Abel sobre queda do Inter: “O ruim é jogar a Série B, onde o Grêmio já passou”

Mesmo no Fluminense, clube pelo qual também tem uma larga história, o técnico Abel Braga não se desliga completamente do Inter. Colorado assumido, ele concedeu entrevista à Rádio Gaúcha na noite desta terça-feira e voltou a lamentar a queda do clube à segunda divisão de 2017, em um rebaixamento inédito na história colorada.

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Alexandre Lops/Inter

Em tom de brincadeira, Abel comparou a nova situação do Inter com a história do Grêmio, que já foi rebaixado em duas ocasiões diferentes, nos anos de 1992 e 2004.

LEIA MAIS:

Edílson revela como Renato motivou o grupo antes da final da Copa do Brasil

Em rede social, Léo Moura se declara ao Grêmio: “Hoje sou mais um imortal”

“A única coisa ruim é ir para a 2ª divisão, onde o Grêmio já passou. Isso dói. Nós não tínhamos dado esse prazer para eles. O Grêmio tinha duas Libertadores e um Mundial e nós fomos buscar. Agora fomos rebaixados e temos que aguentar eles”, brincou Abel.

O técnico também lamentou não ter continuado no clube após o Brasileirão de 2014, onde classificou o Inter diretamente à fase de grupos da Libertadores do ano seguinte por ter terminado em 3° lugar no nacional. Na época, o novo presidente Vitorio Piffero declarou publicamente a intenção de contratar Tite e Abel virou “carta fora do baralho”.

“Foi um ano bom. Ficamos em 3º lugar no Brasileiro e firmamos vários jogadores como Bertotto, Sasha, Valdívia, Dourado. Queria ficar, poderíamos conquistar de novo a Libertadores (…) Quando fui convidado para comandar o Inter em 2014 era tarde. Eu já tinha feito minha mudança, estava de férias já, em Miami”, explicou.

Em 2016, Abel Braga tirou um ano “sabático” e não dirigiu nenhuma equipe, mas por opção própria. Segundo ele, o próprio Inter o chamou quando demitiu Argel, ainda no primeiro turno do Brasileirão, mas Abel não quis.

“Quando o Argel saiu, fui chamado. Eu falei que não ia, porque eu não tenho que consertar erro dos outros”, finalizou o novo comandante do Fluminense.