Retrospectiva 2016: relembre os melhores momentos do Flamengo

Pedro Martins / MoWA Press

O torcedor do Flamengo terminou a temporada 2016 frustrado. Não, não houve títulos, e sim várias eliminações precoces em um total de quatro competições mata-mata. Algumas vexatórias como a da Copa do Brasil para o modesto Fortaleza ainda na segunda fase. Olhando por esse lado, sim, o ano foi decepcionante para o time da Gávea pelo investimento que fez, porém nem tudo foi ruim.

Se decepcionou no Campeonato Carioca, na Primeira Liga, na já citada Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana, o Flamengo assegurou o retorno à Libertadores de 2017 graças à terceira colocação no Campeonato Brasileiro.

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Tudo bem, o clube rubro-negro frustrou consideravelmente seu mais fiel torcedor que sonhava com o heptacampeonato brasileiro. Por várias rodadas, o time comandado por Zé Ricardo perseguiu o então líder Palmeiras, porém vacilou em jogos-chave, o que o tirou inclusive da vice-liderança na última rodada pelo Santos. Ainda assim, tem que se destacar o desempenho da equipe, que, com 71 pontos, obteve a maior pontuação na era dos pontos corridos (desde 2003).

CHAVE PARA BONS RESULTADOS

Tudo isso foi alcançado graças, é claro, às ótimas atuações de jogadores como o meia Diego e o atacante Paolo Guerrero. O armador, depois de 12 anos na Europa, retornou ao futebol brasileiro e levou uma verdadeira multidão ao aeroporto Santos Dumont (SDU).

Para quem duvidava de Diego, o homem fez seis gols em apenas 18 jogos, uma média de um gol a cada três partidas pelo clube no Campeonato Brasileiro. Além disso, contribuiu com mais três assistências para os companheiros balançarem as redes, especialmente Guerrero, que terminou a temporada como artilheiro do Flamengo, com 18 tentos. Um alívio para ele, que não convenceu em 2015.

Pode-se dizer que Guerrero evoluiu na Gávea por perceber que os concorrentes estavam chegando perigosamente. Bom para o Flamengo, que viu a ascensão do jovem Felipe Vizeu, que já tinha sido destaque do time na conquista da tradicional Copa São Paulo de Futebol Júnior, em janeiro.

Por falar em jovens, outro que ganhou de vez respeito entre os profissionais foi Jorge. O lateral-esquerdo, que em 2015 tomou a vaga do então badalado Pablo Armero, não deixou mais a condição de titular e foi considerado como o melhor ala do Campeonato Brasileiro pelo lado esquerdo.

Em matéria de grandes atuações, o Flamengo demorou para engrenar. Com Muricy Ramalho, a equipe não se encontrou e, com a chegada de atletas como Diego, Réver, Rafael Vaz, entre outros, coube a Zé Ricardo dar o padrão que esse esquadrão merecia. Isso sem falar que, no banco, a equipe carioca tinha jogadores que também decidiram, como o argentino Mancuello (que chegou em 2016) e os atacantes Fernandinho, Leandro Damião, Emerson Sheik e Marcelo Cirino.

MOMENTO DE DESTAQUE

O melhor momento do time rubro-negro veio entre a terceira semana de agosto e meados de outubro, quando o Flamengo ficou invicto por 10 partidas no Campeonato Brasileiro – da 21ª a 31ª rodada –, encostando de vez no Palmeiras.

Nesse período, o Rubro-Negro conseguiu vitórias importantes como a do clássico contra o Fluminense, contra a forte Chaecoense, na Arena Condá, e contra o Grêmio, campeão da Copa do Brasil.

Na “final” contra o Palmeiras, no Allianz Parque, os cariocas seguraram empate heroico com um jogador a menos (esteve vencendo por 1 a 0 após gol de Alan Patrick no segundo tempo). A torcida ficou tão eufórica que chegou a lotar o aeroporto SDU por duas vezes, antes dos jogos contra o Figueirense, em São Paulo, e contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte, para se despedir do elenco.

Relembre:

O terceiro lugar, é verdade, frustrou a sempre exigente torcida rubro-negra, mas a colocação colocou novamente o Flamengo na Libertadores após três anos de ausência. Em 2017, o time de Zé Ricardo estará no Grupo 4, com San Lorenzo, da Argentina, Universidad Católica, do Chile, e um adversário vindo da fase eliminatória, que pode ser o Atlético-PR.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.