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Felipe Santana admite erro em clássico e quer voltar a jogar em alto nível no Atlético-MG

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Estudante do 9º semestre de jornalismo e amante dos esportes, principalmente o bom e velho futebol. Setorista de Atlético-MG e Futebol Feminino.

Felipe Santana (Atlético-MG)

Crédito: Bruno Cantini / Atlético-MG - Felipe Santana (Atlético-MG)

Voltar ao Brasil após mais de oito anos e, logo de cara, falhar em seu primeiro clássico, com certeza não estava nos planos de Felipe Santana, zagueiro contratado pelo Atlético-MG no início de 2017. Apesar disso, o defensor, de 30 anos, acredita que os treinamentos e a adaptação necessária ao futebol do país vão fazer com que seu nível de jogo apresentado na Europa seja recuperado em breve.

Nesta segunda-feira, 27, em entrevista à Rádio Itatiaia, Felipe Santana admitiu sua falha na derrota por 1×0 para o Cruzeiro, pela Primeira Liga, mas deixou claro que vai trabalhar forte para ganhar a confiança torcedor atleticano.

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“Na volta, você pega o Mineirão totalmente lotado e perde num clássico que tem proporções astronômicas, você acaba por cometer um erro, e as pessoas vão te crucificar. Em nenhum momento eu abaixei a cabeça, eu procuro trabalhar firme. O Leo [Silva] recebeu a oportunidade dele, cumpriu à risca, é o nosso capitão. Mas eu não posso deixar de frisar que eu vim para cá para voltar a ser o Felipe Santana do Borussia Dortmund nem que isso custe um pouco de tempo, mas fico feliz com a minha segurança. Esta semana foi a primeira semana que disse que eu me sentia bem, que começava a sentir lampejos daquele jogador que eu começava a ser”.

No continente europeu, o zagueiro brasileiro atuou durante seis anos na Alemanha. De 2008, quando deixou o Figueirense, até o final da temporada 2012/2013, Felipe Santana defendeu as cores do Dortmund e acumulou os títulos da Supercopa da Alemanha (2008), do Campeonato Alemão (2010/11 e 2011/12) e da Copa da Alemanha (2011/12).

Titular na vitória por 3×2 do Atlético-MG sobre o Democrata-GV, no último sábado, o zagueiro destacou a confiança que recebeu do técnico Roger Machado e ressaltou que o tempo que ficou parado pesam em sua recuperação.

“Eu, na primeira entrevista, disse que necessitaria de um tempo para me adaptar. O Roger foi a pessoa que me trouxe, foi a pessoa que me acalmou o coração em relação ao Brasil, e eu vim tentando fazer com que as coisas funcionassem, mas tem que se levar em conta que eu fiquei seis meses parado. E esses seis meses, infelizmente, o jogador perde totalmente o ‘timing’ do jogo”.