Presidente do Figueirense critica performance do time em 2016

Wilfredo Brillinger, presidente do Figueirense, não ficou nada contente com a atuação do árbitro Igor Junio Benevenuto na derrota de ontem do Figueira contra o Palmeiras.
Foto: Divulgação/Figueirense

Rebaixado para a Série B de 2017, o Figueirense busca na nova temporada um recomeço e a chance de retornar a a elite do futebol brasileiro. Mas os ecos de 2016 ainda podem ser sentidos no clube e o presidente do clube catarinense, Wilfredo Brillinger, fez críticas a performance do time no ano.

A rádio CBN/Diário, o dirigente do Figueira fez duras críticas ao grupo de atletas que defendeu o clube neste ano. Sem mencionar nomes, afirmou que viu muitos jogadores ‘deslumbrados’ com o clima de Florianópolis e que isto afetou o time, que não conquistou títulos.

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“Tivemos no papel um elenco que entendíamos e nosso torcedor entendia, além da imprensa, que era um dos melhores elencos que já montamos nesses últimos anos. Mas dentro de campo, foi um desastre. Jogadores totalmente descompromissados, alguns que vieram passear aqui em Florianópolis, uma cidade maravilhosa dessa, temos esse problema aqui”, declarou Brillinger, que explicou-se sobre algumas decisões na temporada.

“Vou dar uns exemplos: quando a gente tinha um ataque que era Lins e Rafael Moura, eu não imaginavam que iam produzir o que produziram, absolutamente nada. Quando trouxemos o Dodô na negociação com o Cleyton (que foi para o Atlético-MG), foi uma negociação difícil e o Dodô infelizmente não aconteceu aqui. Fez basicamente um jogo bem. Isso são coisas que fogem do controle. Por mais que buscássemos identificar o perfil do atleta, é gente que deveria ter produzido mais. E eles tinham qualidade para isso. Infelizmente não aconteceu. Muitos chegam a Florianópolis e se deslumbram. Aqui é diferente de uma cidade do interior de Santa Catarina, o convívio é diferente entre eles. Aqui temos mil opções de lazer e eles acabam se perdendo”, disse o presidente do Figueirense.

O time foi rebaixado para a Série B com duas rodadas de antecipação, em um ano em que o time fez trocar várias vezes de técnico (Hudson Coutinho, Vinícius Eutrópio, Argel Fucks, Marquinhos Santos e Tuca Guimarães) e enfrentar séries de maus resultados, especialmente no Brasileirão.

(Crédito da foto: Divulgação/Figueirense)