Prost relembra acidente polêmico com Senna em 1989 e se diz inocente: “Não houve culpa”

No GP do Japão do Mundial de Fórmula 1 de 1989, em Suzuka, Alain Prost e Ayrton Senna protagonizaram uma das cenas mais polêmicas da história da categoria. Os dois se tocaram em uma chincane e o brasileiro teve suas chances de conquistar o campeonato caindo por terra. Até hoje o assunto rende e o ex-piloto francês é considerado culpado por muita gente por “provocar o toque. Em entrevista à revista britânica F1 Racing, Prost se defendeu do caso e se isentou de qualquer culpa.

Márcio Donizete
Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade. Foi repórter colaborador, líder de colaboradores e hoje é editor no Torcedores.com.

Crédito: Crédito da foto: Getty Images

“Não houve culpa. Eu conheço um monte de gente…talvez eles não entendam”, disse Prost. Depende muito se são fãs de Ayrton ou meus. Eu estava com tudo sob controle nessa corrida. Realmente, tudo sob controle. Antes da prova, eu disse a Ron (Dennis, chefe de equipe da escuderia McLaren na ocasião) e a Ayrton que se eu me encontrar na situação que tenho de estar, eu vou abrir a porta, porque eu já tinha feito isso tantas vezes em 1988 e 1989”, declarou Alain Prost à publicação.

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O ex-corredor europeu garantiu que seu carro estava melhor que o de Senna, mas que o brasileiro andava muito rápido naquele fim de semana. “Eu trabalhei muito no acerto de corrida naquele fim de semana, mas Ayrton estava muito, muito rápido em classificação, o que não era um problema. Eu fui muito, muito mais veloz no warm-up e realmente tinha a corrida sob controle. E quando eu entrei na chicane, ele surgiu muito rápido”, prosseguiu.

“Nesse ponto, se eu tivesse aberto a porta (para Senna ultrapassar), eu não teria feito a chicane por minha conta. E isso não era uma possibilidade para mim porque eu queria ser campeão mundial. Então, não há culpa. Ele tentou e eu não coloquei o carro o suficiente na frente dele. Na verdade, fiquei surpreso com a velocidade com ele apareceu, então obviamente houve o toque entre nós”, explicou Prost.