Diretor do Atlético-MG detona ações do Grêmio no ‘caso Victor’: “está jogando para a plateia”

Victor Atlético-MG
Bruno Cantini/Atlético-MG

A ‘novela’ envolvendo a negociação do goleiro Victor, que deixou o Grêmio para defender o Atlético-MG em junho de 2012, vem ganhando novos capítulos ao decorrer dessa semana. O Tricolor Gaúcho, que obteve ontem uma liminar na 17ª Vara Cível de Porto Alegre Porto Alegre para penhorar R$ 10,5 milhões da venda de Lucas Pratto do Galo para o São Paulo, promete recorrer a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para o valor ser quitado, ameaçando pedir uma punição de dois anos sem contratar para o clube mineiro.

Na tarde desta terça-feira, 14, Lásaro Cândido Cunha, diretor jurídico do Atlético-MG, concedeu entrevista à Rádio Itatiaia e avaliou a busca do Grêmio por uma punição como ‘sem cabimento’, relembrando que os gaúchos já desistiram de acionar a Federação Internacional de Futebol (FIFA).

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“O Grêmio está jogando para a plateia dele lá. No ano passado, ele disse que iria entrar com uma ação na Fifa, mas agora chegou à conclusão de que isso não tem o menor cabimento. Agora vem com essa de CBF. Se a ação é uma discussão civil, que está no Poder Judiciário, é no Poder Judiciário que será resolvido. Não tem nenhuma pertinência essa colocação do Grêmio. Trata-se de uma informação simplesmente absurda e não tem o menor cabimento”, detonou Cunha.

Com relação a parte do valor da negociação de Pratto, que pela decisão proferida pelo juiz Mauro Caum Gonçalves, de PoA, teria que ser repassado direto do São Paulo para o Grêmio, o diretor atleticano afirmou que o clube ainda não foi notificado pela justiça, mas garantiu que o Galo vai recorrer.

“O Atlético recebeu a notícia desse bloqueio, tem apenas a notícia, não tivemos acesso aos autos. Mas vamos esclarecer. São duas ações: uma do Atlético contra o Grêmio e outra do Grêmio contra o Atlético. Há uma discussão do valor que é devido. As partes já tentaram uma composição antes, mas não chegamos a um termo. Então, o Grêmio decidiu promover a ação questionando o valor global, mas o Atlético entende que este não é este o valor porque tem crédito para receber também na transação que envolveu o Werley”.

Atlético-MG e Grêmio discutem na justiça, desde 2016, qual é a quantia o clube gaúcho tem direito pelo negócio envolvendo o goleiro. Quando da negociação, o acertado era que o Galo pagaria R$ 3 milhões de euros e ainda cederia 50% dos direitos do zagueiro Werley, que atuou no Tricolor entre 2012 e 2014 e hoje está no Coritiba.



Estudante do 8º semestre de jornalismo e amante dos esportes, principalmente o bom e velho futebol. Setorista de Atlético-MG e Futebol Feminino.