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De Dudu a Borja: Mattos fez do Palmeiras meio ideal para Europa e “terror” até da China

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.

Crédito: Arte: Matheus Martins Fontes/Torcedores.com

É inegável que nos últimos dois anos o Palmeiras subiu seu patamar dentro do futebol brasileiro. De time quase rebaixado à Série B em 2014, o Verdão retomou seu prestígio no ano seguinte, montando equipes poderosas e conquistando títulos expressivos – vieram a Copa do Brasil de 2015 e o Campeonato Brasileiro, em 2016. Tudo isso teve um grande protagonista – o diretor de futebol Alexandre Mattos.

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Quando se fala em Mattos – chamado pelos torcedores do Palmeiras de “Mittos” -, já se pensa em contratações, afinal o homem forte do Verdão no mercado trouxe mais de 40 jogadores em pouco mais de duas temporadas. Só que há algum tempo, o próprio dirigente fala que o principal mérito do Alviverde não é seu poder de trazer, mas segurar o elenco.

DUDU

Para se ter uma noção, o Palmeiras campeão brasileiro perdeu só Gabriel Jesus, porque o Manchester City ofereceu cifras altíssimas que o clube brasileiro não poderia recusar. Mas o atacante foi apenas uma exceção à regra, já que todos os demais titulares do título de 2016 permaneceram na Academia de Futebol. Mas pensa que foi fácil? A China, que despedaçou o Corinthians no ano passado, entrou em contato para levar Dudu.

Pensando no bicampeonato da Libertadores, Mattos e o Verdão não aceitaram a proposta asiática. Isso sem falar que o dirigente foi fundamental para o camisa 7 escolher o clube e não os arquirrivais Corinthians e São Paulo. No final de 2016, o meia Alejandro Guerra e o Atlético Nacional também “caíram” na lábia do diretor palmeirense, que não enrolou e pagou pelo craque da Libertadores via-Crefisa.

BORJA

Nos últimos dias, foi a vez do diretor de futebol convencer o centroavante Borja, que tinha uma proposta astronômica dos orientais. Pois o dirigente palestrino mais uma vez triunfou – viajou a Medellín, conversou novamente com os dirigentes do Nacional, com empresários do atacante e, é claro, com o próprio jogador.

A fama do Palmeiras, isso sem dizer a estrutura de primeiro mundo do seu CT e o patrocínio forte da Crefisa, enche hoje em dia os olhos de qualquer um. Borja foi mais um deles, e decidiu por vir ao Palmeiras por enxergar o clube como um trampolim maior para o futebol europeu no futuro. Mais um ponto para Mattos.

Vale lembrar que o dirigente foi responsável por outras façanhas que o palmeirense não pode esquecer. Em 2015, ele foi pessoalmente a Europa para encaminhar a vinda de Lucas Barrios. No ano passado, foi até a Colômbia para fechar com o zagueiro Mina, e à Inglaterra para cuidar dos detalhes finais da transação de Gabriel Jesus para o City. Tem dúvida que o diretor não mede esforços para manter o Palmeiras nesse patamar?