Raio-X colorado: veja quem deve e quem não deve ser aproveitado em 2017

Reconstrução. Essa é a palavra que deve nortear o Inter no ano de 2017, uma temporada certamente diferente dentro da história colorada. Pela primeira vez, o clube disputará a segunda divisão do futebol nacional e terá que se reinventar para ser competitivo – tudo o que não foi durante o Brasileirão de 2016. Como a maioria do elenco tem contrato longo, caberá à direção e à comissão técnica montar um quebra-cabeça para aproveitar aqueles que ainda podem ser úteis.

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Reprodução/Facebook Internacional

Em entrevista recente ao jornal Zero Hora, o próprio presidente Vitorio Piffero admitiu que um dos principais equívocos da gestão foi ter abdicado das grandes lideranças – ou, ao menos, não ter trazido novos líderes. Com a volta de Andrés D’Alessandro, a tendência é que o Inter “ganhe corpo” para 2017. Veja na relação abaixo, contendo os principais nomes do time em 2016, quem merece ou não ficar no clube.

APROVADOS:

Danilo Fernandes: Sem ele, fatalmente, o Inter teria sido rebaixado bem antes da última rodada. Um dos poucos que saiu valorizado da terrível campanha colorada e despertou interesse de outros clubes. Como o Inter não era feito de 11 Danilos, ficou difícil escapar da queda.

Quem chega e quem sai dos clubes?

 

William: Foi prejudicado pelo coletivo, que não funcionava. Individualmente, já demonstrou muitas qualidades. É versátil e habilidoso, não pode ser desprezado.

Ernando: Não é aquele zagueiro que brilha costumeiramente, mas é um jogador nota 6. Para uma Série B, pode funcionar. Joga melhor quando tem um defensor mais experiente ao lado, como foi na época de Juan no Inter.

Rodrigo Dourado: Naufragou junto com as péssimas atuações do time no Brasileirão, mas, assim como William, já demonstrou ter muito potencial.

Anselmo: Por incrível que pareça, Anselmo foi um dos jogadores do Inter que mais chamou a responsabilidade e menos sentiu a pressão na reta final. Personalidade mostrou que tem.

Seijas: Xodó da torcida, Seijas, sabe-se lá por qual motivo, foi escanteado por Celso Roth e viu do banco boa parte da derrocada do Inter no Brasileirão. Mostrou comprometimento com a causa colorada e pode ser um bom parceiro para D’Alessandro.

Valdívia: Entra no “time” de William e Dourado, isto é, afundou pelo coletivo. Mesmo assim, em um dos raros momentos do “velho” Valdívia, fez um golaço contra o Cruzeiro e retardou o rebaixamento do Inter.

Nico López: Ganhará o desconto de ter entrado em um time perdido tática e tecnicamente, além da questão da adaptação. Mas também não foi bem.

REPROVADOS:

Ceará: Voltou para exercer um papel de liderança no grupo e, se o fez, foi só. Em campo, ajudou com garra e disposição, mas foi muito pouco. Visivelmente, não tinha mais condições de atuar em alto nível.

Paulão: O bom estadual feito enganou. Paulão decaiu muito ao longo do Brasileirão e comprometeu o Inter em mais de uma rodada.

Geferson: Desde que foi para a seleção brasileira e fez um gol contra diante do Tigres, pela Libertadores, em 2015, não se encontrou mais. Muito, mas muito mal em 2016.

Artur: O Inter já sabe que precisará de um lateral-esquerda em 2017. Assim como Geferson, Artur também apresentou muita irregularidade.

Fernando Bob: Começou bem a temporada, mas teve queda de rendimento e lesões. Se esperava bem mais dele.

Fabinho: Não conseguiu manter o bom nível apresentado nos primeiros meses do ano, quando os adversários eram mais fracos.

Anderson: Para muitos, é a grande representação do ano do Inter. Caro e de pouco retorno, Anderson não teve boa temporada e nem pode reclamar de falta de sequência, pois foi um dos que mais jogou.

Alex: Assim como Ceará, apenas liderança não basta. Ficou devendo futebol – e muito.

Gustavo Ferrareis: Esteve muitas vezes em campo, e pouco correspondeu.

Aylon: Pela quantidade de oportunidades que teve, poderia ter ajudado mais.

Eduardo Sasha: Em quem se tem as maiores esperanças é de onde vem as grandes decepções. Irreconhecível em 2016, Sasha não repetiu os bons momentos do ano anterior.

Ariel: Muita bravura, luta, entrega e disposição, mas nada de futebol.