Tóquio-2020 impede Isaquias Queiroz de repetir Rio 2016. Entenda!

As três medalhas que Isaquias Queiroz conseguiu na canoagem de velocidade dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 não devem se repetir mais em Tóquio-2020. Não por causa do atleta, mas por uma decisão da Federação Internacional de Canoagem, que retirou do programa olímpico uma das provas pelas quais o brasileiro levou medalha.

Victor Martins
Um homem que acredita ser jornalista, escritor e 'chato'. Decidam vocês qual será a opção escolhida.Formado na Universidade Metodista de São Paulo. No Torcedores desde 2016 ou algo parecido.

Crédito: Reprodução/Twitter

LEIA MAIS

SEM VAIAS, FRANCÊS LAVILLENIE PERDE MAIS UMA NO SALTO COM VARA

JOGOS PARALÍMPICOS BATEM NOVO RECORDE E VENDEM 145 MIL INGRESSOS EM UM DIA

A prova retirada do programa é a C1 200m, na qual o brasleiro levou para casa a medalha de bronze. As outras provas que renderam a Isaquias a prata (C1 1.000m C2 1.000m) ainda serão disputadas na Olimpíada japonesa. A retirada de uma das provas que consagraram o baiano irritou o Jesús Morlán, treinador dos canoístas brasileiros.

“Não gosto da exclusão porque ela é injusta com os velocistas. Podiam ter ao menos colocado uma prova de 500m. Deste jeito, vão matar uma geração de velocistas, uma aposentadoria por decreto”, disparou o espanhol a Folha de São Paulo.

Segundo o treinador, somente o brasileiro poderia correr provas em distâncias mais curtas e as que exigem mais resistência. Sem a prova, o canoísta terá de abdicar da prova nas disputas da Copa do Mundo e do Mundial de Canoagem.

“Nunca houve na história um medalhista que em provas de 200m e 1000m e nunca houve um com três medalhas  na mesma edição. Até chegar o Isaquias”, declarou Morlán que disse que pretende ficar no Brasil até a realização dos próximos Jogos Olímpicos, com Nívalter Santos escalado para ser seu sucessor.

“O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) quer, os meninos querem. Fico até Tóquio e depois, tchau para todo mundo”, disse.

(Crédito da foto: Reprodução/Twitter)