Há quase 63 anos, Seleção Húngara vencia partida histórica contra a Inglaterra

Budapeste, a capital da Hungria, talvez não seja uma grande referência quando se fala em futebol nos dias atuais. Mas a mais bela cidade húngara traz muita história dentro das quatro linhas. LEIA MAIS: Eliminatórias da Europa: Veja quais os jogos imperdíveis da próxima rodada

Redação Torcedores
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Crédito: Pintura em muro de Budapeste relembra a grande vitória da seleção da Hungria. Foto: Fernanda Rodrigues

A capital é a cidade de nascimento de Férenc Puskás, um dos maiores artilheiros do século XX e que hoje dá nome ao prêmio da FIFA de gol mais bonito do ano – hoje nas mãos do brasileiro Wendell Lira, com uma vitória épica.

Nas andanças pelas ruas de Budapeste, foi interessante encontrar um grande muro pintado nos fundos de um estacionamento. Talvez não tenha o destaque merecido, mas se trata de uma das páginas mais importantes da história do futebol húngaro. As fotos e uma capa de jornal ali expostas destacam o Jogo do Século – The Match of the Century – um confronto entre Inglaterra e Hungria.

O ano era 1953. Cem mil torcedores que lotavam o estádio Wembley, casa do futebol inglês, viram o time de ouro húngaro vencer por 6 a 3.
E não foi por acaso. O futebol europeu viu um verdadeiro passeio da Hungria na primeira metade da década de 50. Em um estilo de jogo revolucionário, com um inacreditável esquema 4-2-4, os magiares – como são chamados os húngaros por aqui – derrubaram todos os padrões de jogo já desgastados na Europa.

A ousadia trouxe uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1952 e ainda rendeu a segunda colocação na Copa do Mundo de 54. Isso sem contar os quatro anos – 32 jogos – invictos daquela seleção.

O baque dos mágicos magiares deixou marcas profundas no futebol inglês depois daquele 25 de novembro de 1953. Até então, a Inglaterra era imbatível no futebol europeu. Nem a revanche, marcada para maio de 1954, ajudou a mudar a história. Dessa vez jogando em Budapeste, a Hungria aplicou a maior goleada que os ingleses já sofreram: 7 a 1.
O resultado, somado ao bom desempenho na Copa daquele ano, sacramentou o que todo mundo já sabia – a Seleção Húngara era a mais genial, encantadora e brilhante daquele tempo.

Como em todo time depois de uma boa temporada, a Seleção foi perdendo seu encanto e força. Mas na Hungria por onde perguntar sobre aquela equipe liderada por Puskás, vão dizer que foram os anos mágicos do futebol Húngaro, que deixaram boas lembranças aos torcedores dessa terra.