Nobre comenta “chapéu” dado em rivais para contratar Dudu: “Teve gente que chorou”

Passados quatro anos desde que assumiu o Palmeiras em janeiro de 2013, Paulo Nobre deixará a presidência do Verdão bem diferente do cenário que ele havia encontrado. Antes um clube prestes a disputar a Série B pela segunda vez em sua história e uma instituição atolada em dívidas, hoje é o atual Campeão Brasileiro e dono da camisa mais valorizada do país e um dos fortes candidatos a mais conquistas em 2017.

Eder Bahúte
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Foto: Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Além dos títulos que ficarão para a história da gestão de Paulo Nobre, outro situação certamente será lembrada pelos torcedores alviverdes. O “chapéu” dado pela diretoria do Palmeiras para viabilizar a contratação de Dudu. Na ocasião, Corinthians e São Paulo disputavam entre eles o jogador. Para surpresa de muitos, o atacante foi parar na Academia de Futebol. Segundo Nobre, este foi um recado a todos de que naquele momento, o clube alviverde não iria apenas participar, mas seria também candidato a erguer taças.

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“Quando o Palmeiras começou a montar o time em 2015, vieram jogadores não tão conhecidos, como o Victor Hugo, que para mim já merece uma chance na Seleção Brasileira. O Dudu era um jogador que estava sendo disputado pelos grandes times. Seria uma grande contratação e as pessoas não estavam mais acostumadas com o Palmeiras lutar por grandes contratações. Quando ele veio foi meio que um símbolo, ‘back to the game’, o Palmeiras está de volta. Deu esse recado para o mercado no mundo do futebol: não estamos mais participando, a gente agora é candidato ao título. A contratação dele foi marcante justamente porque o próprio palmeirense não estava esperando que o Palmeiras brigasse por um jogador tão disputado assim. Na hora que ele veio, parecia que era um título, teve torcedor que chorou”, contou Nobre ao site da TV Bandeirantes.

Ainda este ano, ao marcar um gol em um clássico sobre o Timão, o jogador fez um gesto com um boné e logo depois o arremessou para a torcida palmeirense, claramente uma alusão ao que representou a sua chegada.

Dudu acabou se tornando uma das peças fundamentais da equipe ao levar a Copa do Brasil 2015 sobre o Santos. Em 2016, sob o comando de Cuca, se tornou o capitão do time e teve participação importante no Brasileirão.

MAIOR DIFICULDADE

A gestão de Paulo Nobre foi tão elogiada que quase não se viu opositores ao trabalho desempenhado. De acordo com ele, esta foi justamente a sua maior dificuldade ao presidir o Palmeiras.

Vai gerar um pouco de polêmica isso que eu vou falar. A maior dificuldade que eu senti nesses quatro anos foi presidir o Palmeiras sem uma oposição. É muito complicado quando o gestor não tem um contraponto; digo um contraponto de pessoas inteligentes, de pessoas construtivas, de pessoas que observam o que está errado e eventualmente oferecem soluções“, declarou Nobre.

Eu me senti, junto com meu grupo, muito no vazio. Presidir sem um contraponto. Não ter tido oposição. Eu não entendo como oposição meia-dúzia de pessoas que não sabem fazer um O com um copo. Eu estou falando de oposição de verdade, que você respeita, que você fala ‘se eu não estivesse aqui, eles poderiam estar no meu lugar e poderiam estar fazendo alguma coisa de fato‘”, acrescentou.

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