Mari Paraíba: De aposentadoria precoce à seleção brasileira

Mari Paraíba começou treinar vôlei aos 10 anos. Ainda muito jovem, se transferiu para o então Sollys Osasco para ingressar nas categorias de base e posteriormente profissional. Muito nova, deixou sua cidade natal, Campina Grande, na Paraíba e desde cedo teve que aprender a superar as dificuldades da vida e amadurecer mais rápido do que as meninas da sua idade. No mês do outubro rosa, confira a história de superação de uma mulher que desistiu do esporte mas não resistiu à distância, e viveu o ápice da carreira em seu retorno às quadras.

Viviane Tavares
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/Facebook Mari Paraíba

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Além do time de Osasco, a atleta teve passagens por Pinheiros, Goiânia, São Caetano, Bauru, Macaé e Minas. Atualmente joga no Voléro Zurich, na Suiça. Em 2012, viu sua vida se transformar quando aceitou ser capa da revista Playboy. Ficou conhecido pelo país inteiro e ganhou definitivamente o título de musa do vôlei, quando decidiu deixar o esporte aos 26 anos e anunciou aposentadoria.

Como toda atleta apaixonada, não ficou muito tempo longe e voltou para o vôlei de praia, onde atuou por pouco tempo e garantiu ser mais complicada a adaptação com a modalidade. Mari falou sobre a “aposentadoria” em entrevista ao site UOL, no ano de 2015.

“Na época em que decidi me aposentar, minha cabeça andava muito confusa, me sentia perdida, tinha dúvidas se realmente era aquilo que queria para mim. Tinha uma rotina de vôlei desde os 14 anos de idade que foi quando sai de casa para jogar em São Paulo. Eu estava um pouco saturada, sentia falta de casa, amigos, de ter uma vida normal. Mas, o tempo em que fiquei parada foi quando percebi o que eu realmente queria. Sentia falta da rotina, das atletas. Enfim, sentia falta de tudo aquilo que vivia. Foi onde resolvi voltar. Voltei, só que dessa vez com a certeza do que eu realmente quero e hoje, isso faz toda diferença na minha vida”

Em 2013, voltou às quadras e jogando pelo Minas/Camponesa chegou à seleção brasileira jogando os Jogos Pan-Americanos e o Grand Prix, em 2015.

Como quase todo atleta profissional, Mari passou por lesão no ombro e atrelou a cura à fé que tem em Santa Rita de Cássia, sua santa de devoção. Estampou na pele o carinho pela intercessora com uma frase dita pela santa em um filme que assistiu “Se você tiver fé no Senhor nada é impossível”.

Com essa fé, Mari Paraíba leva a vida de mulher guerreira, que saiu cedo da casa dos pais em busca de realizar sonhos. Aos 29 anos, tudo indica que a jogadora de vôlei que saiu do Nordeste brasileiro, tem o mundo inteiro para conquistar.