Rafael Carioca fala em “sonho de criança” e dedica a sua avó a chance de vestir a amarelinha

Na primeira lista de convocados para as duas partidas das Eliminatórias da Copa do Mundo, algumas novidades estiveram entre os chamados pelo técnico Tite. Entre eles, o volante do Atlético-MG, Rafael Carioca. Desde o ano passado, muitos se questionavam o motivo pelo qual o jogador não era lembrado por Dunga, devido a sua regularidade durante toda a temporada.

Eder Bahúte
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Crédito da foto: Bruno Cantini/Atlético MG

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Apontado como um dos principais jogadores da equipe atleticana, Rafael Carioca concedeu entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, na Cidade do Galo, em Vespasiano, e revelou ter realizado um sonho de criança com a possibilidade de vestir a camisa da Seleção Brasileira.

“É uma alegria de poder realizar um sonho de criança. Acho que qualquer jogador sonha em defender o seu país, e a gente sabe o peso que a camisa da Seleção tem. Agradeço ao Atlético-MG, que abriu as portas para mim, aos treinadores que eu trabalhei aqui. Agora é jogar na quarta-feira, que já vou jogar convocado, uma responsabilidade a mais. Nada melhor que jogar quarta-feira e tentar uma boa vitória para ser feliz por completo”, afirmou ele.

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No instante em que recebeu a notícia da convocação, o jogador disse que pensou em sua avó. Dona Hilda foi a principal motivadora de Carioca para seguir com a carreira futebolística. Ela faleceu em 2010.

“No momento eu pensei muito na minha vó. Uma mulher que me ajudou muito, que confiava muito em mim. Ela era a pessoa que realmente sabia quem eu era. Meu pai e minha mãe são vivos, mas não me apoiaram tanto como minha vó me apoiava. Ela foi a única pessoa que me apoiou mesmo. É o sonho dela e o meu realizado. Minha vó não entendia nada de futebol, mas ela sabia o quanto eu gostava de jogar futebol. Ela era a minha protetora. Acredito que aonde ela estiver agora ela estará muito feliz, porque só ela sabe o que eu e ela passamos”.

Veja outros trechos da coletiva:

DUNGA

Ano passado, na minha cabeça, eu achei que fosse ser convocado pelo Dunga, mas acabei não sendo. Ele tinha as preferências dele. Fiquei triste, mas em nenhum momento deixei de trabalhar, porque sabia que uma hora ia acontecer.

TITE

Quando assumiu o Tite, fiquei bastante feliz, porque é um cara muito coerente com as coisas, transparente. Sabia que tinha grandes chances se eu conseguisse manter o nível. Eu bati um papo rápido com o Tite ano passado e eu tenho muitos amigos em Porto Alegre e soube que desde quando ele dirigia o Inter e eu jogava no Grêmio, ele gostava muito do meu futebol. Agora é tudo novo, treinador novo. Muito feliz por estar sendo lembrado por ele. Agora é trabalhar para tentar fazer um bom trabalho lá