O ano de Neymar com a camisa da Seleção Brasileira

Neymar
Crédito da foto: Reprodução / Facebook oficial de Neymar

Principal nome da Seleção Brasileira, Neymar passou de contestado a elogiado em questão de meses. O ano de 2016, que começou com duras críticas não só a ele, mas como à grande maioria dos jogadores do time do Brasil, terminou com o camisa 10 em evidência.

O primeiro trimestre foi repleto de más exibições da Seleção Brasileira nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 e Neymar era um dos “culpados”, não só pela dificuldade em apresentar o mesmo nível de futebol mostrado no Barcelona, mas também devido a problemas disciplinares. Então capitão da Seleção, havia quem dissesse que o camisa 10 se achava o dono do time. Ao mesmo tempo que parecia querer chamar a responsabilidade de levar o time nas costas, aparentava não suportar tal peso. A união desses fatores, aliada à inconsistência tática do time então treinado por Dunga fizeram de Neymar um dos jogadores mais criticados pela torcida.

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O mau momento da Seleção Brasileira nas Eliminatórias seguiu evidente também na disputa da Copa América Centenário, competição da qual Neymar concordou não participar para dar prioridade às Olimpíadas. A campanha do Brasil não poderia ter sido mais desastrosa, culminando com a eliminação precoce ainda na fase de grupos contra o Peru, Equador e Haiti. Dadas as claras dificuldades táticas do time, é difícil dizer se a presença de Neymar teria feito diferença. A saída na primeira fase do torneio resultou na demissão de Dunga e deu início ao renascimento de Neymar com a camisa da Seleção.

No dia 20 de junho, Tite foi apresentado como novo técnico da Seleção Brasileira – então sexta colocada nas Eliminatórias – e Neymar foi um dos temas a serem abordados em sua primeira entrevista coletiva. Tite afirmou que pretendia rotacionar os capitães e soltou uma indireta ao atacante. “Todos têm uma responsabilidade em cima da performance, todos vencem, essa é a grande marca de uma equipe de futebol”. Tite percebeu que ao tirar a braçadeira de Neymar, poderia lhe dar mais liberdade e trabalhar o apoio aos seus companheiros.

Neymar e Coutinho
Crédito da foto: Reprodução / Facebook oficial de Neymar

No entanto, foi com a braçadeira de capitão que Neymar alcançou o seu ponto mais alto em 2016. Rogério Micale optou por ter o atacante como líder do time que iria tentar a conquista do ouro olímpico inédito e a aposta deu certo. Com quatro gols no torneio, Neymar foi artilheiro da Seleção e ainda converteu o pênalti decisivo que garantiu a primeira medalha dourada do futebol brasileiro.

Neymar 5
Crédito da foto: Reprodução / Facebook oficial de Neymar

Após a conquista, o foco retornou às Eliminatórias, agora com Tite no comando. E, como esperado, o time não só jogou melhor, mas como venceu todos os seis jogos que disputou desde a chegada do técnico e terminou o ano na liderança. Viu-se um time que dividia protagonismos, sem limitar Neymar, que, sem a braçadeira de capitão, balançou as redes em quatro ocasiões – ele não havia feito nenhum gol antes da chegada de Tite. Neymar é hoje parte integrante de ym time e a Seleção deixou de ser um time de um único jogador.

Neymar e Tite
Crédito da foto: Reprodução / Facebook oficial da CBF

Números de Neymar em 2016 pela Seleção Brasileira
Jogos: 13
Gols: 8
Assistências: 8
Cartões amarelos: 5
Cartões vermelhos: 0

Crédito da foto: Reprodução / Facebook oficial de Neymar