Cinco histórias emocionantes das Paralimpíadas Rio 2016

Paralimpíadas Rio 2016
Crédito da foto: Divulgação/Site oficial Rio 2016

As Paralimpíadas Rio 2016 terminaram no último domingo (18), mas a saudade que ficou é inevitável. Pensando nisso, o Torcedores.com selecionou as histórias mais emocionantes da competição, que te deixarão com lágrimas nos olhos. Confira abaixo!

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1 – Alessandro Zanardi – A carreira do italiano ‘Alex’ Zanardi como automobilista foi brutalmente interrompida durante uma corrida da CART 2001, quando o carro de Alex Tagliani se chocou contra o dele. Muito perto da morte, Zanardi se recuperou, mas com um custo: suas duas pernas precisaram ser amputadas.

Apesar desse episódio, o ex-piloto optou por continuar no esporte, fazendo algo que amava. Na Rio 2016, Alessandro se tornou o maior medalhista do Paraciclismo, com quatro medalhas de ouro e duas de prata. Ele foi, inclusive, reverenciado pelo piloto inglês Lewis Hamilton. Veja a seguir:

2 – Daniel Dias – Nascer sem as mãos e sem uma perna poderia fazer qualquer um se revoltar contra o mundo e perder a vontade de viver. Mas esse não foi o caso do brasileiro Daniel Dias, maior medalhista da história da natação paralímpica, com 24 medalhas, que mostrou o verdadeiro significado de superação.

“Sempre aceitei (a deficiência) e fui feliz assim. É questão de escolha. E eu escolhi ser feliz. O resto nós buscamos com determinação e fé”, disse ele ao globoesporte.com em 2012.

Divulgação/Site oficial Rio 2016
Divulgação/Site oficial Rio 2016

3 – Mariyappan Thangavelu – De origem humilde, o indiano de apenas 21 anos nunca havia dormido em uma cama até o ano passado. Quando era criança, um ônibus esmagou sua perna e sua mãe precisou fazer um empréstimo para pagar o tratamento, dívida que a família ainda não quitou.

Nas Paralimpíadas, porém, Mariyappan conquistou a medalha de ouro na prova do salto em altura classe T42, e deve receber aproximadamente R$ 367,5 mil pelo feito. “Ele é extremamente pobre, e financeiramente essa medalha muda a vida dele para sempre”, garantiu a companheira de equipe de Thangavelu, Bhati Varun Singh, ao site oficial Rio 2016.

Divulgação/Site oficial Rio 2016
Divulgação/Site oficial Rio 2016

4 – Marieke Vervoort – A belga Marieke Vervoort chocou o mundo ao anunciar, antes do início dos Jogos Paralímpicos, que pediria eutanásia após o término da competição. Na Rio 2016, a paratleta ganhou a prata nos 400 metros da classe T51-52 e se despediu com o bronze nos 100m.

“Eu tenho uma doença progressiva. Se você me visse anos atrás, eu era capaz de desenhar, de pintar obras incríveis. Eu só enxergo 20%, tenho vários ataques epiléticos… Eu curto cada momento. Quando você tiver um dia ruim, aproveite o dobro. As pessoas precisam parar de reclamar. Aproveite cada momento. Por favor. Eu sou a pessoa mais rica do mundo”, declarou ela.

Divulgação/Site oficial Rio 2016
Divulgação/Site oficial Rio 2016

5 – Susana Schnarndorf Ribeiro  Prata no revezamento 4x50m livre misto até 20 pontos, a nadadora brasileira chorou muito depois da conquista, e admitiu que seu maior medo era não viver para aquele momento, já que sua doença piorou nos últimos anos.

“Meu corpo está parando de funcionar comigo viva. Eu tenho que brigar com ele, pois tenho 40% de capacidade respiratória. Já cheguei a passar mal, ter queda de pressão. Apesar disso, não penso se vou estar andando ou conseguindo falar no ano que vem. Penso que ano que vem tem mundial, tem competição. Literalmente, o esporte me salvou”, contou à BBC Brasil.

Daniel Zappe/CPB
Daniel Zappe/CPB

 



Jornalista, assessora de imprensa e pós-graduanda em Jornalismo Esportivo e Multimídias. Amante dos esportes desde sempre e apaixonada por futebol inglês.