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Ceni testa idéias no São Paulo contra Santos entrosado de Dorival

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Amante da NBA e do futebol, informo e opino da maneira mais descontraída possível. Curso Educação Física na FESB, e sonho trabalhar no Santos FC.

Dorival

Crédito: Foto: Ivan Sorti / Santos FC

Nesta quarta-feira (15), Santos e São Paulo sem enfrentarão pela 3ª rodada do Paulistão, direto da Vila Belmiro. Estreante em clássicos oficiais, o técnico tricolor Rogério Ceni terá sua primeira ‘prova de fogo’ diante do time mais forte da competição até aqui. Já Dorival Jr, técnico do alvinegro, terá a missão de manter uma sequência de vitórias em cima do rival que dura desde 2003. 

Praticante e estudioso, Rogério Ceni é o protótipo perfeito de técnico. Maior ídolo da história do São Paulo, o ex-goleiro passou um tempo estudando na Europa para aprimorar seus conhecimentos. Mas à sua frente estará um adversário que, apesar de ter tido uma carreira mediana no futebol, também aprimorou seus conhecimentos no mesmo continente e se tornou um dos maiores técnicos do país.

As idéias de Ceni e Dorival são novidades no Brasil, e até se batem em certo ponto. Os treinadores são adeptos da marcação alta, com a linha de zagueiros ultrapassando o círculo central inúmeras vezes, tentando abrir espaços no campo do adversário. Com essa estratégia ofensiva, as equipes acabam tendo maior facilidade para criação de jogadas e, consequentemente, gols. O Santos fez 6×2 diante no Linense, na 1ª rodada do campeonato. E o São Paulo vem de um 5×2 contra a Ponte Preta, pela 2ª rodada. Com esses números, nota-se mais um detalhe em comum: as defesas.

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Apesar de jogarem ‘para frente’, ambas as equipes tem enorme dificuldade em recompor e sofrem muito com contra-ataques. O Peixe, que não conta com sua zaga titular devido à lesões, suou sangue para vencer o Red Bull Brasil por 3×2. Tanto o lado direito quanto o esquerdo da defesa alvinegra eram avenidas para o adversário. Foi de uma má recomposição que o Peixe sofreu o primeiro gol, e de bola aérea que sofreu o segundo. Fora isso, a bola explodiu nas traves defendidas por Vladimir 3 vezes, todas à base da pressão que o Red Bull fazia, girando a bola e sempre achando brechas nas laterais.

O Tricolor sofreu menos no jogo passado contra a Macaca, mas sofreu. E diante do Audax, pela 1ª rodada,  a equipe de Ceni perdeu por 4×2. Com laterais apoiadores e zagueiros quebrando linhas de defesa, o São Paulo se complica quando perde a bola. Na partida contra a Ponte, em que começaram perdendo, o domínio foi nítido. Mas nos minutos finais, a equipe de Campinas veio para cima, marcando seu segundo gol com autoridade, e buscando o terceiro.

O jogo promete ser muito veloz, com tabelas e triangulações bem trabalhadas e todos os jogadores participando da criação de jogadas. O contra-ataque será uma arma letal, e as equipes tem consciência que deverão ser explorados. Porém, o cuidado na recomposição terá de ser minucioso ao extremo. É claro que os dois encontram dificuldades nesse quesito, mas o Santos joga com reservas no setor. Já o Tricolor joga com seus melhores titulares e, mesmo assim, a produção vem abaixo do que se espera. Basta dar tempo para que os jogadores se adaptem ao ‘padrão europeu’ implantado, e que a torcida não se empolgue com poucos jogos, exigindo resultados imediatistas. Dando condições dígnas de trabalho aos profissionais que buscaram estudar para ‘revolucionar’ o futebol nacional atual, os melhores resultados virão: Os títulos.