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Olimpíadas: dinamismo do rugby sevens no Rio 2016 ganha o público em Deodoro

* Direto do Parque Olímpico de Deodoro, no Rio de Janeiro-RJ

Márcio Donizete
Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade de TV. Foi repórter colaborador, líder de colaboradores e editor no Torcedores.com. Apresenta o Lente Esportiva ABC em lives no Facebook e Youtube.

Crédito: Crédito da foto: Márcio Donizete/Torcedores.com

Há alguns anos, o rugby vem conquistando cada vez mais o público pelo mundo. A Copa do Mundo da modalidade é considerada o terceiro maior evento esportivo do planeta, perdendo apenas para as Olimpíadas e Copa do Mundo de futebol. No Rio 2016, o esporte foi reincorporado às disputas olímpicas após 92 anos para se popularizar ainda mais, e parece que chegou para ficar.

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Dessa vez, chamado de rugby sevens (com sete jogadores), o jogo ficou dinâmico e rápido. São dois tempos de sete minutos, com intervalos de apenas meia hora entre cada jogo, o que agradou o público presente no Estádio de Deodoro. Eles se mantém ligados o tempo todo na bateria de seis partidas por sessão e deixa aquele gostinho de “quero mais”. Quando a partida está quente, o tempo já se esgotou.

O Torcedores.com acompanhou a sessão 2 da fase de grupos nesta terça-feira (9) e encontrou um clima agradável e de confraternização entre as torcidas, que compareceram em bom número no local. Não chegou a lotar, mas as arquibancadas estavam cheias, com cerca de 75% dos espaços preenchidos na instalação.

No duelo entre Brasil e Estados Unidos, os brasileiros deram o máximo de apoio que puderam dar, vibrando a cada interceptação de jogada. Mas o time, ainda inexperiente, não conseguiu segurar a equipe estadunidense, que venceu por 26 a 0. Mesmo assim, a seleção verde e amarela masculina saiu de campo sob aplausos e tendo a atuação reconhecida, afinal, o elenco e o rugby ainda são novidades no país dos Jogos Olímpicos.

Brasileiros saem aplaudidos mesmo após derrota no rugby sevens - Crédito da foto: Márcio Donizete/Torcedores.com

Brasileiros saem aplaudidos mesmo após derrota no rugby sevens – Crédito da foto: Márcio Donizete/Torcedores.com

Em confrontos que não envolviam o Brasil, os fanáticos locais mantiveram a empolgação e festejavam a cada try das outras seleções, exceto da Argentina pela rivalidade histórica entre as nações – inclusive, com os brasileiros provocando os argentinos com o grito de “1.000 gols de Pelé”, um dos grandes “hits” na Copa do Mundo de futebol de 2014.

O Quênia também foi um dos times que tiveram maior aceitação do público. Contra a Nova Zelândia, chegou a até fazer um try, deixando a torcida em êxtase, mas logo levaram a virada por 28 a 5. Equilíbrio mesmo aconteceu entre Grã-Bretanha e Japão, onde os britânicos venceram por apenas dois pontos: 21 a 19, ou seja, uma conversão convertida daria o empate aos japoneses.

Pelos jogos da terça, dá para cravar: a modalidade caiu no gosto dos brasileiros – e também estrangeiros – nas Olimpíadas.