Cruzeirenses fazem festa para homenagear título da Taça Brasil de 66

Meio a badalação do mercado da bola, o Cruzeiro comemora nesta quarta-feira os 50 anos da conquista da Taça Brasil em cima do Santos de Pelé. Para celebrar a data, a Associação dos Grandes Cruzeirenses (AGC) irá realizar um evento para homenagear os craques do título conquistado no ano de 1966. O evento ainda contará com o lançamento de livros referentes à conquista que posteriormente foi considerada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como o primeiro Brasileirão da Raposa.

Ramon Lopes
Foi editor do semanário BolanoBarbante, apaixonado por esportes, entusiasta das corridas de rua e dos jogos de tênis.

Crédito: Acervo/Cruzeiro

O evento programado para acontecer no Minascentro será aberto ao público, mediante a compra do bilhete de entrada. O início está programado para às 19h e contará ainda com um sorteio da réplica da taça de 1966. Para o cruzeirense que quiser concorrer ao mimo, será necessário comprar uma rifa no valor de R$ 10.

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Além do sorteio, o evento também contará com vários ídolos daquela conquista, para que os torcedores presentes possam tirar fotos e ver de perto os craques que vestiram a camisa do Cruzeiro na década de 60. Além disso, está programado também shows e um coquetel para os presentes.

Ex – atacante do Cruzeiro e que estará nas comemorações, Marco Antônio falou um pouco ao site oficial do Cruzeiro sobre a memorável conquista no ano de 1966.

“Lembro de muita coisa da Taça Brasil. Teve uma situação que se deu comigo. Estávamos jogando contra o Grêmio, na semifinal e perdíamos por 1 a 0, gol do Alcir. Tive a felicidade de fazer o gol de empate num carrinho. A bola estava saindo para a linha de fundo e o zagueiro do Grêmio, Airton, tentou proteger, mas eu dei o carrinho e fiz o gol de empate. Depois sofri o pênalti e vencemos por 2 a 1, garantindo vaga na final com o Santos”, recordou o ex-jogador da Raposa.

“Na final eu não pude participar, porque quebrei o braço no jogo do título do Campeonato Mineiro, contra o América-MG. Bati o braço na trave e não joguei a partida de volta. Fui para o Pacaembu, numa chuva danada e com o braço engessado para ver o 3 a 2. Me lembro como se fosse hoje. Estava com uma capa de nylon e enrolei o braço num saco de plástico. O braço atrapalhou na comemoração, mas foi um delírio, porque nenhum time mineiro tinha ganhado um título desta dimensão”, complementou Marco Antônio, lembrando com detalhes de um dos maiores títulos da história do Cruzeiro