Pouco futebol, alto salário e soco: Anderson gera a ira dos colorados

Com o peso das passagens pela seleção brasileira e clubes importantes da Europa, como Manchester United e Porto, Anderson chegou ao Inter em janeiro de 2015 como aposta pessoal do presidente Vitorio Piffero e esperança como um eventual substituto de Andrés D’Alessandro. Com este pensamento, a diretoria não se importou em firmar um alto salário para o meia – o mais alto do grupo, girando em torno de R$ 500 mil mensais.

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.
Internacional

Crédito: Foto: Ricardo Duarte/Inter

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Mas, até agora, os números decepcionam. Sem nunca ter se firmado como titular, Anderson soma 81 jogos pelo Inter, com apenas cinco gols marcados. Logo na estreia, a primeira decepção: um pênalti perdido contra o Cruzeiro, de Porto Alegre, no Gauchão de 2015, em jogo que terminou empatado em 0x0. Na semana seguinte, na estreia da Libertadores de 2015, o camisa 8 não aguentou a altitude de La Paz e saiu ainda no primeiro tempo do jogo contra o The Strongest, na Bolívia.

Com a saída de Diego Aguirre e a entrada de Argel Fucks, Anderson chegou a ter alguns esporádicos bons momentos no Inter, sem, no entanto, manter uma regularidade que pudesse creditar confiança junto aos colorados. No início de 2016, a diretoria rejeitou uma proposta do mercado chinês pelo jogador, que seguiu decepcionando a torcida. Na semifinal da Primeira Liga, foi Anderson quem errou o pênalti decisivo que desclassificou o Inter diante do Fluminense.

Campeão gaúcho como titular, Anderson perdeu o início do Brasileirão – melhor momento do Inter no certame – por lesão. Não voltou automaticamente a equipe e passou a amargar a reserva, mesmo com as chegadas de Paulo Roberto Falcão e Celso Roth. Com o último, teve uma chance entre os onze iniciais contra o Fortaleza, no Ceará, pela Copa do Brasil, onde não teve boa atuação e chamou a atenção por “recolher” as mangas da camisa do Inter, transformando-a em uma regata.

Diante de uma trajetória repleta de fracassos no Inter, Anderson chegou ao ápice no treinamento desta sexta-feira. Em um desentendimento, acabou acertando um soco no rosto do lateral William, titular e criado na base do clube, que saiu sangrando e com um dente quebrado. Para não atrapalhar o planejamento para o jogo contra o Flamengo, a diretoria colorada adiou para segunda-feira uma eventual punição aos atletas. Anderson ainda tem espaço no Inter? Na internet, os colorados não escondem a revolta com o jogador.