Gilvan avalia contratações que não deram certo e temporada do Cruzeiro em 2016

Divulgação/Cruzeiro

Depois de uma temporada abaixo do esperado, o Cruzeiro se reformula para melhorar o desempenho em 2017. Em entrevista coletiva concedida na sede administrativa do clube, no Barro Preto, o presidente Gilvan de Pinho Tavares falou sobre equívocos em 2016 e de alguns atletas que o torcedor gostaria de ver de volta na Raposa, como é o caso de Ricardo Goulart e Everton Ribeiro.

“Eu, como torcedor, também estava sonhando com isso. Todos os dois saíram do Cruzeiro por causa de propostas irrecusáveis para ir ao estrangeiro, mas saíram muito bem com a diretoria. Satisfeitos com a condução da negociação deles. Recebo mensagens deles constantemente. Às vezes, recebo manifestação do Goulart que o dia que ele voltar, seria para o Cruzeiro. O Goulart é o melhor brasileiro jogando na China. Gostaram tanto que renovaram o contrato dele por três anos se não me engano. Da mesma forma o Everton Ribeiro”, disse o mandatário da Raposa.

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Posteriormente, Gilvan analisou as contratações que não surtiram efeito nesta temporada, que levou o Cruzeiro mais uma vez a fazer um campeonato abaixo do esperado, citando ainda, como foi o processo para a efetivação de Deivid no comando da Raposa.

“Eu seria ingênuo e burro se eu dissesse que não houve. Quando o Mano recebeu a proposta da China, o auxiliar técnico era o Deivid. Os jogadores e boa parte da imprensa entendiam que o Deivid poderia substituí-lo. Nós também achávamos que daria certo, mas não deu. E fomos atrás de um nome que o Brasil estava carente, como continua carente até hoje. Eu pensei em buscar o Levir (Culpi), mas muitos conselheiros foram contrários”, revelou o dirigente em entrevista coletiva.

“Erramos em algumas contratações, como todos os clubes erram. Alguns jogadores contratados também não deram certo. Jogador estrangeiro, às vezes, leva mais tempo que o normal para se habituar. Às vezes, é o esquema adotado pelo time. Ao longo do ano, a gente montou um dos melhores elencos do Brasil. Tanto que os jogadores que estão no Cruzeiro e não foram tão utilizados foram procurados para passar por outros clubes”, complementou Gilvan de Pinho Tavares.

Ao final da coletiva, o dirigente ainda explicou sobre como foi gerir o clube em momentos críticos da temporada, como foi em grande parte do Brasileirão, quando o Cruzeiro passou boa parte tentando se safar da zona de rebaixamento.

“Muitas pessoas me perguntaram se eu tinha receio de o Cruzeiro não sair daquela situação, eu disse que confiava no trabalho do treinador e que não teria dúvidas que não passaríamos dificuldades, como não passamos”, disse Gilvan.

“Faltavam também algumas peças no time do Cruzeiro. Nós contratamos logo na chegada do Mano o Sóbis, o Rafinha. Trouxemos peças importantes para o desenvolvimento do time do Cruzeiro. Nós não cochilamos”, finalizou o mandatário do clube estrelado.



Foi editor do semanário BolanoBarbante, apaixonado por esportes, entusiasta das corridas de rua e dos jogos de tênis.