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Follmann revela não sentir raiva de piloto da LaMia: “tinha um coração bom”

Em entrevista à repórter Lívia Laranjeira, do canal por assinatura SporTV, o goleiro Jackson Follmann, único sobrevivente do acidente aéreo com o time da Chapecoense que ainda está internado, revelou não sentir raiva do piloto da LaMia, Miguel Quiroga, responsabilizado pela queda da aeronave devido à falta de combustível.

Luiz Felipe Longo
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Reprodução/TV

– Não era um cara maldoso, era um cara que tinha um coração bom também. Foi um erro humano que não cabe a nós julgar. Não (sinto raiva). Não posso sentir raiva, não devo sentir raiva e nem quero sentir raiva. Nem tenho com sentir raiva, não cabe a mim julgar. – comentou o goleiro que teve parte da perna direita amputada.

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Follmann ainda contou para a repórter que todos que estavam próximos a ele pareciam pressentir que algo errado estava para acontecer. “Procurei rezar, orar. Estava o Alan (Ruschel) do meu lado também. Procurou rezar, o Neto também, que estava na minha frente. Todo mundo que estava no voo, que estava perto de mim, que escutei, estava orando em voz alta”, afirmou.

O goleiro esteve presente no amistoso diante do Palmeiras no último sábado (21), na Arena Condá, e ao lado do zagueiro Neto e do lateral Alan Ruschel, outros sobreviventes, os três receberam a taça de campeões da Copa Sul-Americana. Ele deve receber alta do hospital na manhã da terça-feira (24) e na semana seguinte irá para São Paulo, onde começará o processo para adaptação da prótese que será colocada na perna direita.