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Baldasso crê que perfil do elenco avalizou queda e cita “susto” ao chegar no Inter

Otimista, Fabiano Baldasso acreditou até o último momento na fuga do Inter ao inédito rebaixamento. Tradicional jornalista gaúcho, com passagem por todas as grandes rádios de Porto Alegre, ele se declarou colorado no início de 2016 e, em setembro, passou a integrar o trabalho de mídia do clube do coração. Para Baldasso, o sonho ficou incompleto: por um lado, a alegria em trabalhar no time de infância; por outro, a frustração por presenciar in loco a primeira queda colorada.

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Reprodução/Facebook

Em sua nova função, Baldasso passou a viajar com a delegação e acompanhar o Inter dentro ou fora do Beira-Rio. No Twitter, chegou a declarar, em determinado momento na reta final do Brasileirão, que se dedicaria “24h por dia para ajudar o Inter a fugir da segunda divisão”. Mas não conseguiu. Nas redes sociais, colorados o questionavam pelo apoio às decisões dos treinadores e da diretoria – em críticas que são absorvidas com naturalidade pelo influente jornalista.

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“A crítica é normal e é natural que aconteça. Quando a gente recebe uma crítica, eu acho que o mais importante é parar, repensar e refletir se a crítica é correta ou não. Por exemplo, nesse caso. No ano passado, quando eu comecei a trabalhar no Inter e acompanhar o clube no meio de setembro, eu de cara percebi que nós tínhamos um problema muito grave. Porque ali todos imaginavam que com a volta do Fernando Carvalho, o Inter escaparia da segunda divisão com naturalidade”, comenta Baldasso, em entrevista exclusiva ao Torcedores.com.

Sincero, o jornalista admite que tomou um susto ao chegar no Inter no meio de setembro – durante o incrível jejum que durou 14 jogos no Brasileirão – e detectar um elenco que, em suas palavras, “não tinha capacidade de indignação”. Respeitoso e sem citar nomes de jogadores, ele lembra que a partir de uma sequência negativa fora de casa (América-MG, Fortaleza e Atlético-MG), sentiu que “a coisa era grave”.

“Ao deparar com o que estava acontecendo dentro do grupo de jogadores, com perfis de personalidades de atletas que não tinham capacidade de indignação, o susto foi grande. Daqueles que foram junto com o Carvalho e meu também. E naquela época eu avisei nas redes sociais. O Inter teve uma sequência de quatro ou cinco jogos fora, perdeu todos, eu avisei nas redes que a coisa era grave”, acrescenta.

Como torcedor colorado, Baldasso admite que ficou decepcionado com o que presenciou e, evidentemente, com o resultado final. Deixa claro que, em sua análise, a forte semelhança de perfil dos jogadores contribuiu para a primeira queda na história do clube.

“A gente como torcedor obviamente fica decepcionado. Porque a gente, na condição de torcedor, imagina que se fosse atleta bateria com a cabeça na placa de publicidade, choraria, daria voadora, correria 200 minutos… Evidentemente que há a decepção. Mas jogadores de futebol são diferentes, são profissionais. Eu acho assim: não é nem algo depreciativo o que eu falo sobre os jogadores com relação ao ano passado, o que eu falo é sobre a característica de cada jogador. Eu não posso pedir para uma ovelha voar, porque por melhor que ela seja, ovelha não voa. Tem pessoas que, pelo perfil que têm, não há como exigir que sejam vibrantes. Então por isso que o Inter foi rebaixado, eram muitos jogadores com características parecidas”, finaliza.