Torcedores | Notícias sobre Futebol, Games e outros esportes

Presidente do Palmeiras já mostra que rompeu com Nobre antes de renovação com Crefisa

Assim que assumiu a presidência do Palmeiras, no fim de dezembro, o presidente Maurício Galiotte já se deparou com um grande “pepino” para resolver. Seu antecessor Paulo Nobre deixou o comando do clube com as finanças em dia, é verdade, mas a relação com Leila Pereira e a Crefisa, atual patrocinadora do Verdão, estava bem arranhada.

Redação Torcedores
Textos publicados pela Redação do Torcedores.com.Contato: redacao@torcedores.com

Crédito: Crédito da foto: Divulgação/ César Greco/ Ag. Palmeiras

LEIA TAMBÉM:
Tipo Jesus? Reforço do Palmeiras esteve na mira de Sir Alex Ferguson com apenas 19 anos
Mercado da bola: Lateral Fabiano irá renovar com Palmeiras até 2021
Mauro Beting DETONA quem acha que Moisés não merece a camisa 10 do Palmeiras

Às vésperas da posse de Galiotte, Nobre decidiu impugnar a candidatura da empresária ao Conselho Deliberativo do clube, algo que não pegou bem dentro do próprio Verdão. Conselheiros aliados do ex-presidente Mustafá Contursi veem a eleição de Leila como um sinal positivo para que a Crefisa continue injetando dinheiro nos cofres alviverdes.

Aniversário CLUBE EXTRA

Clique e veja as melhores promoções!

Vale lembrar que, desde 2015, a empresa de Leila e José Roberto Lamacchia depositou mais de R$ 200 milhões no Palmeiras, incluindo valores anuais de patrocínio e também aquisição de direitos econômicos de jogadores, como Dudu, Alejandro Guerra, Vitor Hugo, Lucas Barrios e Thiago Santos.

Durante o programa “A Última Palavra”, do canal Fox Sports, no último domingo, o jornalista Paulo Vinícius Coelho (PVC) confirmou que Leila terá, sim, sua candidatura bancada por Galiotte – já que Contursi fizera um pedido de consideração para que o novo presidente alterasse a decisão anterior de Nobre.

Isso representa uma espécie de racha entre atual e ex-presidente, pois, ao passo que vai agradar a patrocinadora, Galiotte também vai chatear seu “padrinho” de candidatura. Matéria da Veja SP da semana passada já havia relatado a possível ruptura entre os homens fortes do Palmeiras que pareciam inseparáveis há um tempo.

GALIOTTE x NOBRE

Só que, se analisarmos os fatos nos últimos dois anos de Crefisa no Palmeiras, Galiotte já tinha demonstrado posicionamentos diferentes de Nobre. Tanto é que Leila e Lamacchia só continuaram a parceria da Crefisa com o clube porque era o atual mandatário, Galiotte, quem sempre apagava o fogo causado por Nobre.

Os exemplos são diversos. Houve a divergência de opiniões entre Leila e Nobre quanto ao lançamento de uma camisa retrô em homenagem à Parmalat, no fim de 2015. À época, a dona da Crefisa achou a iniciativa uma total falta de respeito e ameaçou sair do clube. No ano seguinte, novos problemas, agora em mostrar o programa de sócios Avanti em um espaço que era só reservado, por contrato, à patrocinadora.

Consequentemente a parceira atrasou o pagamento anual aos cofres do clube, o que fez Nobre tirar novamente do próprio bolso para pagar as contas. Divergências sobre camisa comemorativa após o título da Copa do Brasil no fim de 2015 também são lembradas, e o mesmo se repete com eventos pós-título brasileiro.

Para completar, Galiotte, em uma de suas primeiras ordens no novo cargo, decidiu trocar toda a assessoria de imprensa no Palmeiras, que antes era de confiança por parte de Nobre. Para completar, as mudanças também foram vistas no (muitas vezes) contestado departamento médico do clube.

Como se pôde ver, o novo presidente do Palmeiras precisou apaziguar a relação conturbada entre Nobre e Crefisa. A última, exatamente sobre a impugnação do ex-presidente à campanha de Leila Pereira, obrigou Galiotte a tomar uma posição nítida e contra seu ex-aliado.

As melhores notícias de esportes, direto para você

 

CRISE POLÍTICA

Arte: Matheus Martins Fontes/Torcedores.com

Arte: Matheus Martins Fontes/Torcedores.com

Desde o final do ano passado, é público que Leila Pereira quer entrar para o Conselho Deliberativo do Palmeiras. O problema é que Nobre não concordou com a candidatura, pois entende que a empresária é associada do Verdão há pouco mais de um ano – para ser eleito, o candidato deve ser sócio palmeirense por, pelo menos, oito anos.

Diante disso, Mustafá Contursi veio a público criticar o ex-mandatário enfatizando que, em 1996, agraciou a dona da Crefisa com um título de sócia e que assim ela estaria apta a se candidatar.

A saia justa que Galiotte se meteu não é nada agradável – de um lado, o amigo e eterno apoiador Paulo Nobre; do outro, Leila Pereira e a Crefisa, exatamente o elo mais importante para contratações de peso como a de Miguel Borja e Lucas Pratto, nomes tão pedidos pela torcida.

Nesta eleição ao Conselho, prevista para o dia 11 de fevereiro, serão escolhidos 76 conselheiros e 15 suplentes para um mandato de quatro anos. Vale lembrar que o contrato entre Palmeiras e Crefisa ainda não foi renovado e vence em 20 de janeiro. Há uma cláusula, todavia, que prevê uma adição de 30 dias para que Leila se decida sobre a continuidade da parceria.