Após passar por doping e lesão, zagueiro do Corinthians avalia 2016 como positivo: “superação”

Após passar por doping e lesão, zagueiro do Corinthians avalia 2016: "superação"
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

O ano de 2016 não foi dos melhores para o Corinthians. Com diversas trocas de técnicos, desmanches no elenco, o time acabou fora da Libertadores de 2017. Mas há quem avalie o ano como positive. Após passer por doping e lesão, o zagueiro Yago define em entrevista exclusive ao Torcedores.com a temporada como “superação”.

Com Gil e Felipe no consagrado ano de 2015, Yago era o terceiro zagueiro do time. Com a saída da dupla, o zagueiro se tornou titular incotestável de Tite. Ao lado de Balbuena, parecia formar uma nova barreira para os adversários. Pego de surpresa com lesões e doping, o então titular perdeu espaço. Para 2017, espera manter a titularidade e promete um ano melhor para o Timão.

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TORCEDORES.COM: Seu 2016 foi de altos e baixos. Ganhou a titularidade, caiu no doping e sofreu lesão. Mesmo assim considera um ano positivo para sua evolução?
YAGO: Considero um ano positivo porque encaro as situações como injeção de ânimo. Foi um ano, sem dúvida, de superação. Fora os problemas, foi um ano positivo por poder alcançar a titularidade e regularidade em boa parte do ano de 2016. É complicado ser titular num time como o Corinthians, que tem um elenco de qualidade. Por isso, considero que foi um ano positivo, principalmente para a minha questão de amadurecimento.

A zaga corintiana sofreu com grandes mudanças de 2015 para 2016 e oscilou bastante com as trocas de técnicos. Podemos esperar uma solidez maior para o próximo ano?
As mudanças são sempre complicadas. O elenco tem que absorver as informações e saber trabalhar com isso. Isso, de fato, leva tempo. Mas acho que de certa foram o sistema defensivo se portou bem. 2017 também será um ano com novidades, nova comissão técnica. Vamos treinar para alinhar tudo e corrigir os defeitos. Creio que estaremos prontos para uma temporada de sucesso. O time, num todo.

A média de gols sofridos pelo Corinthians quase dobrou com a saída de Tite. A justificativa é a troca de técnico ou a falta de entrosamento devido a tantas mudanças no elenco?
Como disse, mudanças requerem adaptações. Então, acho que o time, num todo, teve que se adequar às mudanças. A zaga também passou e teve que saber lidar com isso. Acho que o sistema defensivo sofreu mudanças e aí já entra numa parte fundamental que é o entrosamento, junto com ritmo de jogo. Infelizmente sofremos mais gols, mas em 2017 será diferente.

Na sua ausência, o veterano Vilson e o jovem Pedro Henrique foram os que ocuparam o posto, enquanto Balbuena se mantinha absoluto. Você prevê uma volta já como titular para 2017?
Não dá pra cravar isso. Será uma disputa legal pela posição. Meus companheiros foram bem e creio que a nova comissão técnica dará a oportunidade a todas as peças. Sobre o meu desempenho, creio que foi muito bom. A zaga, no primeiro semestre, manteve o bom nível e estive presente na grande parte dos jogos do Paulista e Libertadores.

Diversos nomes vêm sendo especulados para assumir o comando do time. Rueda, Fernando Diniz, Guto Ferreira… O que pensa sobre as possibilidades que estão no mercado?
Deixo isso para a diretoria. O que vale é ressaltar que estou preparado para ajudar o clube, independente da escolha.

Você foi reserva de Felipe, zagueiro que por muito tempo ficou no banco antes de ganhar seu espaço e ir para um grande clube europeu, inclusive com algumas convocações. Suas ambições para o futuro são grandes assim? Sonha em em logo estar num clube de destaque mundialmente?
Eu já sou muito grato a Deus por hoje vestir a camisa do Corinthians. Passei pela Portuguesa, Bragantino e tive paciência para aguardar o retorno ao Corinthians. O meu ideal é conquistar mais título pelo timão e deixar o futuro nas mãos de Deus. Sei que as oportunidades que possam aparecer serão graças a minha dedicação com a camisa do Corinthians. Agora, o que almejo é evoluir e, claro, ter uma chance na Seleção.

Muito se fala na necessidade de reforços para o Corinthians para a temporada de 2017. Consegue apontar setores que precisam ser reforçados? A zaga do timão está bem servida ou outros bons nome serão bem vindos?
Isso é uma questão da avaliação da nova comissão técnica. Nosso time tem jogadores de muita qualidade. A zaga também tem qualidade.

O Corinthians não estará na Copa Libertadores de 2017. O torcedor pode esperar bons resultados ou até mesmo títulos em outras competições?
Nós, como elenco, lamentamos o fato de ficar fora da Libertadores. Mas temos que superar isso e focarmos nas competições que temos. O Paulista é forte, tem Copa do Brasil, Brasilerão e Sul-Americana. Portanto, precisamos de um time coeso, em todos os setores. Creio que será um ano de conquistas e, claro, contamos com o apoio do nosso torcedor para obtermos êxito.



Jornalista formado pela USCS, apaixonado por esportes, cultura e comunicação. Ex-atleta em atividade, pensa que sabe algo sobre futebol, handebol e esportes americanos.