Opinião: mais um vexame do futebol masculino do Brasil

Após jogar mal demais na estreia contra a África do Sul, o futebol masculino do Brasil conseguiu a proeza de piorar seu nível de atuação no segundo jogo. O zero a zero com o Iraque provou que a seleção brasileira precisará de muito mais do que individualidades se quiser sonhar com o tão falado ouro inédito.

Bruno Nunes Loreto
Formado em Jornalismo na Universidade de Santa Cruz do Sul, UNISC. Amante dos esportes, principalmente o bom e velho futebol. Setorista de Grêmio e Fluminense.

Crédito: Foto: Divulgação/Twitter Oficial CBF Futebol

 

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Não faltou “toquezinho” bonito de calcanhar e nem dribles pelo meio das pernas do adversários, o que faltou foi vontade de ganhar e de fazer valer o amplo favoritismo. Neymar, o camisa 10 e capitão, de quem muito se espera, por vezes parece tentar e não conseguir (por conta do individualismo) e em outros momentos parece não querer assumir o protagonismo que se espera dele. Gabriel Jesus, artilheiro do Brasileirão pelo Palmeiras, nem de longe lembra as atuações feitas por ele no campeonato brasileiro. Renato Augusto, um dos acima de 23 anos e convocado para ser titular, aparece muito pouco para jogar.

O meia Felipe Anderson ser titular é uma incógnita neste time de Micale. O jogador da Lazio teve uma atuação muito ruim na estreia e hoje manteve o mesmo nível de atuação. Luan, que entrou logo no intervalo, pareceu ser um dos mais lúcidos do Brasil na partida, tentado fazer jogadas de combinação com os companheiros.

Uma coisa que não existe na seleção é espírito de coletividade. Parece até que o técnico Rogério Micale apenas escala o time e diz para os jogadores que o Brasil vai ganhar e que o gol vai sair a qualquer momento. Mas, sinto informar que: não é bem assim. Neymar, Gabigol, Gabriel Jesus, o trio de ataque que tem qualidade para jogar junto, prefere jogar para si mesmo. Nas poucas vezes em que chegamos trocando bola com qualidade, criamos alguma coisa, como por exemplo no gol feito perdido por Renato Augusto, quase no final da partida.

Para o adversário, o resultado foi perfeito e o decorrer do jogo foi da maneira que ele mais sonhava. O Iraque, um time muito bem organizado que joga em um 4-4-2, que varia para um 4-3-3 quando o time está com a bola, fez o seu jogo, catimbou, irritou os brasileiros fazendo muitas faltas e saiu com o empate. Um ponto necessário e fundamental para os iraquianos que enfrentam a África do Sul, na última rodada, e têm grandes chances de carimbar a vaga as quartas de final.

Os gritos de “Marta! Marta! Marta!” vindos da arquibancada vieram bem a calhar. A seleção feminina, que conta com apoio e estrutura BEM MENORES, deixam tudo que tem em campo em busca da vitória. Já os atletas do masculino, durante a partida parecem não se incomodar por representar seu país da melhor forma possível.

Resta a seleção brasileira recolher os cacos dos empates nos dois primeiros jogos e demonstrar o futebol que se espera dela contra a Dinamarca, adversário mais forte desta primeira fase e que lidera o grupo com quatro pontos.