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Time de Dolly vence Champions da África e leva brasileiro ao Mundial

O Mamelodi Sundowns, da África do Sul, carimbou o passaporte para o Mundial da Fifa ao conquistar a Champions League africana neste domingo. O time do meia Keagan Dolly – destaque dos Jogos Olímpicos – e do zagueiro brasileiro Ricardo Nascimento garantiu o título ao perder para o Zamalek por 1 a 0 na cidade egípcia de Alexandria. O placar no estádio Borg El Arab foi suficiente para o clube de Pretória, que havia vencido a ida por 3 a 0.

Redação Torcedores
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Crédito: Reprodução/Instagram oficial Mamelodi Sundowns

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Ricardo, entretanto, não pôde ajudar sua equipe em campo. Apesar de ser titular no Campeonato Sul-Africano e nas copas domésticas, um atraso na liberação de seu visto de trabalho o impediu de ser inscrito no torneio continental.

O zagueiro trocou a Académica de Coimbra pelo clube de Pretória no meio de 2016. Como explicou em entrevista exclusiva ao Torcedores.com, o motivo foi justamente a chance de disputar o Mundial.

Time mais brasileiro da África

O Mamelodi Sundowns pode ser considerado o time mais brasileiro da África do Sul, e não apenas pela presença de Ricardo Nascimento. Começando pelo uniforme principal, idêntico ao da seleção pentacampeã. Não à toa, o apelido da equipe é “Brazilians”.

Outro elemento que liga o vencedor da Champions ao Brasil é o técnico Pitso Mosimane, que fez parte das comissões técnicas de Carlos Alberto Parreira e Joel Santana nos Bafana Bafana.

O aspecto cosmopolita também é visto nas contratações das últimas temporadas. A equipe de Pretória vem investindo em talentos do futebol africano, e alguns já são pilares do time, como os atacantes Khama Billiat, do Zimbábue, e Anthony Laffor, da Libéria.

A partida

Diante de um ambiente hostil, com pressão da torcida e laser nos olhos dos atletas, Dolly e companhia mostraram maturidade e não pareceram se intimidar. Os comandados de Pitso Mosimane resistiram bem à pressão egípcia no primeiro tempo.

Já aos 28, os visitantes passaram por um susto. O goleiro ugandense Denis Onyango se lesionou e precisou ser substituído. A demora de quatro minutos para entrada do reserva Wayne Sandilands irritou a comissão técnica egípcia, que discutiu com o banco sul-africano.

A cera dos visitantes resultou em um fato curioso. No final do primeiro tempo, o árbitro decretou oito minutos de acréscimo.

Quando tudo parecia caminhar para um título sem sustos dos sul-africanos, o atacante nigeriano Stanley Ohawuchi chutou rasteiro, de fora da área. Sandilands pulou atrasado, tocou na bola, mas não evitou o gol dos anfitriões aos 18 minutos da etapa final.

Com a vantagem no placar, a torcida egípcia despertou, e os comandados de Moamen Soliman pressionaram a equipe da África do Sul. Sandilands, porém, se redimiu da falha com defesas importantes.

Administrando a vantagem, o Sundowns pôde soltar o grito de campeão após “apenas” quatro minutos de acréscimo.

Fim do jejum

Com a façanha deste domingo, o Sundowns se tornou apenas o segundo time de seu país a vencer a Liga dos Campeões africana.

O jejum durava desde 1995, quando o Orlando Pirates superou o ASEC Abidjan, da Costa do Marfim. Naquela época, Mundial de Clubes ainda não havia adotado o formato atual, com a participação de equipes de fora da Europa e América do Sul. Assim, o clube de Pretória será o primeiro sul-africano a disputar o torneio da Fifa.

O feito de hoje também serviu como uma revanche dos Brazilians. Na sua única final de Champions até então, em 2001, o time de Pretória havia perdido para o Al-Ahly, do Egito.

Campanha

A trajetória dos sul-africanos rumo ao título da Champions começou com a vitória no confronto com o Chicken Inn, do Zimbábue, na fase preliminar. No mata-mata, os Brazilians também passaram por AC Leopards, do Congo, e AC Vita Club, da República Democrática do Congo.

Já na fase de grupos, o Sundows terminou em primeiro, seguido pelo Zamalek. O detalhe é que os comandados de Pitso Mosimane venceram os dois duelos com os egípcios.

Na semifinal, o clube de Pretória perdeu a ida para o Zesco United, em Zâmbia, por 2 a 1. Na volta, carimbou o passaporte para a final ao vencer por 2 a 0.