O ano de Tite à frente da Seleção Brasileira

Tite
Foto: Rafael Ribeiro/ Site Oficial da CBF

Quando Tite assumiu o comando da Seleção Brasileira, o time estava em frangalhos. Depois de mais um vexame na Copa América, a Seleção precisava de novos ares para reaver o que um dia fora considerado o melhor futebol do mundo.

E ele conseguiu. Com 6 vitórias em 6 jogos, Tite igualou a histórica marca da Seleção comandada por João Saldanha nas eliminatórias de 1969. Na ocasião, a equipe conseguiu a classificação invicta para a conquista do tri em 1970.

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Desde a fatídica semifinal da Copa de 2014, a Seleção Brasileira colecionou apenas fracassos. Nesse meio tempo, foram duas eliminações precoces: na Copa América de 2015, onde o Brasil caiu para o Paraguai nas oitavas de final, e na edição especial da Copa América deste ano, onde a Seleção sequer passou da fase de grupos.

Além disso, a campanha do Brasil nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 era terrível. Antes de Tite assumir, a Seleção figurava na 6ª colocação, fora da zona de classificação para o mundial da Russia.

O clamor popular por Tite, que já era forte, ficou ainda mais. Erroneamente, a CBF havia escolhido Dunga para assumir o comando após a Copa de 2014. O técnico possui um desempenho invejável quando se fala de amistosos porém, em jogos oficiais, o aproveitamento é pífio: apenas 51,3%.

Diante disso, a CBF cedeu à pressão popular e anunciou Tite logo após o fim da Copa América Centenário. O que o treinador fez em 6 meses de trabalho pareceu mágica: transformou um time que parecia um bando em campo em uma equipe extremamente obediente taticamente e com o foco no coletivo, sem deixar de lado o talento individual dos jogadores.

Desde então, foram 6 jogos e 6 vitórias, com 17 gols marcados e apenas 1 sofrido. Da 6ª colocação, o Brasil pulou para o 1º lugar isolado e com a classificação para 2018 praticamente garantida.

No ano que vem, Tite tem pela frente apenas as eliminatórias para 2018 como jogos oficiais já que o Brasil não se classificou para a disputa da Copa das Confederações. Apesar disso, o treinador já expressou o seu desejo de enfrentar as poderosas seleções europeias em amistosos ao longo do ano.

Tite atendeu e até mesmo superou as expectativas de seu trabalho. O ano que vem será crucial para o trabalho do treinador visando a disputa do Mundial de 2018. Porém, 2016 pode ter nos dado um gostinho do que vem por aí.



Estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.