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Investigação mostra que piloto sabia que combustível do voo da Chape era insuficiente

A Aeronáutica Civil da Colômbia divulgou nesta segunda-feira (26) detalhes sobre as investigações sobre as causas do acidente com o avião que transportava a delegação da Chapecoense, no final de novembro. Segundo o órgão, o avião da empresa aérea Lamia que levava o time da Chape tinha excesso de peso e um plano de voo com irregularidades, na informação do Uol Esporte.

Victor Martins
Um homem que acredita ser jornalista, escritor e 'chato'. Decidam vocês qual será a opção escolhida.Formado na Universidade Metodista de São Paulo. No Torcedores desde 2016 ou algo parecido.

Crédito: Facebook/Chapecoense

Usando as gravações contidas no avião, as autoridades aéreas colombianas apontaram a responsabilidade do piloto Miguel Quiroga, que faleceu no acidente e da AASANA (Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea da Bolívia) no processo que acabou causando a tragédia que deixou 71 mortos e seis sobreviventes.

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“A aeronave tinha um peso superior ao permitido nos manuais. E eles também sabiam que havia limitação do combustível. Sabiam que não era suficiente”, disse o secretários de segurança da Aviação civil colombiana, Freddy Augusto Bonilla.

Segundo as investigações colombianas, Quiroga sabia que o plano de voo do avião da Chape não tinha a quantidade de combustível suficiente para cumprir a autonomia postada pela empresa antes de seguir viagem. A aprovação da AASANA do plano de voo sem chegar se haveria combustível para pousar com segurança em Medellín também teria parte na culpa pelo acidente.

As gravações do avião da Lamia se encerraram um minuto antes da queda do avião em Ríonegro, ainda sem que as causas deste fato estejam esclarecidas pelas autoridades colombianas, além de pouco tempo depois do alarme de combustível baixo ser acionado na aeronave.

“Essa aeronave conta com um sistema de aleta de baixa quantidade de combustível. Isso significa um alerta audível e visual. De acordo com o manual do avião, o aviso é feito 20 minutos de voo”, afirmou Bonilla.

(Crédito da foto: Facebook/Chapecoense)