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Incentivo de Rafaela Silva no Bolsa-Atleta é maior que de Cristiane e Formiga

Rafaela Silva, primeira campeã olímpica brasileira no Rio 2016, é uma das beneficiadas do programa Bolsa Atleta. A iniciativa, criada em 2005, agrupa atletas em níveis e permite, inclusive, que jovens promessas dos esportes recebam maiores incentivos que as experientes, como a Formiga.

Redação Torcedores
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O Bolsa Atleta surgiu em 2005 com o intuito de incentivar, individualmente, o atleta, através de valores estipulados pelos seus níveis. Hoje existem seis graus de classificação aos esportistas: Base, infantil, nacional, internacional, olímpico / paralímpico e pódio. O último é o mais recente, criado visando os jogos Rio 2016 e tem, consequentemente, um incentivo maior, que pode atingir até R$ 15 mil mensais.

A ajuda, que dura um ano, não observa o nível socioeconômico dos beneficiados. Um dos requisitos para conseguir a bolsa é o desempenho do atleta nas competições que se dispõe a participar. A prioridade no Ministério do Esporte é contemplar o desportista de modalidades presentes no programa olímpico. Dos 465 atletas da delegação brasileira nas olimpíadas do Rio de Janeiro, 358 são beneficiados pela Bolsa-Atleta, portanto 77% da totalidade.

Rafaela Silva, campeã no judô, é uma das amparadas no programa de incentivo. Apesar da derrota em Londres, 2012, ela figura na lista dos atletas do último nível, o “pódio”. Dos 14 lutadores dessa modalidade, apenas Rafael Buzacarini, peso meio-pesado, não recebe a ajuda máxima, concedida pelo governo. A ginástica artística é outra camada que reúne muitos dos principais esportistas no mais alto nível da Bolsa-Atleta. Os irmãos Hypolito, Arthur Zanetti, Rebeca Andrade, Jade Barbosa e até Flávia Saraiva, de 16 anos, conta com a ajuda à nível “pódio”.

Esse grau foi implantado em 2012, mirando os esportistas que possuem “chances de disputar medalhas no Rio 2016”.

Na seleção brasileira feminina de futebol, apenas três jogadoras não contam com o incentivo do governo. Dentre elas, a cinco vezes melhor jogadora do mundo, Marta. No entanto, nenhuma das outras conta com o máximo valor que o governo dispõe. Duas das mais experientes da equipe, Cristiane e Formiga, são níveis ‘Nacional’ e ‘Olímpico’, respectivamente. A primeira, maior artilheira da história dos jogos olímpicos, está classificada no nível mais baixo para profissionais.

A seleção masculina de futebol não tem nenhum beneficiado do Bolsa-Atleta.

Confira os valores de cada nível, divulgados pelo Ministério do Esporte:

BASE: R$ 370

ESTUDANTIL: R$ 370

NACIONAL: R$ 925

INTERNACIONAL: R$ 1.850

OLÍMPICO / PARALÍMPICO: R$ 3.100

PÓDIO: De R$ 5.000 a R$ 15.000

O programa permite, desde 2012, que o contemplado tenha patrocínios, sendo assim, outra fonte de renda para o vinculado.

Crédito da foto: David Ramos / Getty Images