Eleições 2016: saiba como foi o desempenho dos ex-jogadores e jornalistas esportivos nas urnas

Kajuru
Reprodução/Facebook

Em todas as eleições, um bom número de ex-jogadores, dirigentes de futebol e jornalistas esportivos lançam candidaturas aos mais diversos cargos da política brasileira. Alguns, como o ex-atacante Romário, conseguem sucesso – o Baixinho, hoje, é senador. Outros fracassam. Neste ano, nas eleições municipais, não foi diferente.

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O Torcedores.com mostra para você como foi o desempenho de 15 ex-jogadores, dirigentes e jornalistas do mundo da bola nas urnas do país. Os resultados foram divulgados na noite deste domingo (2) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Belo Horizonte teve um duelo entre dois atleticanos históricos: o ex-goleiro João Leite (PSDB) e o ex-presidente do Galo Alexandre Kalil (PHS). Adversários na corrida pela prefeitura da capital mineira, o tucano levou a melhor, com 395.952 (33,40%) votos no primeiro turno. Kalil, por sua vez, recebeu 314.845 (26,56%). Eles disputarão o segundo turno no dia 30 de outubro.

A cidade com o maior número de “celebridades” nas urnas foi São Paulo. Quatro ex-jogadores tentaram se eleger vereadores: Marcelinho Carioca (PRB), Ademir da Guia (PHS), Waldir Peres (PRP) e Tonhão (PCdoB). Do quarteto, nenhum deles obteve votação suficiente para conseguir um lugar entre os 55 vereadores eleitos na capital paulista. Marcelinho foi o mais lembrado nas urnas, com 12.602 votos – mais do que o último candidato eleito, seguido por Ademir (3.166), Waldir Peres (1.341) e Tonhão (590).

Além deles, o jornalista Chico Lang (PTN) também tentou uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo. Mas ele recebeu apenas 5.865 votos, número insuficiente para que ele ganhasse o posto.

Completam os candidatos da bola no Estado de São Paulo e ex-atacante do Corinthians Tupãzinho. O jogador, considerado um xodó da torcida nos anos 90, concorreu ao cargo de vereador na cidade de Tupã, no interior do Estado. Disputando o pleito pelo PSB, Tupãzinho recebeu 357 votos e não foi eleito.

Se Chico Lang, mesmo sendo um jornalista conhecido, não conseguiu se eleger em São Paulo, o mesmo não se pode dizer de Jorge Kajuru (foto). Concorrendo pelo PRP, ele foi o vereador mais votado em Goiânia e foi eleito com 37.796 votos.

Além de Kajuru, o mundo da bola será representado também na cidade de Curitiba. O ex-atacante Paulo Rink, do PR, foi eleito vereador na capital paranaense após receber 5.607 votos. Ainda na região Sul do Brasil, o ex-volante Dinho, ídolo do Grêmio, concorreu pelo Democratas a uma vaga na Câmara Municipal de Porto Alegre. Os 2.280 foram insuficientes para que ele fosse eleito.

Quem também naufragou nas urnas foi o ex-presidente do Vasco Roberto Dinamite. O político do Solidariedade recebeu apenas 2.518 e não conseguiu virar vereador no Rio de Janeiro. Já Andrade, ex-técnico do Flamengo, teve melhor desempenho na capital fluminense: 6.978 votos, mais até do que o vereador eleito Italo Ciba (6.023 votos pelo PTdoB). Mas o ex-volante, que concorreu pelo PMDB, ficou de fora pelas regras de distribuição de votos.

Os ex-zagueiros Odvan e Jorge Luiz também não conseguiram se eleger vereadores no Estado do Rio. Em Campos dos Goytacez, Odvan, do PPS, recebeu 591 votos. Jorge Luiz, que concorreu pelo Solidariedade em Niterói, ganhou apenas 216.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.