos da importância da cobrança e temos vasto histórico como órgão fiscalizador e uma força independente, seja para os assuntos futebolísticos ou administrativos. Sendo assim, respeitamos a insatisfação de todos, mas acreditamos que a postura de parte da torcida Corinthiana nos últimos jogos colocam à prova o título de Fiel que sempre tivemos como indiscutível.

Não há fidelidade parcial. Apoiamos incondicionalmente. Jamais optaremos por não apoiar.

Durante os 90 minutos de partida, os Gaviões da Fiel continuarão – como sempre – cantando, apoiando, incentivando e fazendo de tudo para que dentro de campo os jogadores ouçam nosso apelo, se motivem e joguem por nós. Com nós.

Em contrapartida, no extra campo, persistiremos na luta contra a modernização do futebol, processo este que culmina não apenas no afastamento do povo preto e pobre das arquibancadas, como em novos padrões e preceitos de jogadores, administradores e até mesmo torcedores, como os que infelizmente hoje motivam esta nota.

Como sempre, reforçamos: somos absolutamente contrários ao futebol moderno e todos seus frutos malditos.”